[PT] Casado (♂x♂)? 41

Cap novo de Casado (♂x♂)
O primeiro dia de verdade de Lin no trabalho. Será que ele aguenta?
Espero que gostem

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Casado (♂x♂)? 41

— Nervoso? — perguntou Gabriela com um sorriso.

— Um pouco — admitiu Lin.

— Não precisa. Você vai ver assim que as crianças chegarem. O pessoal diz que é cansativo, mas elas são maravilhosas — disse, assentindo como se soubesse bem.

— Mentira. Não tenta tapear ele — disse Igor.

— É. Os pirralhos podem ser terríveis quando querem. O primeiro dia é o pior. Acho que é toda a energia do primeiro dia de férias — completou Gustavo. Depois estremeceu.

— Calem a boca. É verdade que eles… ficam felizes demais por não terem aulas, mas você vai gostar deles, Lin. Prometo.

— T-Tem certeza? — perguntou Lin, virando-se para a mulher. Pelo canto dos olhos, ele viu os gêmeos negando com a cabeça e uma expressão séria.

— É… — Apesar do que dizia, Gabriela desviou o olhar com um sorriso torto.

— Ah-há! Viu? Ela desviou a cara, Lin! — apontou Igor, exagerando como sempre. — Você precisa se precaver com esses pirralhos. Não mostre fraqueza. Eles vão te destruir!

Apesar do coração bater mais rápido e o estômago apertar, Lin acabou rindo. É como se estivessem tão animados quanto as crianças, pensou. Mas Cris falou que elas eram… como foi mesmo? Estavam possuídas por satanás…?

Lin, Gabriela, Igor e Gustavo estavam no saguão esperando pelos demais. Após duas semanas de estudo e testes para adquirir licenças, era finalmente o primeiro dia de trabalho. As crianças e os pais estavam com a equipe médica para um exame rápido e também para ter certeza de que teriam qualquer informação extra, como intolerância a lactose ou qualquer outra coisa.

Vão chegar a qualquer instante… Centenas de crianças… O estômago de Lin apertou-se mais.

Quando a porta dos fundos se abriu, todos se viraram. Não era nenhuma criança. Mas sim um casal sorridente.

— Ah, eu senti falta disso — disse Carol Prado Maranhão, a pessoa encarregada da colônia de férias e quem entrevistou o Lin, caminhando até eles.

— Dessa tensão antes do massacre? — murmurou Igor.

— Faz um ano desde a última vez. — A mulher riu.

— Pare de falar como se fosse um piquenique. Estamos aqui a serviço — disse seu marido. O nome dele era Júnior, e não combinava com ele. Com quase dois metros de altura, ele superava fácil todos os outros. Segundo os gêmeos, apesar da altura e expressão séria, ele era bem popular com as crianças, que ficavam importunando para ele jogá-las na água.

— Sim, querido. Trabalho, trabalho, trabalho. Mas não quer dizer que não podemos aproveitar.

— Você diz isso porque as crianças não vão pra cima de você — disse Louise, que chegou após o casal.

— Ah! — gritou Igor ao vê-la. — Você tirou o piercing do nariz dessa vez!

— Não tem como vir de piercing na frente deles de novo… Não gosto de ouvir que pareço uma vaca por causa disso — disse ela em voz baixa, tocando debaixo do nariz, como se algo não estivesse lá.

— Uma vaca? Crianças são bem bestas. Seu piercing é incrível — disse Gustavo com um sorriso alegre.

— Valeu… — Louise sorriu e brincou com uma madeixa de seu cabelo vermelho preso.

Lin sorriu enquanto Gabriela e Carol suspiravam. Aparentemente, era óbvio quem Louise gostava para todo mundo menos os gêmeos.

Seria legal se eles começassem a namorar, pensou Lin. Do que ficou sabendo, a Louise ficou com câimbras quando salvou uma criança e quase se afogou. O Gustavo a salvou.

Até com os sete reunidos, a grande sala de recepção parecia bem vazia. Igor olhou em volta e começou a dar voltas, com os passos ecoando pelo recinto.

— Ah, odeio essa sensação — disse, cruzando os dedos na nuca. — É como a calmaria antes da tempestade.

— É bem isso. E deveríamos apreciar — disse Júnior. — Após Lisa trazer a pirralhada, não vamos conseguir descansar até os pais ou guardiões virem pegá-las de tarde.

Ele se virou para a porta lateral do saguão. O departamento médico estava bem ao lado da recepção.

— Se prepara, Lin — disse Gustavo. Ignor assentiu.

Ele foi o único que fez isso abertamente. Os demais ou desviaram o olhar, ou mostraram um sorriso de pena.

— P-Por que eu? — perguntou. — Porque sou o novato?

— Sim… Toda vez que alguém novo se junta, as crianças vão com tudo pra cima dele — explicou Gabriela.

— Quando fomos contratados, os meninos ficavam pestiando a gente pra fazer a pose de fusão — disse Igor. — Até tiveram a audácia de ensinar a gente!

— Pois é. Quem eles pensam que são? Assistimos Dragon Ball Z antes mesmo deles nascerem!

— E já que a gente não fez, eles nos empurraram pra piscina!

Todos, exceto Lin, riram.

— Como conseguiram? — perguntou o homem loiro.

— Alguns deles nos pegaram desprevenidos e se ajoelharam atrás de nós…

— Enquanto outros agarraram nossos pescoços…

— E mais alguns nos empurraram…

— Os dois terços dos três patetas foram dominados por crianças de dez anos — zombou Gabriela.

— Eram muitas! — disseram os gêmeos em conjunto, fazendo todo mundo rir, até o Lin.

Todos ficaram quietos quando o walkie-talkie da Carol zuniu.

— Tá na hora. Acabaram os exames. Vou trazer a pirralhada — disse Lisa. — Repito. Estou trazendo a pirralhada.

— Entendido.

— Hora do show. — Carol se virou para os demais, com um sorriso nervoso e excitado.

***

Chegar em casa foi a melhor parte do dia de Thomas. Eu quero ver o Lin. Não tive a dose suficiente do meu namorado do dia… Ah, é, hoje foi o primeiro dia dele com as crianças. Aposto que ele mal pode me esperar pra contar como foi tudo, pensou, sorrindo de orelha em orelha enquanto estacionava o carro na garagem. Só de lembrar de seu amado era o bastante para fazê-lo se esquecer do dia cansativo.

Acabou cantarolando sem perceber conforme o elevador subia. Ao perceber que as luzes do apartamento estavam acesas, ele ficou ainda mais feliz e correu até a porta, o sorriso aumentou.

— Querido, cheguei.

Como não teve resposta, ele procurou pelo namorado. Thomas imediatamente entendeu o motivo da falta de resposta.

Lin estava deitado de barriga pra cima no sofá, cobrindo o rosto com o braço. Ele acenava, sem energia, para a porta com o outro braço.

— Oi, querido… — Ele mal parecia ter energia para falar.

Ah… Ele está exausto por causa das crianças…

— Como foi o trampo? — perguntou Thomas, enquanto colocava a mochila na mesa e ia até o sofá.

— Cansativo…

Thomas sorriu. Ele ergueu a perna de Lin para abrir espaço para si. Depois segurou um pé e massageou.

— Dá pra ver.

— Ah… isso é tão bom — murmurou Lin, sua respiração relaxou.

— As crianças deram tanto problema quanto o Cris avisou que dariam?

— Mais ainda… Você não faz ideia… Pensei que fosse brincadeira… Lembra daquilo sobre estarem possuídos por satanás? Eu entendi bem. É como se alguém tivessem injetado açúcar diretamente nas veias daquelas crianças. — Enquanto reclamava, Lin reunia forças. — E havia tantas… Pensei que oito pessoas seriam mais que o suficiente para cuidar de duzentas crianças, mas eu estava muito enganado. Tão enganado…

— O que aconteceu? — O sorriso de Thomas aumentou.

— Não é que algo aconteceu… Elas não são ruins, sabe? Mas ficavam correndo, gritando e brincando sem parar… E, pra piorar, pensaram que eu fosse mulher, aí, quando falei que era homem, uma delas tocou no meu peito para confirmar. Depois, elas me arrastaram para brincar… Não aguento mais brincar de Marco Polo… Esse nome está banido daqui… Nossas crianças jamais vão brincar disso, entendeu…

— Adorávamos brincar de Marco polo quando a gente era pequeno… Principalmente você… —Thomas não conteve o riso.

— Peço perdão a todos que tiveram que brincar comigo. Acho que é minha punição.

— Nunca vi você exagerar tanto. — Thomas começou a massagear o outro pé.

— Foi mais cansativo do que pensei. — Lin fez uma careta e gemeu levemente enquanto os dedos do namorado pressionavam seu pé e aliviavam a tensão.

— E você ainda adorou.

— Por que diz isso? — Pela primeira vez, Lin tirou o braço dos olhos e olhou para Thomas.

— Porque, mesmo reclamando desde que cheguei, tem um sorriso estampado na sua cara.

— Me deixa reclamar, poxa. — Lin corou e soltou um risinho.

— Eu vou ouvir tudo, pode falar. — Thomas sorriu e se inclinou para beijar seu amado.

— Obrigado. — Lin o beijou de volta. — Eu te amo.

— Eu também te amo.

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Obrigado por lerem
Espero que tenham gostado.
Ainda bem que Lin tem alguém como Tom. Só assim pra aguentar as crianças XD

Até sair o próximo cap, curtam outras histórias BL como Por Favor Me Chame de Professor e O Nadador e o Assistente

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