[PT] Casado (♂x♂)? 37

Cap novo de Casado (♂x♂)
Depois tem uma pequena pausa, um dos casais BRs mais fofos está de volta.
Espero que gostem do cap XD

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Casado (♂x♂)? 37

— Tem certeza de que você quer fazer isso? — perguntou Lin, tentando fazer o namorado mudar de ideia. — Acho que tá colocando a carroça na frente dos bois.

— Sim, tenho. E não, não estou colocando carroça alguma na frente de boi nenhum — respondeu Thomas com os olhos fixos no computador.

— Tipo, só estamos namorando há uma semana…

— Sim, você tem razão. Uma semana maravilhosa, aliás. Que é só o maior motivo pra não adiar isso.

— Aí já não sei. Ainda que tente esconder, não tem como me enganar. — Lin bufou de modo fofo. — Você tá muito nervoso com isso.

— Claro. Não é todo dia que você sai do armário pros seus pais. Ainda que os tempos sejam outros, duvido que estejam prontos pra ouvir isso do nada.

— Concordo. Concordo absolutamente com meu namorado esperto. — Lin abraçou Thomas e o beijou na bochecha. — É por isso que tô dizendo que não é uma boa ideia falar pra eles após uma semana… A gente pode contar numa ocasião diferente…

— Não… — Thomas se esforçou para continuar concentrado, apesar de Lin mordiscando sua orelha. — H-Hoje será a nossa melhor chance…

— É mesmo? Por quê? — sussurrou o loiro em um tom sedutor.

— Minha mãe vai fazer cinquenta anos mês que vem. Ela vai dar uma festona com a família toda, a sua inclusa… e provavelmente a cidade toda vai dar as caras…

— Melhor motivo pra esperar. Não queremos roubar os holofotes da sua mãe.

— Eu quero contar a eles por causa disso… — O rosto de Thomas ficou levemente corado. — Não quero esconder o nosso relacionamento… Quero poder beijar e dançar com você…

Diferente de Thomas, o rosto de Lin ficou com um tom alarmante de vermelho. Apesar da vergonha repentina, ele não conseguia parar de sorrir.

— Caramba… meu namorado sabe como me pegar de jeito — murmurou. — Você só fica mais amorzinho a cada dia. Nunca pensei que isso fosse possível.

— Não vamos começar com isso de novo… Você é o cara fofo dessa relação — murmurou Thomas, as orelhas ainda vermelhas.

— Sim, você tem razão. Eu venci esse argumento faz tempo. — Lin sentou no colo do namorado e olhou cheio de desejo para ele. — E já que você é tão amorzinho, eu não resisto…

Enquanto beijava o pescoço do namorado, sua mão deslizou até a barriga de Thomas, então foi até entre as pernas.

Thomas respirou fundo enquanto o sangue se reunia lá embaixo. Sua mente não conseguia mais pensar em nada conforme o beijo e a massagem faziam sua parte. De repente, ele abriu os olhos.

— Você quer me seduzir e esquecer de sair do armário pros meus pais! — gritou, olhando de forma acusadora para o namorado.

— Eu não pensei que você ia resistir… Talvez eu esteja perdendo o toque. — Lin só mostrou um sorriso maldoso.

— Você sabe que eu não resisto… Mas é que tem outra coisa na minha cabeça agora! — O coração de Thomas bateu mais rápido enquanto ele engolia em seco e desviava o olhar.

— Entendi… Você tá tentando controlar seus desejos carnais…

— Pare de falar como se eu fosse um personagem de animê!

— Mas você ama isso… Aliás, por que tá gritando?

— Porque sua mão safada ainda está aqui embaixo!

Lin abaixou o olhar e parecia surpreso, porém Thomas tinha noção de que era um ato.

— Ah, você tem razão. Como será que isso foi acontecer? É como se a minha mão estivesse acostumada a segurar o seu colega após uma semana só. Estanho, né?

— Você ainda quer me fazer esquecer de sair do armário para os meus pais!

A surpresa falsa sumiu do rosto de Lin enquanto ele estalava a língua.

— Não acredito que esteja resistindo tanto assim meus meios. Acho que a gente não deveria ter ficado na cama o dia todo. Você tá cansado demais para sucumbir ao seu desejo.

— Sucumbir ao meu desejo? Quem fala assim, vei?

— Seu namorado fala! — Lin mostrou um sorrisão antes de beijar seu amado.

Thomas já não aguentava mais. Ele retribuiu o beijo de Lin, suas mãos envolveram aquele corpo esbelto e forte. Conforme as coisas esquentavam, e ambos ficavam sem ar, ele se lembrou do que Lin tentava fazer.

— Você quer me tirar do caminho da honestidade!

— Não acredito que você já resiste esse tanto aos meus beijos! — Lin estalou a língua de novo.

— Você é uma tentação ambulante!

Thomas carregou seu namorado até o sofá e ficou dando voltas pela sala de estar, para se certificar de que o sangue voltaria ao devido lugar. Droga… não acredito que ainda dou conta hoje… já nem sei quantas vezes a gente transou…

Após ter se acalmado, e o sangue retornado ao devido lugar, Thomas se virou para Lin.

— Sei que é um grande passo… Tá, é um baita de um passo importante pro nosso relacionamento de uma semana — complementou ao ver a expressão de Lin. — Mas por que você é contra eu contar aos nossos pais? Tenho certeza de que eles vão aceitar nosso relacionamento.

— Sei que vão… Tenho certeza — murmurou, desviando o olhar. — E não sou contra contar a eles… Digo, eu contei pro pessoal do trabalho que sou gay… Mas contar aos seus pais hoje…

— Por que…?

— Porque, se contar para eles, as duas famílias vão ficar sabendo disso em questão de segundos…

— É… Eu meio que conto com isso… Melhor do que precisar contar um por um… Mas você não curte a ideia…?

— Eu quero manter o segredo por mais um tempo… Essa semana foi uma das melhores e mais doidas da minha vida com tudo o que rolou…

Thomas suspirou e deu um beijo de leve no namorado.

— Qual o verdadeiro motivo?

— Minhas irmãs não vão sair do meu pé… — Lin mostrou um sorriso amarelo.

— Por ser gay?

— Sim… Na verdade, não é isso… Elas sempre disseram que a gente formaria um casal legal, que a gente era praticamente um e deveria começar a namorar. Eu sempre disse que não era gay. Quando descobrirem, vão mostrar aquele sorriso convencido que sempre me deu nos nervos.

Thomas não conteve o riso.

— Não ria! É idiota, eu sei que é, mas as minhas irmãs sempre agiram como se fossem melhores só porque eram mais velhas. Eu sempre odiei isso. Elas não precisam saber que estavam certas tão rápido.

— Sei exatamente como você se sente… — Thomas pressionou os olhos enquanto as memórias voltavam. — Meus irmãos diziam o mesmo da gente…

— Quê? Sério?

— Sim… Teve uma vez em que a gente planejando ir pro carnaval, só a gente, sabe? Meus irmãos conversaram com as namoradas e elas mencionaram que eu tinha o Lin, ou algo assim, por isso não deveria pular a cerca…

Lin ficou pensativo por um instante.

— Ou seja, nossos irmãos já consideravam a gente um casal… Talvez estivessem até tramando isso juntos…

— Bem capaz…

Um silêncio se instalou, mas logo Lin sorriu e disse, animado:

— É outro motivo pra não falar aos seus pais hoje. Eles já sabem. De algum jeito. Tenho certeza de que sabem.

Thomas nada disse, apenas olhou, sem acreditar, para o seu amado.

— Vai mesmo mandar essa pra cima de mim?

— Aposto que tô emanando energia gay agora. A ficha vai acabar caindo.

— Energia gay?

— Sim! Tipo. — Lin fechou os olhos, levou os dedos até as têmporas e se concentrou. — Seu filho é gay… Ele tá transando com o amigo de infância gay dele todo dia gay…

Thoma só podia rir enquanto balançava a cabeça. Eu realmente amo esse bobão.

— Não é o bastante. Vai precisar mandar um sinal de fumaça pra acompanhar. Um sinal de fumaça gay.

— Ah, ótima ideia. Aposto que tem algo que solta uma fumaça na cor arco-íris! Ah, tive uma ideia melhor ainda! Podemo usar isso na fogueira de São João! Não seria demai para nossa saída do armário? Reunimos nossas famílias e fazemos uma fogueira que solta fumaça arco-íris, aí todo mundo vai entender! Isso, vamos fazer isso! Plano dez de dez, amor!

Lin terminou de falar com um grande sorriso e olhos brilhantes. Ele cruzou os braços e fechou os olhos, cantarolando como se tivesse pensado no melhor plano do século.

Thomas apenas sorriu enquanto imaginou a cena. Seria massa, pensou, relutante. Ele ficou de joelhos na frente de Lin, segurou aquelas mãos delicadas, porém fortes, e as beijou.

— Ainda que eu seja lento, eu entendo. Se não quiser falar para eles hoje, eu não vou falar — disse com uma voz gentil. — Só queria passar por isso logo, pra não ter que esconder o quanto eu te amo pras nossas famílias.

— Droga… Você tem uma boa lábia, sabia? É assim que me seduziu e me fez apaixonar por você? — Lin corou e desviou o olhar.

— Se bem me lembro, foi você quem me seduziu. — Thomas sorriu e riu. — Pegou o jovem eu, cheio de inseguranças, e o fez se sentir melhor.

— Você? Jovem? Você é mais velho do que eu — lembrou-o Lin, sorridente. — Ah, bem, acho que é outra coisa na qual concordamos em discordar.

Apesar do sorriso, Thomas sabia que havia mais.

— Você acha que nossas famílias não vão aceitar nosso amor?

— Sim — admitiu Lin em voz baixa, seu sorriso diminuiu enquanto ele fitava os olhos do namorado. — Digo, é uma coisa eles brincarem que somos um casal. Mas descobrir que é real… Eu tenho 99% de certeza de que eles vão nos aceitar… Mas aquele 1% me deixa com medo…

— Podem ter os que não vão aceitar… Talvez um primo de segundo grau ou alguém que a gente só vê durante grandes reuniões de família reclame. Mas eu sei que as pessoas que importam vão nos amar da mesma forma.

— Tem certeza? — perguntou Lin de forma infantile.

— Sim! E ainda que não aceitem, podemos começar a nossa própria família. Eu, você e nossos três filhos.

— Só três?

— Quantos mais você quer? — Thomas riu.

— Muitos! — Lin sorriu e abraçou o namorado. — É uma promessa!

Thomas não conseguia parar de sorrir. Espera, eu acabei de pedir ele em casamento?

Ah, bem, não importa. Tenho certeza de que vamos nos casar um dia. Então esse negócio de que eu sou meio que casado com o meu namorado vai ser realidade.

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Obrigado por lerem
Espero que tenham gostado.
Esses voltaram ainda mais fofos XD
Pelo menos espero

Até sair o próximo cap, curtam outras histórias BL como Por Favor Me Chame de Professor e O Nadador e o Assistente

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