[PT] Casado (♂x♂)? 28

Cap novo de Casado (♂x♂)
A cerimônia pode ter acabado, mas agora a verdadeira batalha (lol) começa.
Espero que gostem

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Casado (♂x♂)? 28

— Preciso de uma bebida — disse Thomas, aliviando um pouco mais sua gravata e abaixando o copo.

— Você acabou de terminar uma! — reclamou Lin. — É cedo demais pra beber tanto!

— Pelo contrário. Preciso de mais pra lidar com o Raul. — Ele já estava procurando pelos garçons. O mais próximo tinha uma bandeja vazio, e os com cerveja estavam longe demais.

— Se você beber tanto assim, não vamos conseguir dançar…

— Você quer dançar? — Thomas não podia esconder a sua surpresa.

— Claro. Acha mesmo que eu passei a tarde toda colocando maquiagem e fazendo minhas unhas e sobrancelhas só pra ver você beber?

— T-Tudo bem… — Thomas corou e desviou o olhar. — Então bora comer alguma coisa. Estou faminto e não tem como eu dançar de estômago vazio.

— Aqui. Faça aaah… — Lin pegou um dos aperitivos na mesa dele e aproximou da boca de Thomas com um sorriso.

— Você tá querendo mesmo me alimentar assim mesmo? — Thomas olhou com um rosto vazio para a comida.

— Claro. Estamos fingindo ser um casal, não? Isso é algo normal que casais fazem. E não seria a primeira vez que o alimento assim. — Enquanto o sorriso crescia, Lin manchou os lábios do amigo com a comida.

Apesar do que disse, Thomas estava com mais fome do que vergonha. Ele acabou não jantando com sua soneca da tarde e o casamento. E seu lanchinho pré-soneca foi há muito tempo e bem pouco.

De rosto vermelho, ele abriu a boca e comeu o aperitivo na mão de Lin. Então, quando notou que o dedo de sua namorada-de-faz-de-conta tinha um pouco de creme, ele lambeu até que ficasse limpo. Só depois ele percebeu o que fizera.

Embora tenha ficado vermelho, Lin sorriu e pegou um aperitivo diferente. Ele ainda queria alimentar seu namorado-de-faz-de-conta mais uma vez.

— Valeu — disse Thomas, tirando a comida da mão de sua namorada-de-faz-de-conta e comendo sem ajuda.

No instante em que o sorriso de Lin diminuiu um pouco, Thomas já quis trazê-lo de volta ao rosto do loiro. Ele pegou um aperitivo e levou para perto da boca da namorada-de-faz-de-conta sem olhá-lo nos olhos.

Lin sorriu e comeu, como se ser alimentado por Thomas o fizesse o homem transvestido mais feliz do mundo.

— Você não precisa parecer tão feliz… — murmurou. Por dentro, no entanto, ele só conseguia pensar no quão fofo Lin era.

— Não posso fazer nada. Estou feliz. Fingir ser a sua namorada é mais legal do que pensei — disse. — Sempre fiquei pensando em como você tratava a sua namorada. Agora eu sei.

Thomas ficou vermelho e desviou o olhar. Não tem como eu falar pra ele que o trato melhor do que jamais tratei a minha única namorada… E não tem como eu dizer que me importo mais com ele do que ela. E eu amei ela…

— Então, você conhece muita gente aqui? — perguntou Lin, olhando ao redor. Ninguém viera falar com eles até agora.

— Ninguém — respondeu Thomas imediatamente, sem nem olhar.

— Ah, qual é. Deve ao menos conhecer seus amigos da faculdade, né?

— Sim. Pena que não estão aqui.

— E algum conhecido da faculdade? — Lin soltou um suspiro cansado.

— Você tinha que perguntar desse jeito, hein? — murmurou Thomas, tentando esconder o sorriso.

— Por favor, eu te conheço. Quando está mal-humorado, você fica de picuinha com detalhes bestas em vez de me dar uma resposta direta.

— Você tem razão… E, pra sua informação, eu preferia esquecer o pessoal que conheço aqui.

— Por quê?

— Bom, vamos ver… ah, aquele cara. — Thomas indicou com a cabeça. — Ele é o melhor amigo do Raul e ia no nosso apartamento o tempo todo. Ele é ainda mais babaca e irritante que o noivo. Espero que ele fique bêbado e não me reconheça. Mas aí ele pode acabar me pedindo pra formatar o computador dele…

— Ok… Desculpa ter perguntado…

— Espera, eu não queria ser rude… É só que eles me irritaram demais quando eu tava na faculdade… Eu não curtia ir pras festas ou ficar bêbado… Preferia ficar em casa jogando e não sair pra pegar mulher… Até quando consegui uma namorada, eles ficavam no meu pé…

— Parece ter sido difícil. — Lin soltou uma risada simpática.

— E foi…

— Quer que eu te conforte?

Thomas ficou quieto por um instante, depois corou.

— Sim…

Lin sorriu e acariciou a cabeça do namorado-de-faz-de-conta.

— Você nunca muda. Gostava quando eu fazia isso desde que a gente era criança.

— Fazer o quê? É bom, ué. — Thomas grunhiu de prazer enquanto Lin o acariciava.

— Já tá bêbado?

— A culpa é sua por ser tão bom nisso… — Ele fechou os olhos para apreciar mais.

— Só estou sendo uma namorada.

— Tá mais pra um par incrível — disse Thomas. — E a esposa perfeita.

No instante em que percebeu o que disse, ele corou, abriu os olhos e olhou para frente. Ainda conseguiu ver o rosto vermelho de Lin pelo canto do olho. Eu e a minha boca grande…

— Ei, Tommy, meu parça! — disse uma voz alta. No instante seguinte, alguém se apoiou contra a cabeça de Thomas.

— E aí, Raul… Terminou de tirar fotos com sua noiva…?

— Sim. E nem tenta mudar de assunto. Estive procurando você por todo canto!

— E me achou… — Thomas não fez esforço para esconder o desprazer.

— Pode apostar. Você tava se escondendo de mim, né? — O noivo riu e bagunçou o cabelo de Thomas.

— Estive sentado aqui o tempo todo…

— Você decidiu sumir por causa da tua namorada, né? É porque contratou ela, né? Não tem como uma moça bonita daquelas sair com um nerd fedido como você — disse Raul, rindo. — Qual é, cara, seja honesto comigo. É o meu casamento!

— Não estou escondendo Lin… Ela… tá bem aqui. E não, não paguei nada…

— Eu ouvi uma pausa aí! Está escondendo algo de mim!

— A única coisa que eu recebo do Tom é o amor dele — disse Lin, um pouco mais alto, para conseguir a atenção do noivo bêbado. — Estou aqui porque amo ele.

— Eita pega! Você existe! — Raul sorriu e se afastou de Thomas, indo para Lin, dando um beijinho em cada bochecha do homem de vestido. De repente, o rosto dele ficou sério. — Você veio contra a vontade? Pisque três vezes se for o caso.

Lin soltou uma risada breve e educada, embora Thomas soubesse que ele continha a raiva.

— Estou aqui porque o homem que amo me pediu pra vir.

Raul riu e bateu no ombro de Thomas um pouco mais forte do que precisava.

— Você ama esse zé mané? Sem chance.

— Amo — disse Lin, imediatamente. — Somos amigos desde pequenos. Mas só agora percebemos o que sentimos um pelo outro. Eu amo ele mais do que qualquer outra pessoa.

— Uau… — Raul não conseguiu esconder a surpresa. Ele até pareceu menos bêbado.

— Dei sorte de ter ele na minha vida. — Lin se virou para Thomas e depois se inclinou para beijar o namorado-de-faz-de-conta.

Não foi um beijo apaixonado. Mas estava cheio de amor. Thomas podia sentir.

Quando Lin se afastou, o namorado-de-faz-de-conta não sabia o que dizer, igual ao noivo.

— I-Isso… foi do caralho… Deu a sorte grande, Tommy — disse Raul após um tempo. — Já tá pronto pra casar!

— Sim — disse Lin. Depois se virou e olhou nos olhos de Thomas. — Serei a pessoa mais feliz do mundo se isso acontecer… Casar com um homem incrível como ele…

Enquanto o casal-de-faz-de-conta olhava um nos olhos do outro, alguém chamou Raul antes que ele pudesse falar algo. Ele se despediu, beijou Lin nas bochechas de novo e deixou a mesa deles.

Thomas suspirou, aliviado. Não fazia ideia do que fazer. Embora estivesse com muita vergonha, ele não conseguia parar de sorrir.

— Aquilo foi… Calou ele… Obrigado por ter pensado tão rápido naquilo… É incrível ter conseguido falar tudo tão facilmente…

— Bem… Foi fácil por ser verdade… Eu amo você… — Lin corou e brincou com os dedos um pouco.

O coração de Thomas bateu mais forte. Como ele consegue dizer isso… e é verdade?

Eu amo ele também, mas isso significa que ele me ama mais do que só amigos…?

Não, calma… Pode ser só como amigos…

Thomas não fazia ideia do que dizer, do que pensar. Quando percebeu a mão de Lin na mesa, ele sentiu a vontade e segurá-la, mas se conteve.

Sua namorada-de-faz-de-conta acariciou a mão dele com o dedão. Ambos sorriram e ficaram quietos, apenas apreciando um o toque do outro.

O Lin errou… Eu que tenho sorte de ter ele na minha vida… E eu sei disso há muito tempo… Deveria mostrar isso a ele…

— E-Ei… quer… dançar agora…? — perguntou Thomas em voz baixa, sem olhar diretamente para Lin. Ele estava com vergonha demais para isso.

— Os noivos ainda não tiveram a primeira dança.

— Você tem razão…

Antes que ele pudesse pensar em outra coisa, alguém se aproximou da mesa deles.

— Você é um cara! — disse uma garota adorável em voz baixa, apontando para Lin.

Que…? Alguém descobriu…?

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Obrigado por lerem
Espero que tenham gostado.

Até sair o próximo cap, curtam outras histórias BL como Por Favor Me Chame de Professor e O Nadador e o Assistente

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