[PT] Casado (♂x♂)? 57

Cap novo de Casado (♂x♂)
O cap passado foi um pequeno aquecimento para a volta desse casal mega fofo.
Esse cap as coisas começa a engrenar. Pena que não do jeito que Tom quer XD

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Casado (♂x♂)? 57

— Chegamos… — Thomas respirou fundo, esperou e depois soltou o ar lentamente pela boca.

— Sim, chegamos — disse Lin, estacionando o carro e desligando o motor. — Você deveria tentar dizer isso de novo sem parecer que tá prestes a encarar o último chefe de um jogo.

— Chegamos — repetiu Thomas no mesmo tom.

— Mais uma vez, querido. Pra dar sorte. — Lin riu e beijou ele na bochecha.

Thomas mostrou um grande sorriso.

— Chega… — Ele fingiu engasgar.

— Terminou? — Lin observou, sem interesse.

— Eu tentei. Você viu. Mas não consigo. Nossas famílias são chefes finais. De Dark Spirits — murmurou.

— Aquele jogo fácil que zerei num dia enquanto você levou semanas? — sorriu Lin.

— Cala a boca — resmungou Thomas, cruzando os braços e desviando o olhar, fazendo beiço. — Você procurou como vencer alguns chefes na internet que eu sei. Eu não fiz isso.

— Isso! Missão completa. — Lin fechou os punhos e balançou no ar um pouco.

— O que?

— Eu só tava celebrando porque fiz você esquecer que estamos prestes a entrar na casa dos seus pais. — Sorriu.

— Golpe baixo, Lineu — resmungou Thomas. Mesmo tentando, ele não conseguia manter a cara fechada vendo aquele sorriso.

— Sim, eu sei. E vou usar tudo que estiver ao alcance. Melhor se preparar.

— Pelo resto da minha vida — disse Thomas, olhando nos olhos dele.

Aquilo fez o namorado ficar vermelho e perder a compostura por um instante.

— Você fala dos meus golpes baixos, mas aí manda uma porrada dessas — murmurou Lin.

— Tenho meus momentos. — Thomas se inclinou para um beijo.

Antes que se tornasse um beijo apaixonado, Lin o empurrou gentilmente.

— Se a gente fizer isso agora, há uma grande chance de que alguém ver a gente. Quer mesmo que nossas famílias falem que transamos no carro?

— Como todo mundo já sabe, podemos confirmar. O que é um peido pra quem tá cagado?

— Infelizmente, você tem razão. — Lin não conseguiu conter uma risada. — Ainda assim, não vamos fazer isso agora.

— Isso é um desafio? — Thomas mostrou um sorriso malicioso.

— Não é. Sei o quão charmoso você pode ser.

— Então…

— Mas nada de transar no carro. — Ele saiu do veículo. — Eu não trouxe lubrificante.

— Quê? — gritou Thomas, saindo do carro também, indo até as malas dos dois na parte de trás. — Por quê? Você tá brincando, né? Por favor, me diga que isso foi só pra me deixar nervoso.

— Não é brincadeira.

— Por quê? A única coisa boa de todo mundo saber da gente era poder fazer coisas assim sem precisar ficar se escondendo! — Thomas parecia chocado além da conta.

— Com a festa da sua mãe amanhã, não vamos ter tempo. Além do mais, você realmente quer transar no seu antigo quarto? Aquela cama de solteiro é pequena demais para a gente.

— Mas já transamos lá antes. O-Ou podemos usar o seu quarto. — Thomas deu de ombros. — Eu planejava recriar a noite da formatura com um clima romântico e tal, mas não sou exigente. Podemos fazer isso no seu antigo quarto, será uma nova experiência. E seria legal adicionar à lista de locais nos quais passamos muito tempo juntos. Sabe, completar o ciclo da infância até a vida adulta.

— Meu namorado é um romântico mesmo, hein. — Lin sorriu, com uma expressão sonhadora. — É o sonho de todo menino. Que o namorado deseje corromper as memórias de infância dele.

— Você me conhece, amor — disse. — Mas ainda quero que seja brincadeira isso do lubrificante.

Lin olhou para ele e negou com a cabeça lentamente.

— Por quê? — Thomas resmungou. — Graças a você, sou um jovem saudável com um namorado gostoso. Me negar sexo é o mesmo que negar água a uma pessoa morrendo de sede.

— Não tem como exagerar mais não?

— Estou tendo uma reação adequada.

— Você pode viver um final de semana sem sexo. Ou, se realmente precisar, pode dar conta sozinho. Você tem muita experiência fazendo isso no seu quarto — disse Lin com um sorriso maldoso.

— Outro golpe baixo, Lineu. E esse doeu, aliás. — Thomas estreitou os olhos e negou.

— Eu me esforço — disse. — Que tal isso? Se puder me responder uma coisa, eu vou até a farmácia e compro lubrificante suficiente pra que a atendente saiba quais os meus planos pro final de semana.

— Fechado! — O rosto de Thomas se animou na hora. — Vai, amor. Me pergunta qualquer coisa!

— Onde vamos dormir?

— Há! Moleza. E pensei que seria difícil! — gritou Thomas, sorrindo.

— Me responda. — Lin conteve o sorriso.

— Vamos dormir no meu… — O sorriso dele foi diminuindo até sumir, sua alegria foi substituída por confusão, a boca aberta, mas falava nada.

— Parece que você entendeu. Não importa o quarto. Só temos camas de solteiro. E não é como se pudéssemos transar com nossos pais em casa. — Thomas estava chocado demais para dizer qualquer coisa. Lin aproveitou a oportunidade para beijá-lo na bochecha. — Eu sei, querido. Agora, vamos.

Eles tinham parado na rua, debaixo de uma árvore que ficava no meio do caminho entre as duas casas. A da esquerda era a casa dos pais de Thomas. A da direita era a casa dos pais de Lin.

Lin o levou pela mão até a da esquerda. Já que era o aniversário da mãe de Thomas, eles falariam com ela primeiro. Depois iriam para a casa dos pais dele para o segundo round.

No entanto, o planejamento foi destruído no instante em que passaram pela porta da frente. Embora quisessem ser discretos, assim que a abriram, estavam cara a cara com a mãe de Thomas.

— Filho! Lin! — cumprimentou ela com um grande sorriso, tomando um gole de vinho antes de abraçar o filho e o namorado dele. — Estou tão feliz que chegaram a tempo do jantar! Todo mundo estava esperando que vocês viessem à noite.

— O-Oi, mãe… Todo mundo…? — A voz de Thomas falhou enquanto ele olhava na direção da sala de jantar.

Sua pergunta foi respondida no segundo seguinte. Não só o pai e os irmãos dele apareceram, mas os pais e irmãs de Lin também estavam lá.

Os dois piscaram, sem demonstrar expressão alguma, conforme todos os cumprimentaram.

— P-Por que todo mundo tá aqui? — Conseguiu perguntar Lin após o choque inicial passar.

— Apenas jantando. Nossas famílias vão ficar bem mais próximas logo — disse a mãe de Thomas, sorrindo de orelha a orelha.

— Ficamos interessado em saber se vocês dariam as caras — adicionou a mãe de Lin.

— Você finalmente sacou que ama o Lin, seu imbecil. — O irmão de Thomas socou ele no braço. Embora fosse amigável, ainda doeu.

— Pois é, demorou demais — disse Lisandra, assentindo como se soubesse de algo que ninguém mais sabia. — E eu ajudei.

— Como assim?

— O primeiro crush do Thomas foi… — Conforme ela explicou, as duas famílias praticamente os arrastaram para a sala de jantar.

Thomas olhou para Lin, que mostrou um sorriso envergonhado.

***

— Foi pior do que imaginei — reclamou Thomas.

— Sim… E foi só a primeira rodada. Imagina amanhã, com todos os nossos primos, tios, tias, membros família que só vêm quando tem festa. — Lin soava tão exausto quanto ele.

— Não seria tão ruim se estivéssemos juntos…

— Eu vou ficar só a alguns metros de distância de você. Olha. Dá pra ver você do meu quarto.

— Ainda é longe demais… — Thomas caminhou até a janela, onde ele podia ver o homem que amava na outra casa. — Eu sinto sua falta.

— Você não tá tornando isso um dramalhão desnecessário?

— Não — murmurou, com o rosto ficando vermelho. — É a primeira vez que não estamos dormindo na mesma cama após começarmos a namorar.

Ainda que estivesse escuro, ele sabia que seu namorado também estava vermelho.

— Você sabe como envergonhar um cara — murmurou Lin.

Eles ficaram em silêncio, olhando um para o outro pelo quintal.

— Se você tivesse trazido lubrificante, eu poderia dar uma escapada e ir aí — disse Thomas após um tempo.

— Você podia ter trazido também, sabia? — Lembrou Lin. — E mais, você consegue mesmo subir a árvore pra entrar no meu quarto?

— Não é como se eu não tivesse feito isso antes.

— Você era uma criança na época. E nunca mais fez isso depois que quebrou a perna.

— Ah é… — Thomas riu e balançou a cabeça. — Então você podia tentar vir aqui. Você quem é o atleta desse relacionamento.

— Ainda que eu seja, não consigo subir paredes. Não sou o homem-aranha.

— Isso seria legal. Namorar um super-herói e pá. Eu beijaria você de cabeça pra baixo.

— Que romântico.

— Então vai rolar?

— Se por rolar você diz que eu vou ir de fininho até o seu quarto pra transar, não, não vai.

— Droga. Tão perto.

— Nem um pouco. — Lin riu. — É só um final de semana. Por que você não se masturba que nem antigamente?

— Eu não sei se você tá tirando uma comigo ou falando pra valer.

— Um pouco dos dois — respondeu. — Fato engraçado: você sabia que eu tinha como saber quando você se masturbava?

— Quê? Como?

— Eu posso ver daqui.

— Mentira! Meu namorado é um mentiroso!

— Abra a porta do seu armário e deite na cama.

Thomas reclamou, mas ainda obedeceu.

— Como você vai provar?

Um instante depois, ele recebeu uma foto da janela do quarto. Quando deu zoom, embora estivesse embaçado, ele podia ver ele mesmo refletido no espelho da porta do armário.

— Caralho! Eu não fazia ideia! — gritou. — Por que você nunca me disse?

— E o que eu ia dizer? — Lin riu. — Feche a porta do seu armário porque dá pra te ver batendo uma.

Thomas resmungou, mas ele não tinha nada a dizer. Ele precisava deixar a porta do armário aberta pois bloqueava a porta do quarto. Assim, se sua mãe ou qualquer outra pessoa entrasse sem bater, pois era algo que toda a família dele fazia, ele tinha alguns segundos para erguer as calças ou shorts.

— Mas que bosta… Não acredito…

— Não é motivo pra ficar com vergonha agora que estamos juntos.

— É sim, mas vou deixar pra lá. Estou exausto demais para ficar com vergonha.

— É, eu também…

Eles ficaram quietos, deitados em camas separadas, nenhum dos dois queria desligar o telefone.

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Obrigado por lerem
Espero que tenham gostado.
Mesmo namorando, acho que descobrir que seu parceiro sabia que você… se aliviava sozinho é vergonhoso kkkkkkk

Até sair o próximo cap, curtam outras histórias BL como Por Favor Me Chame de Professor e O Nadador e o Assistente

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