[PT] Casado (♂x♂)? 48

Finalmente Casado (♂x♂) tá de volta.
Tava sentindo falta de postar Tom e Lin XD
Espero que curtam o primeiro cap do ano

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Casado (♂x♂)? 48

— Querido, cheguei. Desculpa a demora… — Enquanto abria a porta do apartamento, Thomas foi surpreendido com um abraço.

— Bem-vindo, Tom! O que você quer primeiro? Jantar? Um banho? Ou talvez eu?

Ser cumprimentado assim pelo namorado era um de seus sonhos otakus, e toda vez que o Lin fazia isso, ele acaba sorrindo e ficando vermelho, sentindo que tudo era melhor ao lado daquele homem. No entanto, ele não sentia nada disso; havia algo de errado. Conforme Lin o abraçou, ele sentiu duas coisas macias sendo pressionadas contra ele. Mas o que…

— O que foi, querido? Surpreso demais pra escolher? — perguntou Lin, olhando para ele.

Quando Thomas viu melhor, percebeu que o namorado estava mais baixo. O cabelo mais curto. Depois percebeu que Lin parecia mais feminino e as duas coisas macias pressionadas contra ele eram peitos.

— Lisa?

— Você descobriu rápido demais — ela suspirou, sorriu e o deixou passar. Ela era Lisandra, uma das irmãs mais velhas do Lin, que se parecia demais com ele.

— Eu falei que ele descobriria na hora. — Lin saiu do quarto do casal, ficando ao lado da irmã.

— A maioria das pessoas demora bem mais pra se tocar. Algumas nem percebem.

— Só que o Tom me ama. Não tem como ele cair nessa.

— Acho que foi culpa dos peitos.

Quando eles ficam lado a lado, parecem gêmeos, pensou Thomas, olhando para os dois.

— Por que vocês tentaram me enganar assim? Não são velhos demais pra isso?

Eles olharam um para o outro e depois para Thomas.

— Foi ideia dele!

— Foi ideia dela.

Falaram ao mesmo tempo e depois riram em coro.

Thomas riu e balançou a cabeça. Não acredito que quase caí nessa. A última vez foi quando a gente era criança. A Lisa e eu fomos convidados pra uma festa de aniversário da garota mais popular de todas as turmas da nossa série, mas ela ficou doente e fez o Lin ir no lugar dela porque se não fosse, seria isolada por todos.

Enquanto se lembrava, ele arregalou os olhos e corou. Eu quase esqueci… A gente tá juntos agora, então não importa, mas durante verdade ou desafio, eu beijei a Lisa, digo, Lin, lá. Só descobri anos depois com ele… Não acredito que a gente beijou mais de uma vez quando mais novos. Será que teve mais e que não lembro? Queria me recordar de todas as ocasiões.

— E-Ei, Lisa. Sem querer ser rude nem nada, mas por que você tá aqui? — perguntou antes que percebem que ele estava vermelho.

— Mesmo dizendo que não queria ser rude, seu namorado foi. Vai deixar ele falar assim com a sua adorável irmã? — ela sussurrou para Lin como se Thomas não pudesse ouvir.

— Ele só tá meio mal-humorado por causa do trabalho.

— Como você sabe? Ele nem disse nada.

— É óbvio pra mim. — Lin se aproximou e acariciou a nuca de Thomas bem do jeitinho que ele gostava. — Você teve um dia ruim, não teve, querido?

— Foi horrível. — Ele fechou os olhos para apreciar os dedos do namorado. Só abriu quando sentiu a outra mão.

— É assim que você faz? — perguntou Lisa. — Ou ele gosta porque é você fazendo?

Thomas se contraiu. Apesar de muito parecidos, os dedos da Lisa eram estranhos para ele.

— Ai! Suas unhas são muito pontuadas — reclamou, tirando a mão dela de sua cabeça.

— Me deixe praticar até ficar boa como o Lin.

— Não vai machucar meu amor. — Lin puxou o namorado para si e abraçou a cabeça dele. — Ele precisa ser mimado e não torturado.

— Foi mal, maninho, mas é melhor uma mulher fazer isso. Os peitos ajudam. — Ela puxou Thomas dele e fez o mesmo. — Aposto que você machuca ele com esse peito musculoso aí.

Apesar dos peitos agirem como almofadas, não era tão bom.

— Prefiro o meu namorado — murmurou, com medo de olhar nos olhos dela. — Você disse peito musculoso, mas ele dá uma… sensação de segurança.

Ela soltou ele com um movimento exagerado, quase o empurrando de volta pro irmão.

— Claro, sou uma idiota. Usar peitos com um gay. Teria mais sorte se tivesse algo entre as pernas que nem o meu irmão.

Lin sorriu e aceitou o namorado de braços abertos.

Thomas o abraçou.

— O que tem entre as pernas não tem nada a ver, Lisa. Eu me apaixonou por ele por causa de algo que você não tem.

— Ahãm. Um pau.

— Gentileza.

— Legal, vindo de alguém que tinha uma quedinha por mim. Mas agora que penso bem, devia ser porque eu me pareço com o Lin. — Lisa bufou e cruzou os braços.

— Você tinha uma queda por ela? Nunca me contou isso. — Ele olhou para Thomas mais surpreso do que deveria.

— N-Não é bem assim. Foi depois daquela festa de aniversário. Pensei que tinha beijado ela e tique uma quedinha idiota. Mas se pensar bem, era você por você.

— Eu? — Lin corou e sorriu.

— Não presto atenção, maninho? Ele tinha uma queda por mim.

— Só porque ele pensou que tava beijando você. Mas era eu o tempo todo.

— Exato. Era eu.

— O mais perto que vocês chegaram era em colegas de sala. Amigos de infância até vai se a gente forçar a barra um pouco.

Conforme os irmãos discutiam sobre isso, Thomas só podia suspirar.

Eu vi muitos animes de harém e triângulos amorosos, mas nunca imaginei que estar em um seria tão cansativo…

***

— Sinto muito que você tenha que comer sozinho hoje — desculpou-se Lin por sobre o sofá.

— Tudo bem. Sei que não é culpa sua — disse Thomas, comendo seu jantar esquentado. Embora o gosto ainda fosse delicioso, não era a mesma coisa. É a primeira vez que não como com o Lin desde que começamos a namorar…

— Foi uma indireta? — disse Lisa.

— Você disse que tava morrendo de fome e me forçou a jantar contigo — resmungou Lin.

— E eu tava. Não almocei porque tava fazendo as malas. Além do mais, a culpa não é minha se seu namorado precisa fazer hora extra. E fica parado! — Ela segurou o pé do irmão com mais força. Ela estava pintando as unhas dele depois de ficar entediada vendo televisão.

— Sinto muito por precisar trabalhar pra pagar as contas — resmungou Thomas.

— Ei, não fale como se eu fosse uma vagabunda. E por que acha que estou aqui, hein?

— Eu que quero saber. Você não respondeu ainda — lembrou Thomas.

— É, né. Com a sua quedinha por mim, eu meio que esqueci — ela disse, movendo-se para o outro pé do Lin. — Estou aqui porque tenho uma entrevista.

— Que bom pra você. Mas isso não explica por que tá aqui na nossa casa.

— Porque a minha entrevista é de madrugada. Eu preciso acordar no meio da noite pra chegar lá de onde moro. Aqui fica mais perto. E também posso passar um tempinho com o meu maninho.

— Que raios de entrevista rola tão cedo?

— É pra um trampo. Maquiadora de uma estação de TV.

— Quê? Maquiadora? — Thomas ficou tão surpreso que parou de comer e olhou para ela. — Você não era advogada?

— Isso, era. Eu larguei faz um tempo. Acho que você e o Lin não conversam muito, hein.

— Tá louca? Estamos no meio de uma crise! O que te deu pra largar um emprego que paga bem?

— Não estou afim de falar disso de novo. Especialmente com o meu cunhado — respondeu Lisa, focando-se nas unhas do pé de Lin. — Só vou dizer que o emprego me matava aos poucos. Igual o seu tá fazendo contigo.

— Meu emprego não tá me matando — murmurou, voltando a comer.

— Tá, sei. Diferente dos casalzinho, meu irmão fala muito sobre você sempre que a gente conversa. Ele sempre fica preocupado com a sua saúde. Agora que penso bem, toda essa preocupação era porque vocês estavam se pegando.

— Não naquela época — murmurou Lin, vermelho. — Eu só fiquei preocupado com o meu melhor amigo.

Que fofo, Thomas sorriu e ficou vermelho igual ao namorado.

— Mas você estava apaixonado por ele já, não estava?

— Ele é o meu melhor amigo desde que éramos crianças. — Lin desviou o rosto.

— Não é disso que estou falando, irmãozinho.

— Sim, eu já tava apaixonado por ele. Acho que desde que a gente se beijou pela primeira vez. — Suas bochechas ficaram mais vermelhas enquanto ele abraçava o travesseiro. — Pode ter sido até antes. Eu só não sabia o que eram esses sentimentos.

— Ouviu só, Tom-Tom? — Lisa soltou um gritinho de alegria. — Seu namorado te ama desde que eram crianças.

Thomas ouviu, mas não respondeu. Estava ocupado demais ficando vermelho como um tomate. Eu já sabia disso, mas ouvir que ele me amava há tanto tempo dá uma vergonha…

— Viu só, maninho. Seu namorado parece que quer competir pra ver quem fica mais vermelho. — Lisa tirou sarro dos dois. — Isso é tão romântico que quero ouvir mais. Quando você percebeu que amava o Lin?

— Por que eu te contaria isso? — Especialmente porque nem eu mesmo sei quando comecei a me sentir assim. Temos tanta história juntos…

— Porque o meu maninho quer saber também.

Lin estava muito vermelho. Quase escondeu o rosto debaixo da almofada. Mas, quando os olhos se encontraram com os do namorado, ele assentiu.

O coração de Thomas bateu mais forte. O Lin é tão fofo, não é justo, caramba. Deveria ser contra a lei um cara ser tão fofo!

— Honestamente, eu não sei — disse, após se recuperar. — Talvez eu tenha sempre sentido algo por ele, mas jamais percebi o que era. Até o meu primeiro amor foi o Lin, embora eu não fizesse ideia de que era ele…

— Espera, como assim primeiro amor? — interrompeu Lisa. — Não foi eu?

— Não. Meu primeiro amor foi uma garota que conheci num casamento quando era bem pequeno… — Porra… Por que estou contando para a Lisa? Ela vai espalhar pra todo mundo… — Graças a ela, eu me diverti pacas. E só este ano q’’eu descobri que era o Lin vestido de garota.

— Que romântico! — Lisa soltou outro gritinho agudo enquanto o irmão só ia ficando mais e mais vermelho. — Lembro desse casamento. O Lin ficou tão bravo por precisar se vestir como menina, mas quando voltamos, ele sorria de orelha a orelha, disse que foi ótimo.

— Cala a boca— disse Lin, batendo na irmã com a almofada para esconder a vergonha. — Você não precisa falar isso pra ele!

— Por que não? Vocês são um casal agora. Isso só deixa tudo mais fofo. E é tudo graças a mim!

— Hã? — Tanto Lin quanto Thomas reagiram do mesmo jeito.

— É sim. Mainha queria que eu fosse a menina das flores naquele casamento, mas eu cresci demais e o vestido não ia servir — disse, como se fosse algo para ter orgulho. — Não precisam agradecer. Eu posso ver que vocês foram feitos um para o outro.

Thomas olhou para Lin. Eles desviaram o olhar na mesma hora, envergonhados demais para se encararem.

Por que a gente tá reagindo assim? Já estamos juntos… Não deveria ser tão vergonhoso…

— Isso é tão legal! Agora é a sua vez, maninho. Nos diga quando você percebeu que sentia algo por ele.

— Acho que foi quando tínhamos doze anos — murmurou Lin, escondendo metade do rosto com a almofada.— Eu ouvi algumas garotas falarem em beijar. Aí elas falaram dos garotos na nossa sala e disseram que não queriam beijar o Tom. Eu fiquei bravo na hora, mas pensei que era porque estavam falando mal dele. Agora percebi que não era só isso. Foi porque eu fui o primeiro beijo dele.

Thomas ficou com um tom alarmante de vermelho. E eu aqui pensando que ele não poderia ficar mais fofo.

— Não acredito que vocês se amam desde que eram crianças e só perceberam agora — disse Lisa após soltar outro gritinho.— Considerando que foram a primeira vez um do outro, demorou demais até.

— Pois é, demorou — ambos disseram ao mesmo tempo, trocando olhares de novo. Embora estivessem envergonhados, eles não desviaram o olhar dessa vez, sorrindo um para o outro.

— Bom, eu posso ver que estou sendo a vela aqui. Por sorte, já secou — disse Lisa, batendo no pé do Lin. Todas as unhas de ambos os pés estavam rosas agora. Ela se levantou, bocejou e foi para o quarto de visitas. — Não se importem comigo. Eu trouxe fones de ouvido que isola o som, podem fazer todo o barulho que quiserem.

Quando ficaram a sós, apesar da vergonha, Lin sorriu e foi até Thomas, então o beijou.

— Eu te amo.

— Eu também te amo.

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Obrigado por lerem
Espero que tenham gostado.

Até sair o próximo cap, curtam outras histórias BL como Por Favor Me Chame de Professor e O Nadador e o Assistente

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