[PT] Por Favor 2! 10

Com um dia de atraso, aqui está o penúltimo cap de Por Favor me Chame de Professor! 2
Espero que gostem

 

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Por Favor 2! 10 – A oportunidade dentro das cores

— Não se preocupe — sussurrou Yuuto para Seiji, segurando a mão dele e tentando esquentar o homem que amava. A mão dele tá tão fria… — Vai ficar tudo bem. Você fez o melhor que pôde. Seu trabalho é incrível. Tenho certeza de que todo mundo vai amar suas pinturas.

— Valeu — disse Seiji, respirando lentamente. Apesar disso, não fazia diferença; ainda parecia nervoso.

O casal chegara à galeria de arte há vinte minutos. Mesmo assim, eles ficaram parados dentro da limusine. Seiji estava nervoso demais para sair do carro. A única coisa que fez foi olhar para a entrada através vidro escurecido.

Ele tá tão nervoso que não consegue nem abrir a janela, pensou Yuuto. Mas era esperado. É uma grande noite pra ele. Até mesmo ele não conseguiu acreditar quando recebeu aquela ligação…

Era o fim da manhã de domingo, mas nenhum dos dois tinham levantado ainda. Ficaram acordados até tarde transando após verem um filme de anime que Yuuto escolhera.

Mas, quando o celular tocou, Seiji murmurou algo que não foi possível entender e atendeu. Após uma conversa breve, se pudesse chamar de conversa, já que ele não disse nada, que durou menos de trinta segundos, o pintor estava totalmente acordado.

Yuuto grunhiu.

— Quem tá ligando tão cedo? — perguntou com sono enquanto esfregava o olho. Mas não houve resposta, ele virou-se para o namorado. — Seiji…?

O pintor não prestou atenção ao pequeno homem pelado deitado a seu lado. Estava chocado demais para perceber qualquer coisa.

Após muito esforço, Yuuto conseguiu a atenção do namorado.

— Quem era?

— Era um amigo do meu avô… ele… ele me disse que minha pintura foi selecionada para uma exposição e que eles queriam outras também.

Yuuto ficou animado por Seiji, ainda que a expressão do artista fosse o oposto.

Essa exposição é uma oportunidade incrível para ele como artista, pensou Yuuto, olhando para a entrada da galeria através da janela. Então ele mostrou um pequeno sorriso. Eu só queria que ele tivesse me contado… Eu não fazia ideia de que ele andava pintando tanto…

Ele olhou para o homem que amava e esfregou as costas de Seiji.

— Como você está se sentindo? — perguntou o professor após um tempo.

— Como se tivesse comido muito e então alguém me deu um soco no estômago com toda a força — respondeu ele de imediato.

Ele parece estar passando mal.

— É…uma descrição precisa do seu rosto agora — admitiu Yuuto com um sorriso torto. — Está pensando nisso há quanto tempo.

— Desde que estacionamos — Seiji disse, forçando um sorriso, sem sucesso. — Talvez, em vez de pintor, eu devesse ser um escritor. Duvido que ficaria tão nervoso.

Ele riu da própria piada. Mas foi somente uma risada nervosa que logo morreu. Então Seiji se virou para a janela outra vez.

Yuuto soltou uma pequena risada.

— Escute alguém que tem lido e acompanhado escritores desde que se lembra por gente. É quase tão ruim, senão pior, pra eles do que pra pintores.

— Nossa, obrigado. Isso me deixa bem melhor — disse Seiji e dessa vez a risada durou mais.

Aquilo fez Yuuto sorrir. Bom. Se ele está fazendo piadas, significa que está relaxando um pouco.

— Não ajudou? — O professor colocou um dedo no queixo e cantarolou. — Que tal se eu revelar algo que você não sabe sobre essa galeria? Tenho certeza de que isso te deixará melhor.

— O quê? — Seiji se virou para ele.

Yuuto se inclinou para mais perto, a fim de sussurrar no ouvido do namorado.

— Sabia que a primeira vez que senti algo por você foi nessa galeria?

— Quê? — O pintor estreitou os olhos. Então o rosto se iluminou com compreensão. — Naquela época? Eu não fazia ideia.

— Ah, eu sabia que você não tinha notado — disse Yuuto, sorrindo. — Foi após você descobrir meu segredo. Após ter me pintado pela primeira vez.

— Sim, lembro disso… Depois que mostrei pro meu avô, ele mostrou para o amigo que é um negociante de arte e ele arranjou que fosse exibida aqui…

— E então você me convidou pra vir ver — disse Yuuto, erguendo uma sobrancelha.

— Também me lembro disso… — Seiji mostrou um sorriso gentil. — Foi aí que você começou a gostar de mim?

— Acho que sim… Naquela época eu não sabia que podia me sentir assim por outro homem, muito menos meu aluno. Mas, talvez se não fosse por aquela noite, poderia ter demorado bem mais pra eu percebesse que amo você.

O sorriso de Yuuto cresceu e ele se inclinou para beijar o homem que amava.

Seiji o beijou de volta.

— Então essa galeria me dá sorte — disse, quando os lábios se separaram, ficando animado.

— Dá sim. — Yuuto envolveu Seiji em seus braços. — E se depender da sua arte, essa exibição será incrível.

— Mas aquelas pinturas… — O artista pressionou os lábios e olhou para a entrada da galeria de novo.

— São incríveis — completou Yuuto. — Eu sei que você não a fez para ser exibida em uma galeria, já que é a casa da praia do seu avô, mas não se preocupe. É incrível e as pessoas vão ver como você amava o tempo que passou com seu avô quando era criança. Confie em mim, está incrível.

— Você diz isso de todas as minhas pinturas — murmurou Seiji, embora mal conseguisse esconder o sorriso.

— É, bem… você é um pintor incrível. Embora, se eu posso opinar, tem algumas pinturas que eu preferiria que ninguém além de você visse — disse o professor, com as maçãs do rosto levemente vermelhas, e não era por causa da maquiagem.

— Concordo. — Seiji riu. — Vou guardar algumas pra mim.

— E não vou perguntar o motivo.

— Porque você já sabe qual é. — Seiji puxou Yuuto para perto, a fim de beijá-lo de novo.

Yuuto retribuiu o beijo. Por um instante, ele quase se perdeu naqueles lábios.

Mas, após um tempo, ele se lembrou de onde estavam e por qual motivo.

— Acha que pode entrar agora? — perguntou o professor em voz baixa.

Seiji olhou para a entrada mais uma vez, fechou os olhos e respirou fundo.

— Sim — disse, sua voz contendo alguns traços de sua confiança de sempre.

Seiji abriu a porta da limusine, colocou o pé para fora e então ofereceu a mão para Yuuto.

O professor sorriu e segurou aqueles dedos firmes para sair do carro.

Respirando fundo mais uma vez, o pintor virou-se para a galeria.

— Vamos.

Yuuto sorriu enquanto segurava o braço do namorado. Ele fica lindo assim, pensou, conferindo se seu vestido estava bom mais uma vez.

— Seiji, meu jovem. Estávamos esperando você — disse um homem loiro com um sotaque forte no instante em que atravessaram a porta.

Ele foi cumprimentar o pintor com um grande sorriso. Quando estava perto o bastante, ele agarrou o rosto de Seiji e deu um beijo em cada bochecha.

O rosto surpreso do namorado foi tão bom que Yuuto riu.

O estrangeiro loiro se virou para o professor.

— Ah, estou tão feliz que tenha trazido a Yuuno. Todos queriam saber se iria trazer sua encantadora musa — disse, com o mesmo sorriso. Mas, em vez de beijar Yuuto nas duas bochechas, ele agarrou a mão do professor e deu um beijo seco nela. — É um prazer encontrar novamente a musa que inspirou aquela pintura.

— Olá, Henri-san. É um prazer vê-lo de novo também — disse Yuuto, sorrindo e reunindo toda a formalidade que tinha para esconder a surpresa.

— Quase fique com medo que ficasse nervoso de mais para vir — disse o estrangeiro para Seiji.

As maçãs do rosto do pintor ficaram com uma tonalidade de vermelho.

— Ele ficou só um pouco nervoso — interferiu Yuuto ao perceber que o namorado não sabia o que dizer.

— É perfeitamente normal. Todos os grandes artistas ficam assim — disse Henri, sorrindo de orelha a orelha. — Não poderiam ser chamados de artistas se não ficassem nervosos!

Quanto vinho ele tomou dessa vez? ponderou Yuuto.

Apesar das atitudes espalhafatosas do homem, o professor não desgostava dele. É verdade que só o encontrara duas vezes, uma como Yuuno e a outra como Yuuto, mas, ambas as vezes, apesar de exagerar um pouco no vinho, Henri fora uma companhia agradável e divertida.

— Senhorita Yuuno, por favor, me empreste Seiji por um instante. Eu gostaria de introduzir o convidado da noite para todos.

Henri colocou uma mão nas costas do pintor antes que ele pudesse dizer qualquer coisa e o levou até um círculo de pessoas que pareciam importantes.

Seiji virou a cabeça para o namorado, de olhos arregalados e rosto pálido.

Mas tudo que Yuuto fez foi sorrir para o namorado enquanto era arrastado.

Ele precisa lidar com esse tipo de coisa. Especialmente se vai ser um pintor famoso…

— Foi maldade da sua parte — sussurrou Seiji para Yuuto assim que conseguiu se afastar do estrangeiro e correu para o banheiro com o namorado. — Poderia ter me ajudado.

— Ah, qual é. Não foi tão ruim… ao menos de onde eu estava.

— É, pode não ter sido pra você. Sou muito ruim com essas coisas de alta sociedade — disse, soltando sua gravata um pouco.

— Mas você se encaixa bem aqui.

Yuuto segurou o braço se Seiji e virou o rosto para o espelho, seu sorriso aumentando enquanto observava o reflexo deles.

Apesar da insistência do artista, Yuuto decidiu vir vestido de garota. Ele queria que os trabalhos de Seiji fossem o centro das atenções e não o fato do pintor namorar outro homem.

E fiz o certo. Olha como ficamos!

Seiji usava um terno simples com uma camisa branca. Pode ser simples, mas tem um motivo para ser um clássico. Ele fica tão bonito que é difícil acreditar que é o mesmo artista recluso que mal anda vestido em casa.

Yuuto foi com um vestido azul escuro que deixava as costas expostas e um par de saltos que combinavam. E como a primeira pintura que Seiji fizera dele estava lá, o cosplayer usava sua longa peruca branca.

Ficamos ótimos assim, pensou Yuuto, o sorriso aumentando.

Então ele viu os olhos de Seiji refletidos no espelho.

Só agora o professor notara que o namorado olhava para ele o tempo todo.

— O-O que foi? — perguntou, com o rosto vermelho.

— Eu queria que você tivesse vindo de homem, mas ficou muito bom nesse vestido — disse Seiji.

— Obrigado. — Yuuto corou um pouco mais e enrolou uma mecha de cabelo com o dedo.

Seiji virou-se e encarou o verdadeiro Yuuto.

Logo o professor sabia o que o namorado queria.

Ele queria o mesmo.

Eles se beijaram. Mas a paixão cresceu, Yuuto colocou a mão no peito de Seiji e o empurrou gentilmente.

— Aqui não — disse, com a voz cheia de arrependimento. Ele olhou em volta, apesar de saber que eram os únicos no banheiro na hora.

— Ah, vamos. Você já está vestido assim. Não precisamos nos conter. — Enquanto olhava nos olhos de Yuuto, Seiji beijou a mão do cosplayer. — Vamos tirar vantagem do vestido.

Yuuto se perdeu olhando naqueles olhos escuros. Ele gostava da sensação delicada dos beijos de Seiji. Sorrindo, ele usou uma mão para aproximar o homem que amava de si.

Eles se beijaram de novo. Yuuto empurrou Seiji contra a parede enquanto o beijo ficava mais intenso.

Mas, então, um som alto surgiu do nada e invadiu o mundinho dos dois.

Com seu arrependimento maior, o homem de vestido balançou a cabeça, suprimindo todos os seus desejos momentâneos.

Seiji abriu a boca, mas então deixou os ombros caírem.

Pressionando os lábios, Yuuto aproximou o namorado de si.

— Vou te recompensar depois — sussurrou ele no ouvido de Seiji. — O bastante que você não consiga andar amanhã.

O rosto do pintor se iluminou com um sorriso.

Yuuto riu. Ele parece uma criança que mal consegue esperar pra brincar com o brinquedo… espera, então eu sou o brinquedo dele?

A ideia o fez corar.

— Não faça essa cara, Seiji. Você sabe por que não podemos. Não é porque estou vestido de garota que não temos que tomar cuidado — disse, mais para conter seus próprios desejos de estar com aquele homem agora. — E se alguém descobrir que sou um homem e que somos gays? Pode arruinar a sua carreira. Não quero que isso aconteça.

— Sou um artista. Acho que tenho um passe mais livre do que os outros — disse Seiji, tentando convencer o namorado. Mas logo percebeu que não mudaria a decisão de Yuuto. — Além do mais, não tem problema pra Yuuno.  Você se preocupou demais, mas muitas oportunidades surgiram após descobrirem que a Yuuno era um cara que tem um namorado.

— Pra a Yuuno, não o Yuuto — lembrou o cosplayer. — Além do mais, sua família com certeza vai ficar sabendo. Quer mesmo complicar ainda mais as coisas?

— Não precisa mencionar eles — disse Seiji, amuado e virando o rosto.

— Preciso sim. É a sua família. Ainda que não se deem bem, você deveria tê-los convidado.

— Não nos damos bem? Acho que você esqueceu daquele jantar… além do mais, eu convidei minha família.

— Eu falo dos outros, não só a Seika-san. E eu sei que ela veio por conta própria.

— Como ficou…? — Seiji estreitou os olhos. No instante seguinte, seu rosto mudou para compreensão. — Yuuka-nee — murmurou.

— Sim. Nossas irmãs serem amigas tem suas partes boas… embora a maioria seja horrível…

Os dois tremeram ao mesmo tempo.

Seiji aproximou Yuuto de si com a mão.

— Vamos deixar nossas irmãs pra lá. — Ele tentou fisgar um beijo, mas o cosplayer notou e virou a bochecha. Seiji riu. — Você se preocupa demais.

— Só com você — disse, enterrando o rosto no peito do homem. — Não quero que nada tire o foco da sua arte hoje.

Seiji acariciou o topo da cabeça de Yuuto.

— Agradeço por isso. Se não fosse você, eu estaria um caco… Digo, bem mais do que já sou — complementou, sob o olhar de Yuuto.

O professor ficou na ponta dos pés para beijá-lo nos lábios.

— Vamos. Não dá pra nos escondermos a noite toda no banheiro — disse, oferecendo a mão. — Vamos encarar todos os críticos e o público.

Seiji mostrou um pequeno sorriso e aceitou a mão do namorado.

— Não jogue mais pressão pra cima de mim — disse, com a voz cansada.

— Não vou. Você vai ser um grande artista. — Yuuto sorriu enquanto levava Seiji para a porta do banheiro. — Hoje é só um gostinho do seu futuro.

Respirando fundo, não que tenha feito diferença para a expressão tensa no rosto dele, os dois encararam as pessoas que foram lá conhecer o artista.

— Viu? Não tinha com o que se preocupar — disse Yuuto após todas as formalidades e todos terem cumprimentado e parabenizado Seiji pelo trabalho dele.

— Acho… Que só fiquei feliz em ter passado por tudo sem vomitar.

— Ficou mesmo tão nervoso? — Yuuto tentou, mas não conseguia esconder seu sorriso enquanto se divertia com o homem que amava.

— Está brincando comigo? Como você gosta de dizer com frequência, sou quase um artista recluso. Como espera que eu converse com esse pessoal?

— Eu sabia que você não saía muito, mas nunca esperei que não soubesse se virar socialmente. Você não teve muitas namoradas antes de mim e ia em todo tipo de eventos?

— Pra esclarecer, eu só tive uma namorada em toda minha vida. As outras foram… conhecidas… pela falta de melhor termo — disse Seiji, desviando os olhos com um sorriso amarelo.

— É, não estou interessado nas exs do meu namorado — disse Yuuto, erguendo uma mão para mudar de assunto. Seiji sorriu e deu de ombros. — Mas, sério. Já que faz parte da família Akaishi, deveria ter ido em muitos eventos desse tipo…

Seiji soltou uma risada cansada.

— Sim… mas tente imaginar ser o único inclinado para artes nesse tipo de evento. Sem boas notas ou qualquer outro talento útil, como minha querida família costuma chamar, as pessoas ficavam mais interessadas nos meus irmãos.

— Pobre garotinho rico — disse Yuuto, abraçando e descansando a cabeça em Seiji, tirando uma com o namorado e querendo confortá-lo também.

— Pois é. Ninguém acha que ser rico tem seu lado ruim… Mas, sendo franco… eu queria ter encontrado você antes…

Yuuto sorriu, mas depois riu.

— Não acha que teria sido estranho, dada nossa diferença de idade?

— Percebi isso no momento em que disse. — Os dois riram.

— Além do mais… se tivéssemos nos conhecido antes, poderíamos não ter nos apaixonado — disse Yuuto em voz baixa, com as bochechas levemente coradas.

— Você tem razão. — Seiji beijou o topo da cabeça do artista de novo.

Eles deram voltas, observando as pinturas que não tinham nada a ver com a exposição.

— Akaishi-kun — disse uma voz atrás deles de repente.

Ambos se viraram ao mesmo tempo. Todo o clima relaxado e romântico desapareceu quando Yuuto reconheceu seu superior.

— Vice-diretor!

O homem baixo virou-se para Yuuto com uma expressão confusa.

— Nos conhecemos antes? — perguntou ele, estreitando os olhos. — Você parece familiar…

— Ela estava comigo durante a cerimônia de encerramento — adicionou Seiji, rápido, dando um passo para frente para chamar a atenção do vice-diretor.

— Ah, é mesmo. — O rosto do homem se iluminou com um sorriso. Então ele fez um aceno para Yuuto. — Como pude esquecer. Espero que esteja bem.

Ainda bem que ele já bebeu um pouco hoje.

Belo salvamento, Seiji, pensou Yuuto, o alívio o preencheu. Vou me certificar de recompensá-lo ainda mais hoje à noite.

— Estive bem, obrigada por perguntar — respondeu o professor com uma voz aguda.

— Vice-diretor, nunca pensei que o veria aqui — disse Seiji para mudar o rumo da conversa.

— Adoro arte, mas geralmente não tenho tempo. Para minha sorte, recebi ingressos de um amigo — disse, com um sorriso estranho. — Mas estou surpreso em saber que você pintou tudo isso, Akaishi-kun. Jamais pensei que fosse um artista. Digo, você nunca mostrou muito interesse na matéria durante as aulas.

— Bem, é… — Seiji olhou para Yuuto e suas bochechas ficaram com um tom vermelho. — Eu só precisava do incentivo certo — disse, beijando a mão do professor.

O cosplayer corou e sorriu.

— Concordo. Nada melhor do que a mulher certa para despertar o talento — disse, assentindo e sorrindo ao mesmo tempo.

Yuuto conteve a vontade de rir. É, mulher…

— Você se lembra da sua professora de arte?

— Miho-sensei? Claro. Ela nunca gostou muito de pintar. Sempre preferia esculturas ou desenhos.

— Sim… Alguns estudantes reclamaram disso este semestre… todo ano, na realidade — disse, balançando a cabeça. — Mas, de qualquer jeito, ela vai se mudar.

— Uma pena. Eu gostava dela — disse Seiji, não parecendo surpreso.

Ele já sabe disso… mas eu nunca pensei que o vice-diretor fosse aparecer, pensou Yuuto, desviando o olhar.

— É, a mãe dela sofreu um acidente, então ela e o marido estão se movendo para o sul para cuidar dela por alguns meses.

— Ah, que pena. Espero que ela volte logo.

— Sim… foi tão repentino que estamos tendo problemas para encontrar um substituto…

— Espero que o novo professor faça um trabalho tão bom quanto a Miho-sensei.

— Eu também… quando encontrarmos um…

O rosto do pequeno homem se iluminou como se tivesse tido uma ideia brilhante.

— Que tal você? — sugeriu, animado. — Seria ótimo. Que tal ser professor de artes substituto no seu antigo colégio, Akaishi-kun?

— Hã? — disse Yuuto.

Eu e o Seiji… trabalhando na mesma escola…?

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Se curtem Por Favor, olhem minha outra história BL, O nadador e o assistente.
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