[PT] Casado (♂x♂)? 42

Cap novo de Casado (♂x♂)
Espero que gostem

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Casado (♂x♂)? 42

Conforme o elevador subia, Thomas balançou para frente e para trás. Ele esfregou os olhos, mas estavam pesados demais para ficarem abertos. Antes que caísse no sono, alguém o apoiou.

— Tá cansado mesmo — disse Lin com uma voz gentil, coçando a nuca de Thomas.

— Sim… — Thomas fechou os olhos e grunhiu de prazer, inclinando-se na direção do namorado. — Essa semana foi horrível… Teve problema todo santo dia…

— Deveria ter dito… Se soubesse, teria deixado você dormir…

Apesar do cansaço, Thomas sorriu e riu.

— Mentiroso. Quantas vezes eu falei que tava cansado e você me arrastou da cama pra sofrer?

— Você faz parecer que estou te forçando — reclamou Lin de um jeito fofo. — E fomos correr, não sofrer.

Thomas conseguiu abrir os olhos para encarar o namorado com uma expressão descrente.

— Eu não forço você! — disse ele, na defensiva, fazendo Thomas sorrir. — E pra te responder, sei quando você tá mentindo. Se disse algo, eu teria acreditado em você hoje. Tá com fome ou prefere dormir?

Thomas ficou pensando por um instante. Antes que pudesse se decidir, ele soltou um grande bocejo, que fez seu namorado sorrir.

— Cama. Eu faço comida quando você acordar.

— Valeu. — Thomas o beijou e se inclinou contra Lin.

No instante em que chegaram ao apartamento, Thomas tomou uma ducha rápida para se livrar do suor e foi para o quarto, deitando na cama quebrada. No instante em que a cabeça encostou no travesseiro, ele caiu no sono.

Quando acordou, não fazia ideia de que horas eram. Só sabia que se sentia muito bem. Faz muito tempo desde que me senti tão bem após acordar, pensou, limpando a baba no canto da boca e piscando.

Thomas saiu da cama e se alongou, sentindo os músculos doerem. Então seu estômago roncou. Ele saiu do quarto, coçando a barriga.

— Lin? — chamou.

— E aí — respondeu alguém.

— E aí — disse Thomas, distraído.

Em vez do namorado, tinha uma criança que ele nunca viu na vida jogando seu videogame. De quem será, pensou, procurando pelo Lin.

No instante seguinte, ele piscou e arregalou os olhos, depois se virou para o sofá de novo.

— Hã… O-Oi…?

— Oi — disse a criança, focada demais no jogo para olhar para Thomas.

— Hã… Quem é você? — Dormi demais e esqueci que adotamos uma criança? Pensou, ainda meio sonolento.

Antes que a criança respondesse, a porta do apartamento se abriu.

— Desculpa, Filipe. Sua mãe esqueceu… Ah, oi, Tom. — Lin sorriu ao ver o namorado parecendo totalmente confuso. — Você acordou.

— Pelo visto. Mas eu posso muito estar dormindo. Tipo, não lembro de ter adotado ninguém… Acho que é meio cedo pra gente — brincou Thomas.

— Concordo. E não acredito que não se lembra do Filipe. — Lin riu e colocou uma sacolinha de plástico na mesa.

— Nunca vi ele.

— Viu sim. É o filho do sua prima.

— Minha prima? — Thomas coçou a nunca enquanto tentava se lembrar. Ah, é… Lembro… Era a criança com a cabeça fixa no 3DS o tempo todo durante a festa de natal.

— Sim, ela recebeu uma oferta de emprego do nada, mas precisa ficar fora o final de semana todo, aí pediu pra gente cuidar dele pelo final de semana.

— Entendi… Ela é fotógrafa ou algo assim, né?

— Sim, ela é. — Lin soltou um suspiro fraco e sorriu. — Por que preciso te falar da sua própria família?

— Isso vai acontecer muito ainda. — Thomas só deu de ombros.

— Com prazer. — Lin mostrou um grande sorriso.

— Merda! — Felipe xingou e socou o sofá com suas pequenas mãos. Ele não ouviu nada do que o casal conversava; estava focado demais no jogo.

Antes que alguém pudesse falar qualquer coisa, o estômago de Thomas roncou de novo.

— Ah! Desculpa, Tom. Esqueci de fazer comida com tudo que rolou. Vou cozinhar algo agora. — Lin arregalou os olhos.

— Valeu.

Enquanto Lin ia para a cozinha, colocava um avental e começava a cozinhar, Thomas se aproximou do garoto jogando.

Ah, é um chefão difícil, pensou enquanto sentava no sofá e assistia. Eu tive muito problema com ele também.

A criança morreu de novo, embora não tenha socado o sofá dessa vez.

— Tente ficar atrás dele. Embora ele vira rápido, logo atrás dele é o ponto mais seguro. Ele não vai te alcançar — disse Thomas.

Bufando pelo nariz, Filipe correu até o chefe assim que ele reviveu. Ele pulou os primeiros inimigos e correu até a área do chefão. Conforme a luta começou, ele ficou parado atrás do grande monstro, batendo sempre que podia.  Mesmo tendo conseguido tirar metade da vida dele, ele morreu assim que o monstro se transformou na segunda forma.

— Me mostre as armas — disse Thomas, inclinando-se para mais perto da TV. Embora Filipe tenha ficado com raiva por morrer de novo, ele mostrou o inventário. — Tente usar a clava. Sei que é mais fraca que seu machado, mas vai dar mais dano. Confia — disse quando o garoto se virou para ele sem acreditar no adulto.

Ainda com uma expressão irritada, Filipe obedeceu e correu até o chefe de novo. Pressionando os botões o mais forte que podia como se fosse deixar seus ataques mais fortes, ele finalmente conseguiu vencer o chefe.

— Isso! — celebrou Thomas, mais que a criança.

Filipe não conseguia parar de sorrir enquanto acendia a fogueira, que era o save do jogo. Ele se teleportou para o salão principal e foi para a velha usar as almas para subir dois níveis.

— É melhor upar força. Seus outros atributos já tão balanceados.

Filipe obedeceu, arrumou sua arma e foi para a nova área. Ele morreu com os primeiros inimigos.

— É… Eles são fracos, só que rápidos. Precisa matar o primeiro logo para não ser cercado assim. Tente de novo. Ah, troque de arma. Uma espada é melhor contra eles.

Na segunda tentativa, o garoto conseguiu matar todos os inimigos na sala e desceu a torre. Mas ele morreu quando uma sacerdotisa inimiga mais forte pegou e bateu o personagem dele no chão, enfiando o cetro através dele.

— Quando ela tentar te pegar, não desvie para trás. O alcance dela é maior do que parece.

— O almoço tá pronto — disse Lin após um tempo.

Nenhum dos dois no sofá ouviu.

— Passe correndo! Só corre! — Thomas quase gritava enquanto apontava. — É melhor se for pra próxima fogueira antes de lutar com eles.

— Cadê a fogueira? — perguntou Filipe, quase ficando de pé no sofá enquanto tentava se desviar dos inimigos.

— Debaixo da ponte! Pula!

— Eu vou morrer!

— Pula aí! Agora!

O personagem de Filipe rolou e caiu da ponte, batendo contra o chão com um grande som metálico. A barra de vida dele quase sumiu. Ainda se recuperando da queda, ele correu até debaixo da ponte e acendeu a fogueira, possibilitando que descansasse e recuperasse sua vida.

— Viu? Eu falei — disse Thomas, com um sorriso convencido.

— Você também falou que aquele inimigo não seria difícil — murmurou Felipe.

— Se você não tentasse lutar contra. Mas você tentou matar ele pro XP.

— Eu tava quase subindo de nível!

— Se tivesse morrido, teria que chegar até aqui de novo. Agora você tem uma nova fogueira.

— Meninos. — Lin surgiu e parou na frente da TV.

— O que? — Ambos perguntaram.

— A comida tá pronta — disse ele, sorrindo.

O estômago dos dois roncou em resposta. Filipe salvou e saiu do jogo, então ambos correram até a mesa para comer. Eles comeram e falaram sobre o jogo o tempo todo.

Embora não fizesse parte da conversa, Lin só sorriu enquanto observava os dois. No instante em que terminaram, eles correram de volta para o sofá para continuar o jogo.

— Eu vou no mercado. Pode ficar de olho nele por algumas horas? — pediu Lin após organizer tudo.

— Claro, querido — disse Thomas, distraído. Sem tirar os olhos da tela, ele virou a cabeça o máximo que podia parar beijar o namorado. — Não luta com esses inimigos. Circula eles e caminha até o troll. Ele vai parar de atirar em você com essas flechas gigantes.

***

— Cheguei — disse Lin ao voltar. Em vez de ouvir o cumprimento normal de seu amado, ele só ouviu um som estranho. Alguém está chorando…?

Após colocar as compras na mesa, ele foi para o sofá. Thomas e Filipe estavam chorando enquanto assistiam algo.

Quando Lin se aproximou, ele percebeu que o namorado e o garoto do qual estavam cuidando pelo final de semana choravam enquanto assistiam ao primeiro filme de Pokémon.

Lin sorriu. Ele tinha visto essa exata cena quando eram crianças.

Meu namorado é uma criança por dentro. E ele vai ser um pai maravilhoso, pensou enquanto se aproximava para beijar e abraçar Thomas.

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Obrigado por lerem
Espero que tenham gostado.
Lin já está pensando no futuro. E Tom já imagina eles casados. Hm….

Até sair o próximo cap, curtam outras histórias BL como Por Favor Me Chame de Professor e O Nadador e o Assistente

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