[PT] Casado (♂x♂)? 49

Segunda é o melhor dia da semana já que tem cap novo de Casado (♂x♂)
Espero que gostem

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Casado (♂x♂)? 49

— Sinto que nasci de novo! — gritou Thomas ao sair do banheiro após uma ducha refrescante.

— Nasceu de novo? Não tá exagerando, não? — riu Lin. — Não é como se tivéssemos corrido a maratona.

— Não sou que nem você. Sou um brasileiro normal que prefere passar a manhã de sábado fazendo porra nenhuma do que sair pra correr!

— Você já se acostumou, qual é.

— Nunca!

— Sei que você acorda cedo mesmo quando tá chovendo e não podemos correr. — Lin riu e sorriu.

— Calado — disse Thomas, de forma infantil, então sentou no sofá e pegou o controle. — Se pudesse escolher, em vez de correr e ficar sem ar debaixo do sol, preferia jogar videogames.

— Não acredito que você ainda faz parecer que estou te forçando.

— Sinto muito se parece isso. Você não me força que nem antes. Pelo contrário, agora você me seduz a correr. É um namorado ardiloso que usa sua sensualidade pra me obrigar a fazer coisas contra minha vontade. Já saquei seu joguinho, Lineu.

— Só descobriu agora? — Lin riu e o beijou na bochecha.

— E-Eu tive minhas suspeitas… — Thomas corou e desviou o olhar.

— Que eu desejo que você viva bastante e fique um velhinho junto de mim? Exatamente. — Ele o beijou nos lábios dessa vez.

Thomas retribuiu. O beijo ficou mais intenso e ele soltou o controle, carregando Lin para o quarto do casal.

***

— Tira esse sorrisinho da cara — disse Lin enquanto saia do quarto.

— Que sorriso?

— Esse de quem é o melhor amante da face da Terra.

— Sei que não sou. — Aquilo só fez o sorriso de Thomas aumentar. — Mas ao menos eu satisfaço você.

— E como sabe disso?

— Porque você também não para de sorrir.

— A culpa é sua. — Lin percebeu que sorria. — Como vai se responsabilizar, hein?

— Assim. — Thomas o puxou para perto de si e o beijou.

Lin retribuiu. Embora não fosse tão intenso quanto antes, foi um beijo cheio de amor. Quando eles se separaram, ambos olharam um nos olhos do outro, sorrindo.

— Que jeito maravilhoso de se responsabilizar.

— Eu sei. — Thomas mostrou um sorriso convencido. — Ainda que eu não seja o melhor namorado do mundo, dou pro gasto. Não é?

— Não sei. — Lin pensou por um instante. — Você é a única pessoa que já namorei. Se eu tivesse mais experiência…

— Não vem que não tem. Sei que eu te deixo satisfeito todas as vezes. — Ele sentou no sofá e pegou o controle de novo.

Sorrindo, Lin sentou no sofá e colocou os pés no colo de Thomas, mexendo no celular.

— Que merda? — Thomas pressionou o controle, mas nada aconteceu. Ele pressionou o botão da TV, mas aparelho não deu sinal de ligar também. — Sem energia?

Ele foi até o interruptor e o ligou. Nada. Caminhou até a cozinha e abriu a geladeira; também não tinha energia.

— Vou ligar pro porteiro. — Lin conversou um pouco no telefone. — Estamos sem energia.

— Percebi isso já, amor. — Thomas não economizou no sarcasmo. — Por quê?

— A empresa de energia veio cortar a luz de um apartamento, mas o cara fez cagada e tirou a luz do prédio todo.

— Massa. Muito massa. E num sábado. Não podiam fazer isso numa segunda-feira quando estamos trabalhando? — Thomas bufou, bravo. — Quanto tempo até voltar?

— O porteiro disse que poderia demorar o dia todo. Disse que o cara cortou a energia, quebrou algo importante e tá dando voltas pela cidade pra encontrar.

Thomas resmungou e andou até o sofá para deitar no colo do namorado.

— Que merda… Eu só queria jogar por umas horinhas e relaxar.

— Eu sei, amor. Eu sei. Sinto muito que não possa seu joguinho. Você trabalhou a semana toda e merece relaxar. — Lin acariciou a cabeça dele.

— Pare de me tratar como criança…

— Você sempre vai ser o meu crianção que adoro mimar. — Ele encheu Thomas de beijos. — Tem algo que o meu meninão quer?

Thomas olhou para ele em silêncio por um tempo.

— Tem sim.

***

Lin não parecia respirar enquanto observava o tabuleiro.

— Qual é, amor. Não importa o quanto olhe, não vai mudar nada. Assim que jogar os dados, você vai me pagar tanto dinheiro que até meus netos serão ricos.

— Não se eu tirar um oito. Aí eu acabo na cadeia do seu lado e fico são e salvo lá.

— Isso não é triste? Você prefere ficar atrás das grades do que ser livre.

— Não quero ouvir isso de alguém que foi preso por quatro rodadas por fraude imobiliária — disse Lin, olhando para ele com a cara mais rígida que tinha. — E ainda conseguiu ficar com o dinheiro!

— É ótimo termos Banco Imobiliário com a corrupção brasileira inclusa. — Thomas riu.

— Eu vou tirar esse sorriso da sua cara. Não vou te dar nem um centavo!

— Só se tirar um oito. Uma pena que não existe algo como o coração dos dados.

Lin pegou os dados, assoprou e balançou a mão. Depois abriu, soltando e deixando-os rolar pelo tabuleiro. Sob os olhos dos dois, ele conseguiu dois quatros.

— Isso! A sorte está do meu lado!

— Só você ficaria feliz em ser preso. — Thomas grunhiu e cruzou os braços.

— Agora posso ser sua esposa da cadeia. — Lin sorriu.

— Eu já tenho você na vida real. Prefiro o dinheiro — murmurou, embora estivesse sorrindo ao pegar os dados.

— Cuidado. Se rodar um cinco ou doze, você vai me pagar tanto dinheiro pra mim que vai falir.

— Que nada. — Thomas bufou. — As chances de rodar isso são bem baixas. Você não sabe como jogar Banco Imobiliário. Você espalha seus espólios. Para vencer, é melhor fazer que nem eu, comprar todo um lado do tabuleiro.

— Apenas rode os dados, mestre das finanças.

Ele os separou cada um em uma mão. Balançou a direita e a jogou, dando seis. Ele olhou para o número com uma expressão vazia enquanto Lin sorria.

— Não vá contando com a sua sorte ainda. — Ele jogou o outro e deu em mais um seis, deixando-o emudecido.

— Deixa que eu movo.

Sorrindo, Lin pegou a peça verde que pertencia ao namorado. Ele pulou e aterrissou em cada quadrado de forma exagerada, contando. Depois parou no décimo segundo quadrado, uma propriedade que ele comprou e encheu de casas e hotéis. Ele sorriu para Thomas com a palma aberta, esperando por seu dinheiro.

— Odeio esse jogo — murmurou enquanto passava todo seu dinheiro.

— Você odeia perder. Lembra de quando éramos crianças e ficou todo feliz quando venceu que ergueu os braços e acabou caindo pra trás na cadeira?

— Ah, é. Lembro. Nossas famílias passaram aquelas férias de verão juntas na casa de praia dos seus pais.

— E a gente jogava um jogo de tabuleiro diferente toda noite depois de passar o dia todo na praia ou na piscina.

— Foram dias legais. — Thomas sorriu ao se lembrar. — O melhor de todos foi o UNO. A gente costumava brigar por causa dele.

— É… Nunca mais jogo com você.

— Quê? Por que não?

— Porque você trapaceia no UNO.

— Quê? Eu jamais faria isso!

— Perdi a conta de quantas vezes eu vi você colocar duas cartas em vez de uma — disse Lin, bufando. Depois ele completou antes do namorado falar. — Também lembro de você esconder cartas pra falar UNO mais rápido.

— Não sabia que você sabia. — Thomas mostrou um sorriso amarelo. — Por que nunca disse nada?

— Porque eu fazia o mesmo — disse Lin com um sorriso maldoso.

— O quê? Você, Lineu, trapaceava no UNO? — Thomas fingiu um choque exagerado. — Ninguém vai acreditar nisso!

— Por que você faz parecer como se eu nunca fizesse nada de errado? Eu não era uma criança perfeita, sabia?

— Por favor — zombou. — Você era um santo comparado ao resto de nós.

— Acho que está se esquecendo de quem roubou sua virgindade em cima e embaixo. — Lin mostrou um sorriso malicioso.

— Hum, verdade. — Thomas corou e sorriu também.

Lin se aproximou para beijá-lo. Mas, antes que pudessem, a TV se ligou sozinha.

— A energia voltou — disse. — Tava na hora. Demorou a tarde toda.

— Pois é… Ficamos jogando tanto que nem vi o tempo passar.

— Agora você pode jogar o seu videogame.

— Eu prefiro ficar jogando com você… — Thomas coçou a bochecha.

— Você sabe como deixar um rapaz embaraçado. — Lin corou e sorriu.

— Só você — disse, beijando o namorado de novo antes de pegar outro jogo de tabuleiro para que os dois jogassem.

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Obrigado por lerem
Espero que tenham gostado.

Até sair o próximo cap, curtam outras histórias BL como Por Favor Me Chame de Professor e O Nadador e o Assistente

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