[PT] Casado (♂x♂)? 51

Tenho que avisar que o cap a seguir tem altos níveis de fofura.
Depois não digam que não avisei

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Casado (♂x♂)? 51

Que dia longo, pensou Lin. Ele não fazia ideia do por que as crianças pareciam ter mais energia hoje. Até os colegas dele, que tinham mais experiência, disseram o mesmo. Até o fato de que ele recebeu o primeiro pagamento não o deixou animado. Quero dar algo legal pro Tom com esse dinheiro…

No entanto, apesar de exausto, ao perceber que as luzes do apartamento estavam acesas, ele sorriu. Ele chegou mais cedo!

— Querido, cheguei!

— Lin! — Thomas quase gritou, surpreso. Ele estava de shorts e deitado no sofá com o notebook sobre a barriga. Ele fechou a tela, colocou o computador na mesa de centro, levantou-se e caminhou até ele para beijá-lo. — V-Você chegou cedo!

— Eu costumo chegar nesse horário. Você que chegou cedo. O que é maravilhoso — disse Lin, retribuindo o beijo. Ele se inclinou para o lado e viu o notebook, então mostrou um sorriso maldoso. — Tava vendo pornô? É isso que você faz quando chega antes de mim?

— N-Não, eu não tava! Eu juro! — Thomas ficou com um tom alarmante de vermelho e negou, mais que o necessário, com a cabeça.

— Não tem problema amor. Também sou homem. Entendo essas necessidades. — Lin assentiu de modo simpático. O sorriso malicioso não ajudou em nada.

— Tô falando sério, não tava vendo pornô…

— Não precisa ficar com vergonha. E se me mostrar o que estava vendo, quem sabe eu não possa realizar seus desejos? Posso até fazer cosplay de um dessas uniformes escolares que você gosta tanto — sussurrou ele no ouvido do namorado de forma sedutora. Thomas estremeceu e seus olhos perderam o foco por um segundo. — E você só precisa me falar o que tava vendo. Só isso.

— Eu… Eu… Eu não estava vendo nada… Eu… Eu estava lendo! Isso! Estava lendo uma história sobre um garoto mágico que se veste de menina e luta contra monstros com a ajuda do namorado. E como são amigos de infância, meio que me lembrou a gente!

— Você tava lendo uma história sobre um garoto mágico que se veste de menina e luta contra monstros com a ajuda do namorado? — Lin semicerrou os olhos, seu rosto mostrava a descrença.

— Sim!

— Parece ser uma história legal. Me deixa ler também — disse, indo até o notebook.

— Não! — Thomas chegou ao computador primeiro e o abraçou como se fosse precioso.

— Por que não posso ler? Não é uma história de ação com romance? Nada que eu não deva ver, né? — Lin não conseguia conter seu sorriso mais. — Tipo, estamos namorando. Duvido que qualquer um dos seus fetiches vá me surpreender a essa altura.

— O-Olha, dá pra deixar isso pra lá? Estou com fome, e dá pra ver que você está cansado, vamos comer fora hoje! — Thomas ficou ainda mais vermelho e pressionou os lábios.

Ele correu até o quarto e voltou um minuto depois. Já havia trocado de roupa e o notebook não estava em lugar algum. Ele agarrou a mão de Lin e o levou para fora do apartamento.

***

— Foi uma delícia — disse Lin enquanto voltavam para casa, acariciando a barriga. Embora normalmente fosse firme e durinha, estava levemente protuberante dessa vez.

— Foi sim.

— Comi demais.

— Deu pra perceber — disse Thomas, cutucando-o na barriga.

— Pare ou vou arrotar.

— Vá em frente. Não é como se nunca tivesse feito isso na minha frente. Você até peidou já.

— É, mas não quero arruinar o clima romântico. — Lin sorriu e beijou o namorado na bochecha. — Como achou aquele restaurante?

— Foi o Carlos quem sugeriu. Para um solteiro, ele com certeza sabe de ótimos restaurantes.

— Que ideia ótima, amor! — exclamou, sorrindo.

— Q-Que foi? O que eu disse?

— Vamos arrumar alguém pro Carlos! Lembro que rolou uma química entre ele e a Karina na noite do RPG.

— Mesmo? Eu não vi nada ali, hein…

— Mas eu percebi! E não seria ótimo ter um casal amigo? Poderíamos fazer encontros duplos e mais!

Thomas pensou por um instante.

— Pode ser… Mas eu prefiro ter você só para mim.

Lin corou e mostrou um sorriso tímido, depois beijou ele na bochecha.

— Isso é tão fofo que nem vale… Você sabe como deixar um homem envergonhado.

— Eu acerto vez ou outra — disse Thomas, sem esconder o quão orgulhoso estava.

— Não fique cheio de si. — O sorriso de Lin ficou malicioso. — Esqueceu que te peguei vendo pornô?

— Já falei que não era pornô!

— Ahãm. Estava “lendo” uma história sobre um garoto mágico e o namorado dele — disse, cutucando o namorado nas costelas.

Thomas pressionou os lábios, desviou o olhar e não disse nada.

— Vai ficar quieto? — Lin tocou nos lábios dele com o dedo. — É aquilo que a gente vê na TV? Tudo que eu disser será usado contra você?

— Você tá bêbado e inverteu…

— Só um pouco! Mas tudo bem. Foi pra celebrar!

— Celebrar o quê?

— Meu primeiro salário!

— Então foi por isso que você insistiu em pagar…

— Sim! É minha forma de agradecer o homem da minha vida! — Lin agarrou as bochechas de Thomas e deu um demorado beijo nele.

— Não precisava… O dinheiro é pra você…

— Errado! Era pra nós! E você merece ser mimado por tudo que tem feito por mim.

— Obrigado… Mas eu preferiria que você comprasse algo pra si. Seu primeiro pagamento é importante. — Thomas não conseguiu conter o sorriso.

— E eu comprei! Mimar o meu namorado é algo legal pra mim.

— Você me entendeu, vai…

Lin parou para pensar por um instante. Depois o rosto se alegrou com um sorriso.

— Então vamos fazer algo que nós dois vamos gostar!

— Tipo o quê?

— Reformar no nosso apartamento!

— Uma reforma?

— Sim! Podemos pintar a parede. Ou comprar móveis novos. Sabe, transformar o apartamento num lar de verdade pra gente.

— Mas você já dá a sensação de lar pra ele — murmurou Thomas, corando e mostrando um sorriso tímido.

— Pare de ser tão fofo! Não aguento tanta fofura! — Lin ficou muito vermelho.

— Eu não vou entrar nessa conversa de novo.

— É, melhor não. Porque eu já venci — disse, sorrindo. — Vamos focar na reforma.

— Não acho que é uma boa ideia. — Thomas coçou a bochecha. — O apartamento é alugado. Melhor guardar dinheiro pra quando tivermos nossa própria casa.

— Acha que vamos comprar uma casa no futuro?

Ele corou e desviou o olhar. Após um momento pensando, foi para o quarto dos dois e voltou com o notebook.

— Aqui, olha…

Confuso, Lin olhou para a tela. O navegador mostrava várias imagens de casas e apartamentos.

— Um site de imobiliária? Você quer comprar uma casa?

— Não, digo, sim. No futuro… Pra gente…

— V-Você imagina o que para o nosso futuro? — Lin ficou ainda mais vermelho.

— Eu já te falei…

Ele pensou por um instante. Depois sorriu.

— Aquele sonho sobre você, sua esposa e três crianças?

— É… Eu não te contei, mas a esposa era você…

— Acha que vamos nos casar?

— É… Espero… um dia…

— Eu não pensei que era possível, mas te amo ainda mais. — Lin o abraçou.

— Eu te amo também.

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Obrigado por lerem
Espero que tenham gostado.

Até sair o próximo cap, curtam outras histórias BL como Por Favor Me Chame de Professor e O Nadador e o Assistente

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