[PT] Casado (♂x♂)? 35

Cap novo de Casado (♂x♂)
Pergunta. Quem vocês acham mais fofo, Lin ou Thomas?
Espero que gostem do cap

English readers, here’s the English version

 

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Casado (♂x♂)? 35

Carteira, celular, chaves, bolsa, documentos… Lin revisou sua lista mental novamente. Ele perdera as contas de quantas vezes conferiu se estava tudo lá. E tinha a sensação de que ainda o faria até sair de casa.

No entanto, não importa quantas vezes ele fazia isso, seu estômago ainda se apertava conforme os minutos até seu primeiro dia de serviço se aproximavam. Ah, droga… Acho que tô me esquecendo de algo…

— Você tá nervoso porque é o seu primeiro dia — disse Thomas, bocejando. Enquanto abotoava a camisa, ele se aproximou de Lin e beijou o namorado na bochecha. — Calma. Vai dar tudo certo.

— Valeu… — Aquele beijo foi mais que o bastante para relaxá-lo e diminuir o nó no estômago um pouco.

— Você pegou tudo, certo? Carteira, celular, chaves, documentos, almoço? — perguntou Thomas. — Conhecendo você, provavelmente tem uma lista mental que já fez centenas de vezes só essa manhã.

— Valeu, mas acho que peguei tudo. Para a sua informação, foi só umas dúzias, não centenas de vezes. — Lin não podia ficar sem sorrir.

— Que bom. Estou tão orgulhoso. — Thomas riu e fingiu chorar enquanto abraçava o namorado.

— Obrigado, mãe. Agora pode segurar a minha mão e me levar até a escola? — Brincou Lin, e riu. Quando parou, seu sorriso ficou menor. — Uma pena que não é um trabalho de…

O namorado colocou uma mão em seus lábios antes que pudesse terminar.

— Nem vem. Estás proibido de falar isso nesta casa, lembra? Já falamos sobre isso ontem, seu rapazinho.

Apesar de Thomas impedi-lo de falar, Lin sorriu e assentiu. Só então que ele soltou e entregou as chaves do carro.

— Ótimo. Agora me deixa no trabalho e pode ficar com o carro por hoje.

— Mas…

— Sim, sei que você não precisa e que pode pegar o ônibus e tal. Sei que é isso que você vai dizer. — Thomas impediu Lin antes de ele sequer começar. — Por favor, só hoje. Não quero que você fique se preocupando com o trânsito nem nada mais no seu primeiro dia.

Lin abriu a boca, mas não sabia o que dizer sem soar repetitivo. Pelo contrário, ele beijou o namorado na bochecha.

— Eu te amo.

Thomas corou e sorriu.

— Vamos. Você não pode se atrasar no seu primeiro dia. E eu também te amo. — Ele murmurou o finalzinho, fazendo o sorriso de Lin aumentar.

— Pra já!

***

O guarda cumprimentou Lin com um sorriso e o deixou passar pelos portões do Complexo Aquático da família Prado Maranhão. Quando ele estacionou o carro, respirou fundo. Tão profundo que sua cabeça ficou um pouco tonta. Preciso parar de fazer isso, pensou, com um sorriso torto e apertando o volante com mais força que o necessário.

Não foi a primeira vez que ele fez isso. Ele respirou fundo após deixar Thomas no serviço. E depois quando viu o grande prédio para onde ia. E mais uma vez para reunir coragem antes de sair do carro.

Ah, droga… Eu não deveria estar tão nervoso… Já trabalhei antes… ainda que como estagiário…

Lin esfregou as mãos, deu tapas nas bochechas algumas vezes e então expirou todo o ar de sua boca. Isso mesmo! Só porque é o meu primeiro trabalho, não significa que eu deveria estar tão nervoso! Eu deveria estar excitado! Isso!

Com espírito renovado, e seu estômago menos apertado do que segundos atrás, Lin foi na direção que o guarda o indicou. Ele havia pesquisado ontem enquanto esperava pela entrevista. O prédio era um pouco afastado dos demais dentro do complexo e servia como uma área de lazer tanto para atletas que viviam lá como o público que queria aproveitar para nadar na piscina e outros locais do clube.

— Lin! — gritou alguém.

Enquanto se virava, alguém acenou e sorriu para ele. Demorou um instante para ele reconhecer quem era.

— Cris? — Lin não escondeu sua surpresa ao ver o homem vestido em um maiô azul. Se parece com um daqueles maiôs de escolar japonesa… O Tom gosta desses…

— Quase não te reconheci sem o vestido — brincou Cris.

— Não posso dizer o mesmo de você… —Lin disse e soltou uma risada fraca.

— Claro que não. Sou lindo não importa a roupa. — Cris moveu a cabeça, fazendo seu longo cabelo voar sobre o ombro como em um comercial de xampu.

— Não posso discordar. — Lin riu. — Aposto que o Nelson ama isso.

— Ah, pode crer. E eu posso te dar os macetes de como ficar fofo. Tenho certeza de que o Tom vai amar também.

— S-Sim, ele já ama… — Lin corou e colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha.

Cris estreitou o olhar por um instante. Depois sorriu.

— Sem chance! Vocês tão namorando?

— Sim. — Com um sorriso envergonhado, porém feliz, Lin assentiu. — Conversamos quando voltamos do casamento e percebemos que amamos um ao outro.

— Que demais! — Cris parou de sorrir e observou Lin com cuidado, com os olhos descendo. Então ele mostrou um sorriso maldoso. — E, pela cara, vocês dois já fizeram.

O rosto de Lin ficou ainda mais vermelho. No entanto, ele não tinha intenção de negar que fizera amor com o homem que amava.

— Sim… muitas vezes — murmurou, ainda mais envergonhado.

— Em dois dias? Nada mau, Lin. Nem um pouco. Lembro como se fosse dois dias atrás… Você era esse garotinho fofo vestido de garota, querendo saber se seu relacionamento com o amigo de infância poderia ir além. Você cresceu tanto desde então. Estou tão orgulhoso.

— Obrigado, acho. — Embora estivesse envergonhado, Lin acabou rindo.

— Só espero que ficar nos amores com o namorado não atrapalhe no trabalho.

— Não se preocupe. Eu jamais deixaria algo assim acontecer — assegurou Lin, com o rosto sério.

— Ótimo!

— Falando nisso, obrigado por me conseguir esse emprego. Quando mencionei no casamento, não era como se estivesse tentando arrumar um trampo só por causa da sua família…

— Eu sei. E não fui eu que te arrumei. Só te consegui a entrevista. O resto foi tudo você. Pode confiar em mim. Minha família não é do tipo que faria algo assim.

— De toda forma, obrigado. — Para a surpresa de Lin, aquilo o fez se sentir melhor.

— Deixe os obrigados para depois do trabalho. Eu vou querer saber se ainda vai conseguir agradecer depois… — Cris riu baixo.

— P-Por quê? É muito difícil?

— Sim e não. Tipo, todo mundo é maravilhoso. A maioria tem trabalhado conosco há anos, mas tenho certeza de que você vai se adaptar rapidinho…

— Mas… — insistiu Lin quando sentiu Cris hesitar.

— Algumas das crianças podem ser… difíceis, digamos… Quando tão de férias, é como se estivessem possuídas pelo capeta… — Ele mostrou um sorriso torto.

— Vixe… parece dureza…

— É… mas também é divertido. Se tiver energia para manter o pique deles, claro. Eu trabalhei na colônia alguns anos atrás. Saía exausto todo dia — disse, com olhos sem vida. Depois ele sorriu. — Apesar disso, não posso negar que curti. Embora cuidasse deles, era como se eu fosse criança de novo. Tenho certeza de que você vai sentir o mesmo.

— Espero que sim.

— Não se preocupe. Todo mundo vai te ajudar. — Cris mostrou um grande sorriso que diminuiu o nervosismo de Lin.

— Valeu.

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Obrigado por lerem
Espero que tenham gostado.
Será que Cris vai ser um personagem regular agora?

Até sair o próximo cap, curtam outras histórias BL como Por Favor Me Chame de Professor e O Nadador e o Assistente

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