[PT] Casado (♂x♂)? 44

Cap novo de Casado (♂x♂)
Será que as crianças dão uns pestinhas como todo mundo diz?
Lin está prestes a descobrir
Espero que gostem do cap

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Casado (♂x♂)? 44

Lin observava as crianças pintarem. Por enquanto tá tudo tranquilo, pensou. Ainda assim, ele não relaxou. Ainda que ninguém estivesse causando uma baderna como da última vez – um deles correu, derrubou e espalhou tinta nos outros e pelo chão todo – ele não podia tirar os olhos deles por um instante. Era tudo que os pirralhos precisavam para causar caos. Também é tudo que precisam pra que alguém acabe se machucando.

Após trocar olhares com Igor e Louise, Lin ficou satisfeito de que não havia problema. No entanto, quando Gabriela entrou na sala e olhou para ele com aquele sorriso desconfortável, ele já sabia que algo estava errado.

— E aí, Lin — disse, sem olhar para o rosto dele.

— O que foi? — perguntou ele, suas suspeitas só aumentando.

— Hã… Como eu digo…? Isso é tão estranho…

Gabriela coçou a bochecha e observou as crianças. Entretanto, Lin sabia que ela não prestava atenção neles. Ele ficou nervoso rápido. Fiz algo de errado? Não tem como. Tive certeza de prestar atenção em tudo. Talvez tava cansado no fim do dia e deixei algo passar? Ah, minha nossa senhora… Alguma criança se machucou por minha causa?

— O q-que foi? F-Fiz algo errado? — Apesar da mente estar a mil, Lin não conseguia pensar em nada.

— Eu conversei com uma mãe que trouxe o filho atrasado… — Gabriela coçou o pescoço dessa vez, pressionando os lábios.

— E e-então? Ela reclamou de algo sobre mim? — Lin conteve a respiração enquanto esperava a resposta.

— Não. Pelo contrário. Ela te elogiou. O filho dela, e todo mundo, gosta muito de você.

— Ótimo… Mas qual o problema, então? Por que está torcendo o pescoço pra não olhar pra mim? — Lin suspirou, aliviado.

Gabriela abriu a boca, mas acabou por rir de forma tensa e tirar a mão do pescoço.

— Foi mal… Como que eu falo isso…? A mãe elogiou você… mas disse que é um mau-exemplo pras crianças se você não usar a parte de cima do biquíni só porque não tem peitos…

— Hein? — Lin ficou tão aliviado em saber que não fez nada de errado que demorou mais do que deveria para entender. Um instante depois, ele deixou os ombros caírem e suspirou. — Ela acha que sou mulher…

— Sim… A maioria das crianças também acha, embora você tenha explicado… Acho que pensaram que você mentiu porque viram você dando um beijo no Thomas quando ele te deixou aqui outro dia.

— É mais fácil acharem que sou uma mulher do que gay? Isso… Nem sei como me sentir com relação a isso… — Lin suspirou de novo.

— É porque você é mais bonito do que muitas mulheres. As mães acham difícil acreditar que um cara é mais bonito que elas… Fiquei sabendo que alguns pais andaram olhando pra você de outro jeito também…

— Eu… Eu… não sei o que dizer…

— Você não fez nada de errado. É que nem os trapalhões. Eles não acreditam até verem a prova irrefutável.

— Ah… Não acredito que isso está acontecendo de novo…

Ele percebeu que os meninos olhavam para ele de forma estranha volta e meia. Especialmente quando ele tirava a camisa para ir na piscina com eles. Pensei que fosse por causa disso, mas eu falei pra eles que era homem… Eles realmente não acreditam em mim, mesmo eu usando o uniforme masculino.

O uniforme se resumia a uma camisa normal e shorts de natação unisex nas cores do clube e com o emblema e nome da colônia de férias. A única diferença entre os uniformes masculino e feminino era a parte de cima do biquíni que as mulheres usavam.

— N-Não se preocupe. Vamos explicar para as crianças e pais de novo… Embora eu queira ver você com um biquíni completo…

— Você quer me ver de biquíni? — Lin ergueu a sobrancelha.

— Não, digo, sim, mais ou menos. Desde que você falou que já fez cosplay e tal, eu quis ver pra valer… M-Mas aqui não é lugar…

— É… — Lin mostrou um sorriso torto. — Estou acostumado a me transvestir, mas fazer isso aqui é um tanto… é o meu primeiro emprego. Quero ser profissional…

Antes que Gabriela pudesse dizer algo, uma criança segurando o papel que pintava correu para mostrar ao amigo.

— George, não corra — avisou Lin, caminhando até o rapaz para pará-lo.

Tudo aconteceu de uma vez. Outra criança chamou George que virou a cabeça e tropeçou. Lin correu até ele e o papel voou de suas mãos, indo direto para a camisa de Lin.

Houve um silêncio na sala conforme todos olharam para eles.

— É por isso que eu falei para não correr — disse Lin enquanto tirava o papel grudento da camisa.

— Desculpa — disse o garoto, abaixando o olhar.

— Tudo bem. Por sorte, você não se machucou. Apenas me prometa que não fará isso de novo, tá bom? — Ele passou a pintura arruinada para o dono, que não ergueu a cabeça para aceitar.

— Sim.

Conforme o garoto voltava ao seu lugar, Lin olhou para a camisa. Estava uma bagunça total com todas as cores que ele podia pensar unidas em um grande borrão perto do seu estômago. Se eu não lavar isso agora mesmo, já era… Mas eu não trouxe outra camisa… E as reservas que temos aqui foram pra lavanderia por causa de ontem…

— Você trouxe outra camisa? — perguntou Gabriela.

— Não. Graças à chuva, minhas outras camisas não secaram há tempo…

— Então você não tem nada pra usar hoje?

— Não…

Quando ela olhou para Lin, ele já sabia o que ela iria sugerir.

— Não vai ajudar em nada com esse mal-entendido — disse ele, sentindo-se derrotado.

— Eu sei… Sinto muito por isso…

— Você não parece sentir nada…

— Ah, bem… — Gabriela abaixou o olhar e coçou a cabeça. — Eu disse que queria ver você vestido de garota, né…

Lin mostrou um sorriso torto e depois suspirou. Não acredito… Que azar…

***

— Cheguei — disse Lin ao entrar no apartamento.

— Bem-vindo de volta, querido — respondeu Thomas com uma voz estranhamente abafada.

Lin colocou a mochila na mesa e olhou ao redor, percebendo que o namorado tomava banho.

— Vai demorar muito?

— Quase terminando. O que foi?

— Nada… Só tive um dia longo… Um dia muito longo…

— O que aconteceu?

— Uma criança correu na minha direção com tinta e sujou a minha camisa…

— Vocês não tem sorte com tinta — disse Thomas, rindo. — Espera, não era a última camisa?

— É… Espero que as outras tenham secado já ou estou lascado. — Lin olhou para o outro lado da janela. Estava começando a chover de novo.

— Estão secas. Eu já dobrei elas.

— Obrigado, amor. — Graças a Deus, meu namorado é tão responsável.

— Ei, o que você usou hoje? Não pode ter ficado sem camisa o dia todo.

Lin mostrou um sorriso maldoso. Eu sabia que ele ia perguntar…

— A Gabriela me emprestou umas roupas…

— Que roupas? — Thomas perguntou, tendo suspeitas.

— A parte de cima de um biquíni…

Thomas desligou o chuveiro de uma vez. No segundo seguinte, ele abriu a porta com uma toalha enrolada na cintura e ainda molhado.

Ele olhou para o namorado da cabeça aos pés, mas Lin estava usando uma camisa suja de tinta.

Com um leve sorriso, ele tirou a camisa e revelou a peça de roupa.

Thomas não reagiu. Depois ele deixou a toalha cair e pegou o namorado nos braços, levando-o para o quarto deles.

Lin riu e envolveu seus braços ao redor de Thomas, seu dia cansativo foi totalmente esquecido com somente isso.

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Obrigado por lerem
Espero que tenham gostado.
Tom gosta de Lin de qualquer jeito XD

Até sair o próximo cap, curtam outras histórias BL como Por Favor Me Chame de Professor e O Nadador e o Assistente

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