[PT] Casado (♂x♂)? 33

Cap novo de Casado (♂x♂)
Lin tem a entrevista, mas quem está mais nervoso, ele o ou namorado?
Espero que gostem do cap

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Casado (♂x♂)? 33

Perante Thomas estava o computador e o teclado. Porém, suas mãos não se moviam. Não importa o quanto tentasse, ele não conseguia tirar Lin da cabeça. Chegou ao ponto em que ele não conseguia se focar no trabalho.

Ele tava tão nervoso quando eu saí pro trabalho… A gente foi correr hoje de manhã como sempre, mas a cabeça dele tava em outro lugar…

Ah, droga… Eu deveria ter dito algo pra encorajar ele… Ainda que fosse alguma coisa boba, eu deveria ter dito alguma coisa…

— Ei, Tommy. Vi que você tá na mesma linha desse código há vinte minutos já — disse uma voz, trazendo a mente de Thomas de volta à realidade.

— Ah, ei, Carlos… É… Hoje… vai ser um daqueles dias lentos…

— Sei bem. Aposto que tá de ressaca do casamento com tua linda waifu, né? — brincou ele.

— Se fosse esse o problema, eu ainda conseguiria trabalhar de boa… Não é como se não tivesse feito isso antes… — Thomas soltou uma risada seca.

— Isso significa que o problema é com a tua waifu. Não sei se vai ajudar, mas sou todo ouvidos, cara.

— Valeu, vei… — Apesar de tudo, ele apoia meu relacionamento com o Lin, do próprio jeito… — Thomas se afastou do teclado e rolou com a cadeira até o amigo. — O Lin tem uma entrevista de emprego hoje.

— Isso é ótimo, cara. Espero que ele consiga dessa vez.

— É, eu também…

— Tá nervoso por causa dele?

— É, tem isso… — admitiu Thomas, fechando os olhos e passando as mãos pelo cabelo. — Quando eu saí de casa, o Lin tava nervoso demais… Eu fico me perguntando se tem alguma coisa que eu possa fazer por ele… Se eu pudesse ao menos fazê-lo relaxar um pouco…

— Que tal convidá-lo pra almoçar? Ainda que seja por uma hora, aposto que ele vai se sentir bem melhor após te ver.

Thomas considerou por um instante.

— Você tem razão… É, boa ideia. Vou ligar pra ele e ver se dá pra gente almoçar. A entrevista é de tarde, de qualquer jeito. Aposto que ele tá em casa limpando tudo só pra se manter ocupado.

E eu quero almoçar com ele… Só pra ver o rosto dele… Ah, droga… Ele tá nervoso, e eu aqui pensando bobagem…

— Beleza. Liga pra ele. Agora. Porque preciso que pare de viajar na maionese. Depois que terminar esse código, preciso que me ajude com algo antes de almoçar com a sua waifu — disse Carlos, antes de voltar ao seu computador.

Bora almoçar juntos hoje, mandou Thomas, por mensagem de texto, ao namorado. Ok. Vou me focar no serviço até ele responder.

Foi o que ele pensou. No instante em que abaixou o aparelho, e suas mãos iriam para o teclado, o celular tocou.

Aposto que tá preocupado que eu esteja nervoso com a entrevista. Amo pensar em você cuidando de mim, mas não acho que almoçar juntos seja uma boa ideia. Você tá ocupado e eu posso me atrasar, respondeu Lin.

Ele já esperava que eu o convidasse pra almoçar… Sou muito previsível, pensou Thomas, com um sorriso tímido. Mas vou aprender. Pode demorar, mas eu vou.

Tem isso também, admito. Mas eu queria te ver, mandou ele e aguardou um pouco. Depois Lin respondeu.

Você tem jeito com as palavras, poxa vida… Até me fez corar… Já que é assim, temos um encontro…

Thomas não conteve o sorriso. Mas ficou vermelho ao ver o coração que seu namorado mandou depois. No entanto, ele balançou a cabeça, guardou o celular no bolso e voltou a sua atenção para o computador. Vamos terminar isso logo pra eu poder almoçar com o meu namorado.

***

Thomas não conseguia parar de olhar ao redor. Sempre que via alguém com longo cabelo loiro, ele sorria, pensava que era o namorado… Só para deixar os ombros caírem ao perceber que não era seu amado.

Enquanto esperava de braços cruzados, de repente, tudo ficou escuro. Um segundo depois, ele entendeu que duas mãos cobriam os seus olhos.

— Adivinha quem é — disse uma voz fofa que ele amava ouvir.

— O homem mais fofo do mundo — respondeu Thomas, sorrindo enquanto tirava as mãos, beijava uma e se virava.

— Errado. — Lin balançou um dedo enquanto mostrava um sorriso fofo e convencido. — O cara mais fofo do mundo é o meu namorado. É algo que eu me gabo.

— Tenho evidência concreta de que você é mais fofo do que eu.

— Acho que concordamos em discordar.

Houve um instante de silêncio e depois ambos riram.

Apesar do som maravilhoso, Thomas sabia que ele estava meio tenso. Ele está nervoso demais e quer esconder de mim… Bem, é parte do motivo para eu convidá-lo. Vamos fazê-lo relaxar para que a entrevista seja tranquila.

— Melhor a gente ir. Tô faminto — disse Thomas, indicando o carro.

— Onde vamos almoçar? —perguntou Lin enquanto caminhavam.

— Um lugar que você vai adorar.

— Então é um lugar que você odeia?

Thomas riu e correu para abrir a porta do passageiro para o seu namorado.

— Que cavalheiro. — Lin beijou-o na bochecha antes de entrar no carro.

Corando, Thomas correu até o assento do motorista e dirigiu até o restaurante. Quando chegaram, Lin o encarou, descrente.

— Sério? Você quer almoçar aqui? Você?

Eles estavam parados em um pequeno estacionamento que pertencia a um restaurante vegano self-service.

— Bom, não. Você tem plena noção de que não curto comer pasto. Mas desse jeito você faz parecer que eu como carne crua ou sei lá — disse Thomas com um sorriso torto enquanto eles saíam do carro.

— Se não fosse por mim, era bem capaz de você comer. Mas, sério, por que aqui?

— Porque eu sei que você gosta. E a comida não é pesada, então não vai fazer mal pro seu estômago, que aposto já estar cheio de borboletas agora e a tendência é piorar.

— Você está sempre pensando e cuidando de mim. Obrigado, Tom. — Lin mostrou um sorriso tímido enquanto seu rosto ficava vermelho.

— C-Claro que penso em você… você sabe bem disso… Especialmente agora que somos n-namorados. — Ele acabou corando enquanto murmurava, fazendo o sorriso de Lin aumentar. O coração de Thomas bateu mais rápido. — A-Agora vamos. Já falei que estou faminto.

Para esconder a sua vergonha, ele se virou, segurou a mão do namorado e foi até a entrada. Mesmo sem ver, ele sabia que o sorriso de Lin ficou maior e mais fofo agora.

Após pegarem sua comida, eles se sentaram em uma mesa perto da janela.

— Você tá realmente satisfeito só com isso? — perguntou Lin, olhando a comida de Thomas, sem esconder a surpresa.

— Espero… — Havia vários sanduíches leves e saudáveis no prato dele. Perto deles, um suco de uva. — Não acho que vai ser o bastante para me encher. E, se for, eu como depois.

— Eu fico feliz com isso, mas não precisa se forçar…

— Não estou me forçando.

— Ah, jura? — Lin ergueu uma sobrancelha. — Então vai dizer que come esse tipo de comida quando eu não preparo o seu almoço?

— Até parece — disse ele logo, com orgulho estampado no rosto. — Mas se comer isso é o preço pra ter mais tempo contigo, como esse pasto de boa.

— Você não devia falar isso aqui. — Lin soltou uma risada fraca. — Aqui dentro, você é a esmagadora minoria entre o povo que prefere comer coisas saudáveis.

— Aí você vai precisar me proteger, como um cavaleiro em armadura brilhante! — Thomas mostrou um sorriso tímido.

— Sempre! — Lin sorriu. Depois seu sorriso ficou gentil. — Eu tava super nervoso, mas pensei que conseguiria dar conta sozinho. Falar com você me acalmou muito. Valeu, Tom.

Thomas corou, desviou o olhar e murmurou:

— Não tô fazendo isso só por você… Não sou uma pessoa tão boa assim…

— Não?

— Não… Eu disse… Queria ver você…

O rosto de Lin ficou com uma tonalidade alarmante de vermelho. Ele cobriu o rosto, mas não foi rápido o bastante para esconder o sorriso.

— Viu? Tenho o namorado mais fofo do mundo…

O coração de Thomas bateu mais forte enquanto ele observava o homem que amava ficar todo vermelho e ele ficou com vergonha também. Para esconder, ele pegou um dos sanduíches e comeu.

— Você mudou alguma coisa na apresentação desde ontem? — perguntou, suspeitando do namorado.

Lin terminou a apresentação para a entrevista lá pela hora do jantar de ontem. Porém, antes de irem para a cama, ele já havia mudado mais coisas. Thomas tinha altas suspeitas de que ele adicionou mais coisas essa manhã.

— Sim… umas coisinhas… — Lin mostrou um sorriso desconfortável. — Não foi muito…

— Deixa eu ver, tipo, como se fosse um dos entrevistadores. Aposto que você ensaiou muito, né?

— Sim… Mas não é a sua área, e você vai achar chato… — A voz de Lin foi sumindo, ele olhou para baixo, focando na salada em seu prato.

— Ei. — Thomas esticou a mão e tocou na de Lin, acariciando aqueles dedos delicados, porém fortes, que tremiam de leve. Ele esperou até o namorado o direcionar o olhar. — Não é isso que eu perguntei. Eu pedi que me mostrasse. E não vou achar chato, já que isso vai te ajudar a ficar mais preparado. Sabe que eu vou te ajudar de toda forma que puder.

O sorriso de Lin só aumentou. Ele pegou o celular e abriu a apresentação.

— Obrigado, Tom.

Não importa quantas vezes Thomas visse aquele sorriso, ele jamais se cansava. Quero vê-lo pelo resto da minha vida.

— Ah é, falando nisso, aqui. — Ele pegou as chaves do carro do bolso e passou para Lin. — Aí não vai precisar se preocupar em pegar um táxi ou voltar de ônibus.

Lin se inclinou para mais perto, abraçou e beijou o namorado na bochecha.

— Eu tenho mesmo o melhor namorado de todos! Sem competição!

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Obrigado por lerem
Espero que tenham gostado.
Será que agora vai para Lin?

Até sair o próximo cap, curtam outras histórias BL como Por Favor Me Chame de Professor e O Nadador e o Assistente

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