[PT] Casado (♂x♂)? 32

Melhor nem dizer nada depois do final do cap anterior.
Espero que gostem do cap XD

English readers, here’s the English version

 

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Casado (♂x♂)? 32

Quanto Thomas acordou pela segunda vez naquela manhã, ele percebeu que estava sozinho na cama. Cadê o Lin…?

Ele esticou as mãos, mas não encontrava o namorado. Abriu os olhos com esforço e conferiu o arredor, mas Lin não estava no quarto. Apesar do corpo sonolento, ele tirou os cobertores e se sentou. Só então percebeu estar como veio ao mundo. Um instante depois, ele viu que suas roupas estavam no chão.

E não era só o terno dele. O vestido de Lin estava ao lado das calças e cuecas. Quando Thomas se lembrou do motivo pelo qual estavam no chão, ele não conseguiu conter o rosto vermelho e o sorriso.

Transamos de novo… E foi a nossa primeira vez como namorados…

Embora ele estivesse tão nervoso quanto na noite em que perdeu a virgindade, hoje ele se sentia bem mais confiante. Não fui só eu que aproveitei. O Lin gostou também, pensou Thomas, deixando um sorriso orgulhoso crescendo enquanto se lembrava. Ao menos é o que espero… Tipo, eu gostei, mas não sei se ele sentiu o mesmo… Não sou tão bom assim… especialmente com outro homem…

Ah, droga! Agora vou ficar pensando nisso! E não tem como perguntar pro Lin se foi bom. Que vergonha! E mico! Não quero dar mancada com ele!

Sei que ele diria, e, como um casal, será melhor pra gente ser abertos com relação a isso… Mas eu vou soar muito inseguro! E ele vai tirar uma comigo… Daquela forma adorável que aprendi a amar minha vida toda…

Thomas ficou vermelho de novo e bagunçou o cabelo. Pensar nisso não vai fazer diferença agora. Vamos nos acertar depois. Temos todo um futuro diante de nós para isso…

Futuro… Agora a piada do Lin ser a minha esposa é ainda mais real… Meu namorado esposa…

Ele bagunçou o cabelo de novo. Olha só pra mim. Estamos namorando há menos de um dia e eu já penso em casar com ele… Mas não tem jeito… A gente se conhece desde… sei lá, desde que nascemos… E agora que estamos namorando, é óbvio que eu vou pensar nisso…

O estômago de Thomas roncou. Ele olhou para baixo e riu. Por que raios estou pensando em casamento agora? Preciso mesmo é encher a barriga!

Ele saiu da cama, procurou por cuecas e um shorts, então saiu do quarto, bocejando e coçando a barriga. Enquanto entrava na cozinha, ele foi abençoado por uma visão que o fez parar e observar com um grande sorriso. O homem que amava estava fazendo café da manhã para ele.

O longo cabelo loiro de Lin estava amarrado em um rabo de cavalo, que oscilava levemente enquanto ele cantarolava e preparava a comida. Ele não usava nada além das calcinhas que o namorado comprou para ele e uma camisa social branca.

Quando Thomas percebeu que era a mesma camisa que ele usou para o casamento, seu coração bateu mais rápido. Ele tá tão lindo! Por quê? Como? Ele só está usando a minha camisa e calcinhas! Por que isso o torna tão lindo? Deveria ser contra a lei para alguém tão lindo usar a “camisa do namorado”!

Espera. Estamos namorando agora. Quanto mais lindo ele ficar… Mas não sei se meu coração dá conta de tanta beleza num homem só…

Lin finalmente percebeu Thomas. Ele sorriu, parou de cozinhar e correu até o namorado, abrindo os braços ao redor dele.

Thomas quase perdeu o equilíbrio. Ele conseguiu ficar de pé, mas, antes que pudesse abraçar o namorado, Lin o beijou nos lábios. Após o beijo romântico, eles olharam um para o outro e riram juntos.

— Bom dia — disse, beijando o namorado de novo.

— Errado. Não é um bom dia — sussurrou Lin. Quanto Thomas olhou confuso para ele, o sorriso do homem loiro aumentou. — É um excelente dia.

— Sim… você tem razão… — Thomas corou. Ele sentiu a vontade de desviar o olhar, mas conseguiu resistir. Não queria tirar os olhos daquele homem. — C-Como você está se sentindo?

— Um pouco dolorido — disse Lin, fazendo careta quando tocou a bunda. — Você foi… Digamos, um tanto quanto animado…

— Desculpa! Eu não queria… — Thomas arregalou os olhos.

— Não estou reclamando. Pelo contrário. Adorei esse seu lado selvagem. Mas não sei se consigo sentar hoje, por isso você vai ter que me carregar.

No instante em que Lin disse isso, ele pulou nos braços do namorado. Thomas teve dificuldade, mas conseguiu segurá-lo.

— Esse é o meu namorado! Tão másculo e forte! — Ele riu e apontou para o fogão. — Agora me leve até lá pra eu terminar o almoço.

Tendo dificuldades, mas ainda sorrindo. Thomas obedeceu.

Sem sair dos braços do namorado, ele terminou de cozinhar e colocou a comida em dois pratos.

— Não vou deixar que me chame de gordo de novo. Não duas vezes em menos de 24 horas  — Lin disse assim que sentiu Thomas ficando cansado.

— Eu… jamais… diria… — falou Thomas, arfando, e mostrou um sorriso tenso.

— Ótimo! — Lin segurou o queixo e beijou-o na bochecha. — Esse é o meu namorado!

Rindo e sorrindo, ele não disse nada enquanto Thomas o carregava até a mesa. Porém, ele se recusou a sentar na cadeira, balançando a cabeça quando o namorado olhou para ele.

— Esqueceu que não consigo sentar por sua culpa? — disse Lin com um sorriso malicioso. — Precisa se responsabilizar por me fazer ter tanto prazer…

— Então… como… você vai… comer…? — Os braços de Thomas já estavam muito pesados, mas ele se recusou a mencionar isso. Sou lento, mas não vou dizer nada. Sei que ele só tá brincando, mas não sou idiota em cair nessa de novo.

— Fácil. Senta que eu te mostro.

Ainda com uma pulga atrás da orelha, Thomas obedeceu, feliz em poder sentar. E assim como esperava, Lin começou a comer sentado em seu colo.

— O que foi? — Enquanto sorria e mastigava, o namorado observou o homem loiro.

— E como eu vou comer? — perguntou Thomas. Ele ainda segurava Lin em seus braços.

— Isso é mais fácil ainda. Deveria ser óbvio. — Ele pegou o garfo, assoprou e aproximou da boca do namorado. — Aqui.

— Vai me dar na boquinha? Tem um fetiche por me alimentar ou o quê? — Thomas fitou Lin.

Lin parou para pensar por um instante. Depois sorriu.

— Eu adoro!

Ao ver aquele sorriso alegre, Thomas se resignou a suspirar e abrir a boca. Embora demorasse mais do que deveria, eles estavam bem felizes quando terminaram a refeição.

— O que devemos fazer pelo resto do dia? — perguntou Lin, ainda nos braços do namorado.

Thomas pensou por um instante. Depois, sem perceber, ele olhou para o quarto sem dizer nada. Aquilo foi o suficiente para Lin entender e mostrar um sorriso malicioso.

— Você quer mesmo que eu não ande por uma semana toda, hein? — sussurrou ele no ouvido de Thomas, beliscando a orelha. — Você vai me carregar por muito tempo assim, sabia?

— Não me importo.

Lin sorriu, riu e beijou o namorado. Enquanto eles iam para o quarto, o celular dele tocou.

Eles trocaram olhares, e Thomas suspirou ao perceber que Lin queria atender. Ele sempre odiou deixar o telefone tocar… Quando a gente era crianças, ele sempre corria pra atender…

Thomas carregou Lin até a bolsa que ele usou no casamento.

— É o Cris — disse quando pegou o aparelho.

— Cris? Lá do casamento?

— Sim. Por que será que ele tá ligando? Alô?

Conforme Lin conversava com o outro homem de vestido que conheceram no casamento, Thomas carregou-o para o quarto dele. No entanto, a expressão do namorado foi mudando, e ele teve a sensação de que os dois não fariam amor novamente naquele dia.

— Sério? Claro! Sim! Sim… pra crianças…? — O rosto de Lin fez uma careta ao se concentrar por um instante. — Sim, consigo pra amanhã! Sim! Valeu, Cris!

Ele terminou a ligação e se virou para o namorado com uma expressão estranha.

— O-O que aconteceu? O que ele queria?

— Ele disse que a família tem uma colônia de férias pra crianças e estão contratando gente. Se eu estiver interessado, tem uma entrevista amanhã.

— A família dele?

— Ele é da família Prado Maranhão. Eles são bem importantes nos esportes aquáticos do Brasil.

— Ah, sim. Você disse que o Nelson é patrocinado por eles…

— Sim. E o Cris disse que tão precisando de gente pra trabalhar com crianças. Tipo se divertir e fazer atividades saudáveis dentro e fora d’água, supervisionar elas e tal.

— Isso é ótimo! O que você precisa para a entrevista?

— Criar um programa para as crianças.

— O-Ok. Você dá conta, né? — perguntou Thomas, e Lin assentiu. — Então partiu começar. Não sei o que posso fazer, mas ajudo como puder.

— Obrigado. Sei que você sempre vai me apoiar. — Lin sorriu.

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Obrigado por lerem.
Espero que tenham gostado
Eita. Além da sorte no amor, sorte no trabalho?
Agora chegou a hora de Lin?

Até sair o próximo cap, curtam outras histórias BL como Por Favor Me Chame de Professor e O Nadador e o Assistente

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