[PT] Casado (♂x♂)? 58

Cap novo de Casado (♂x♂)
Quem gosta de reunião de família?
É legal rever os parentes e tudo, mas sofrer uma chuva de perguntas é… vamos dizer tenso XD
Espero que gostem do cap

English readers, here’s the English version

 

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Casado (♂x♂)? 58

— Vocês finalmente estão juntos.

— Demorou tanto tempo.

— Até apostamos quando iria acontecer.

— E eu perdi, aliás.

— Eu venci!

— Como vocês enfim perceberam?

— Quem tomou a iniciativa?

— Quem é o ativo?

— Quando vocês vão se casar? Faz um tempo desde o último casamento nas duas famílias.

— Fiquei sabendo que vocês tomaram conta do Felipe. Fui prática pro futuro?

— Eu estou vendendo essa casa adorável. Falem comigo se quiserem se mudar para um lugar maior e começarem a geração seguinte.

— Quê? Vocês dois já estão pensando em filhos?

— Vão adotar? Ou optar por inseminação artificial?

— Quem será o doador?

— Eu sempre soube que vocês acabariam juntos.

Mesmo levando em conta que fazia só meia hora desde que a festa começou, tanto Thomas quanto Lin estavam exaustos. No instante em que tiveram a oportunidade, eles escapuliram para algum lugar em que não fossem ser cercado pelos parentes.

— Foi pior do que eu temia — disse Thomas, soltando um grande suspiro e esfregando a testa.

— Sei lá. Não foi tão ruim. — Lin mostrou um sorriso torto.

— Tá brincando? — Ele olhou para o amado, sem acreditar. — Ninguém nas nossas duas famílias têm qualquer ideia de limites. Não foi só as grandes perguntas. Quem pergunta quem é o ativo? Caralho, quem pergunta qual de nós vai doar esperma pra inseminação artificial?

— É… aquilo foi… é… — Lin soltou um riso fraco e tomou um gole do resto de sua cerveja.

Após outro suspiro, Thomas abriu duas latas de cerveja e serviu dois copos a eles.

— Quantas pessoas perguntaram quando vamos nos casar?

— Perdi a conta após a décima. — Lin bebeu metade do copo em um gole. — Agora que falaram, faz um tempo mesmo desde o último casamento nas duas famílias.

— Tão colocando pressão na gente pra poderem ter outra festa. — Thomas tossiu. — Quando nos casarmos, não vamos dar nenhuma festona. Nem temos dinheiro pra uma, de qualquer jeito.

—Diga isso pra eles e vamos virar as ovelhas negras.

— Aí não precisaríamos lidar com isso. Não consigo ver o lado ruim.

— Isso fica pra depois. Não tem motivo pra pensar nisso agora. — Lin riu de novo e deu um selinho nele.

— Diga isso pra eles. — Ele pegou um dos copos da mesa, mas, ao notar o batom rosa, ele deixou de lado e pegou seu próprio copo. Enquanto bebia sua cerveja, ele olhou para Lin pelo canto dos olhos.

Faz um tempo desde que ele se vestiu de mulher por completo. Ele é bom nisso, mas com a ajuda das irmãs, fica ainda mais sexy…

— Por que você tá olhando pra mim assim?

— Por que você tá lindo. — Thomas corou e sorriu.

— Valeu. Eu não esperava que fosse usar um vestido na festa da sua mãe, mas se você gostou, valeu a pena. — Lin soltou uma risada fofa e o beijou novamente.

Algumas horas antes da festa, eles estavam jogando futebol com o irmão de Thomas quando as irmãs de Lin chegaram e os arrastaram, dizendo que iriam transformá-lo.

— Não acredito que elas ainda tinham o vestido que usei na festa de formatura.

— Eu não acredito é que ainda sirva em você — murmurou Thomas.

— Foi seu jeito sutil e dizer que estou gordo? — Lin mostrou um sorriso estranho e ergueu uma sobrancelha.

Thomas piscou algumas vezes e depois riu.

— Não sou idiota nem estou bêbado o bastante pra chamar meu namorado esguio e sedutor de gordo. E se estivesse, seria mentira.

— Sério?

— Você só ficou mais em forma desde o ensino médio. Não é justo comparar a isso. — Thomas bateu na própria barriga.

— A gente vai se livrar disso. Mas como eu gosto de dizer, isso é só mais Thomas pra eu amar.

— Ah, me dá um tempo. Eu já perdi 10 quilos desde que você me forçou a correr todo dia.

— O que os personagens naquele anime que gosta dizem? Superar o além?

— Supere os seus limites.

— É, isso mesmo! — Lin sorriu. — Vamos superar os nossos limites juntos!

— Se for você quem me arrastar… — Thomas corou e desviou o olhar.

— Você quis dizer que que eu vou te liderar.

— Mesma coisa, você diz.

— Claro que não, mestre Jedi.

Eles olharam um para o outro e riram ao mesmo tempo. Depois ficaram quietos, segurando as mãos e ouvindo os sons da festa chegarem até eles.

— Você sabia que eu comecei a me exercitar graças a você? — disse Lin após um tempo.

— É a primeira vez que fico sabendo disso. E eu não fazia ideia de que um cara sedentário como eu poderia fazer isso.

— Acho que não contei para ninguém. Foi depois a nossa primeira vez. Naquela época, eu não pensei muito nisso. Não me importei de ter minha primeira vez com um homem. Fiquei preocupado com você e o quão triste você tava. Mas, depois de você ir pra faculdade me deixando sozinho e sem entrar em contato pra nada, valeu por isso, aliás — murmurou Lin, semicerrando o olhar e balançando a cabeça.

— S-Sinto muito por isso… Eu tava… lidando com meus sentimentos, acho… — Thomas sabia que Lin não guardou mágoa, mas ainda se sentiu culpado.

— Me senti uma daquelas garotas de romance adolescente. Quando ela perde a virgindade e o cara nunca olha na cara dela de novo.

— D-Desculpa… — Thomas engoliu em seco e afrouxou o colarinho enquanto olhava para todo canto, exceto para o namorado.

— De toda forma, após me sentir daquela forma, descobri que praticar exercícios físicos me ajudavam a não pensar em você. — Lin sorriu e olhou para ele. — Foi graças a você que percebi o que amava.

— Espera aí. Todo esse inferno de acordar num horário ingrato e ir correr é culpa minha, então!? — Thomas estava sorrindo, mas aí seu rosto ficou chocado.

— Dá pra exagerar menos? — Lin riu e negou com a cabeça. — Mais um pouco e você vai virar uma Maria dramalheira.

— Calado. Me deixa reclamar do fato de que criei aquilo que            irá me destruir.

— Você fala de ter uma vida saudável?

— Sim.

Novamente, eles olharam um para o outro e depois riram ao mesmo tempo.

— Ah, lá estão eles! — exclamou alguém.

— Sabia que estavam se escondendo.

Thomas e Lin resmungaram. Seus irmãos haviam encontrado o casal.

— Sem “urgh” pra cima de mim, Lin — reclamou Lisandra. — Graças a sua fugidinha com o namorado, o tio Ronaldo fica me chamando de Linandra. Odeio quando ele combina os nossos nomes e nos trata como uma única pessoa. Gêmeos não são assim!

— Ele faz isso porque sabe que você odeia — disse a irmã mais velha deles, sorrindo.

Lin soltou uma risada desconfortável. Thomas sabia que ele também odiava, mas fingia que não para que as irmãs não usassem o apelido também.

— Ei, Tommy, não tente se esconder de mim só porque perdeu nossa aposta — disse o irmão.

— Que aposta?

— Você disse que, se namorasse o Lin mesmo, me chamaria de senhor supremo do universo.

— Não tá meio cedo para ficar bebo? — Thomas olhou para o irmão mais velho sem expressar reação.

— Não tente fugir. Eu tenho provas — disse, estufando o peito e pegando o celular, pressionando para começar um vídeo.

Thomas observou uma versão adolescente, cheia de espinhas e usando aparelho dizendo com raiva que não era gay e que jamais se apaixonaria por Lin. Caso se apaixonasse, ele chamaria seu irmão de supremo senhor do universo.

Houve silêncio na pequena área em que eles estavam.

— Por que você ainda tem isso? — perguntou Thomas.

— Não é assim que você fala com o supremo senhor do universo — disse o irmão da forma mais pomposa que podia.

— Pois é, Tommy. Seja homem e honre seus juramentos — disse a irmã mais velha do Lin. — Ou você não ama o meu irmãozinho?

— Se é assim, vamos tirar ele de você — disse Lisandra, tirando Lin de perto dele.

Com o rosto muito vermelho, Thomas fechou as mãos e forçou-se a falar:

— Supremo senhor do universo…

Tanto seus irmãos quanto as de Lin assoviaram e riram, deixando ele ainda mais envergonhado.

Corando, Lin beijou ele na bochecha, fazendo a audiência deles ficar ainda mais agitada.

— Como supremo senhor do universo, digo que vocês dois podem ficar escondidos aqui. Vamos!

Seus irmãos o cercaram e meio arrastaram, meio puxaram, jogando um para cima do outro. Eu odiava quando eles faziam isso…

***

— Aí está você, filho. Eu estava começando a pensar que você tinha fugido.

— E-Eu jamais faria isso, mãe…

— Então você estava se escondendo. Pensei que o Lin tinha te tornado um homem naquela noite. — Ela sorriu e abraçou ele.

Enquanto ela ria, Thomas ficou ainda mais vermelho. É só o que eu precisava pra melhorar a noite. Ter minha mãe falando da minha vida sexual.

— Dance comigo. Você é o único filho que não dançou comigo hoje.

Thomas pegou a mão dela e colocou a outra na cintura. Conforme dançavam, ela ficou surpresa.

— Você aprendeu a dançar! — Seu rosto se iluminou ao compreender. — O Lin te ensinou.

— Sim…

— Ele é um menino maravilhoso.

— Eu sei… Tenho sorte de ter ele como namorado — murmurou, corando.

Quando a música acabou, ela não o soltou, mas o trouxe até a mesa dela.

— Estou feliz que vocês enfim estejam juntos. Ainda que tenha me custado uma semana em Paris.

— Você ainda está brava com aquilo… — Thomas engoliu em seco.

— Claro que não, Tommy. Eu nunca guardaria rancor — disse, pegando uma pequena caixa quadrada da bolsa. — É por isso que quero que você fique com isso.

Ele tinha uma noção do que era. Com as mãos debaixo da mesa para que ninguém o visse, ele abriu a caixa. Como esperado, era um anel de casamento.

— Mãe…

— Eu não sei quem deve pedir o outro em casamento entre dois homens, mas quero que fique com isso de todo jeito.

— Esse não é o anel da bisavó? — Thomas pressionou os lábios e olhou para o anel de novo.

— Sim. E ela queria que você ficasse com ele. Para pedir o Lin em casamento.

— Tá, não acho que minha adorável, mas levemente homofóbica bisavó ia querer que eu me casasse com outro cara.

— Você era jovem demais pra se lembrar, mas, perto do fim, o Alzheimer tirou toda a memória dela. Mas, quando ela viu vocês dois brincando, disse que dariam um lindo casal. Ela deixou esse anel para você.

— Eu… Eu não fazia ideia…

— Não sinta pressão. Quando for o momento certo, use ele. Apenas não espere demais. Quero ter netos logo.

Enquanto ela ia embora, Thomas sentou na cadeira, sentindo a caixa no bolso da calça. De todos os familiares enxeridos, minha mãe realmente levou o bolo.

Antes que pudesse ficar feliz demais, um holofote brilhou sobre ele. Ele ficou cego por um momento, mas, assim que seus olhos se acostumaram, ele percebeu que todo mundo da festa olhava para ele.

— Mesmo sendo meu aniversário, estamos todos felizes em saber que o Tommy e o Lin finalmente ficaram juntos. Estava na hora — disse a mãe dele, com a voz ecoando alto devido ao microfone. Todos riram. — Para celebrar o começo do relacionamento dos dois, eu preparei uma música especial para eles.

Thomas não fazia ideia de como reagir. Conforme sua mãe começou a cantar, antes que ele sequer pudesse pensar em fugir, os irmãos apareceram e o levaram pelos braços, o arrastando até o centro da pista de dança. Um segundo depois, as irmãs de Lin fizeram o mesmo com ele.

Debaixo dos holofotes, e com a atenção de todos, eles olharam um para o outro.

Apesar de estar muito vermelho, Lin sorriu e ofereceu a mão. Thomas aceitou.

Enquanto dançavam, ele espiou a mãe no palco. Ela estava com aquele sorriso assustador que costumava dar pesadelos a Thomas quando era pequeno. Ela ainda está brava sobre Paris!

Mas não havia nada que ele podia fazer além de dançar com seu amado.

Não é tão ruim.

Apesar da vergonha, e dos olhares de todos, Thomas se sentiu o homem mais feliz do mundo ao ter aquele homem em seus braços.

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Obrigado por lerem
Espero que tenham gostado.
Que família. Alguém tem alguma pergunta mais vergonhosa?
E que sogra o Lin tem, viu?

Até sair o próximo cap, curtam outras histórias BL como Por Favor Me Chame de Professor e O Nadador e o Assistente

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