[PT] Por favor 2! 8

Quarto domingo do mês quer dizer cap novo de Por Favor Me Chame de Professor! 2
Eu gostei muito desse cap em particular e acho que vocês vão gostar também
Espero que gostem

 

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Por Favor 2! 8 – Quem está mais nervoso?

— É uma péssima ideia — disse Yuuto, olhando nos olhos de Seiji. Ele se esforçou para manter uma expressão séria, sem tirar o desespero do rosto.

— Não acho. — Seiji só sorriu para o namorado.

Yuuto respirou fundo e exalou pelo nariz, dessa vez tentando impedir que suas verdadeiras emoções transparecessem na voz.

— Vou repetir. É realmente uma péssima ideia — disse, lentamente.

— Eu também vou repetir. Não consigo ver como isso seja uma péssima ideia — disse Seiji, mantendo o olhar, sem se incomodar em esconder o quanto se divertia com o desespero do namorado.

Ainda olhando para Yuuto, ele levou a caneca até os lábios e bebeu o café, engolindo o mais alto que podia. Depois virou-se para a mulher ao seu lado.

— Pode me dizer por que seria uma má ideia eu ir, Yuuka-nee?

— Estou pensando em algum motivo, Seiji, mas não dá. Honestamente, não vejo problema algum. — A irmã de Yuuto concordou com ele, levando a caneca fumegante aos lábios para esconder o sorriso.

— Talvez ele esteja com vergonha de mim. Provavelmente por que não quer que eu vá. — Seiji passou a ignorar o professor e falar só com Yuuka. — Ele disse pra todo mundo que a Yuuno tinha um namorado. Mas o Yuuto não está pronto pra contar ao mundo isso…

— Pode ser o caso…

Yuuka assentiu lentamente, sem se incomodar em esconder a diversão que era provocar seu irmão mais novo. Com um murmúrio demorado, ela se virou para o cosplayer e mostrou uma expressão serena. Depois virou-se para Seiji.

— Ou pode ser por causa da diferença de idade. Embora ele te ame, possa te enxergar somente como um brinquedo por enquanto.

Yuuto corou enquanto pressionava os lábios trêmulos. Ele já tivera o bastante daquela conversa idiota e bateu as mãos no balcão para chamar a atenção de volta para si. Eles podem ficar nisso o quanto quiserem, ainda não é uma boa ideia deixar que Seiji vá conosco visitar nossos avós!

— Não tem nada a ver com isso — disse com uma voz baixa e contida. ­— E por que vocês concordam tanto, hein? Desde quando se tornaram amiguinhos? O que os dois têm em comum?

Seiji e Yuuka olharam um para a cara do outro e se viraram para o cosplayer.

— Provocar você — disseram em coro, ambos com expressões sérias.

Então eles se viraram um para o outro e riram juntos.

Yuuto respirou lentamente pelo nariz e pressionou os olhos, tentando conter sua raiva crescente. Ao mesmo tempo, ele se forçou a pensar em qualquer desculpa usável. Uma da qual seu namorado e irmã não pudessem virar contra ele.

— Olha… O Seiji ir conosco ao festival da nossa cidade natal é má ideia, tá? O vovô e a vovó… eles… não acho que estão prontos pra saberem sobre a gente. Digo, saber de verdade, entende? — disse ele para o namorado. — E pode imaginar o que as pessoas vão dizer? Pra gente e eles? Melhor não passarmos por isso ainda. E… e… também tem… aquilo…

Yuuto pressionou os lábios quando ficou sem ideias. Não consigo pensar em mais nada? Porcaria! O professor de literatura se xingou, um pouco desapontado consigo mesmo.

Seiji ficou quieto por um tempo. Depois se virou para Yuuka de novo.

— Ele deve estar muito desesperado pra pensar nessas desculpas horríveis, não acha, mana?

— Concordo com o Seiji-chan nessa, maninho. Usar o povo de lá como desculpa… Não está se esquecendo de que foram os primeiros a eleger uma prefeita abertamente lésbica? Não acho que vão maltratar seu namorado.

— Tá, mas uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa!

Yuuka encarou-o com uma expressão vazia.

— A meu ver, parece que você só está tentando excluir ele — disse ela, balançando a cabeça com uma expressão séria. Mas sua máscara caiu logo. No segundo seguinte, ela riu. — Ah, qual é, Yuuto. O vovô e a vovó já sabem que você é gay. Na verdade, aposto que a cidade toda já sabe agora. Não é como se não tivessem visto aqueles artigos e entrevistas da Yuuno. Eles convidaram o Seiji porque querem conhecer seu namorado pessoalmente.

Alguma coisa no que ela disse incomodou Yuuto. O professor cerrou os olhos e inclinou-se para mais perto da irmã.

— Como eles souberam dos artigos? — perguntou com um toque de raiva na voz.

— Eu mandei para eles, obviamente — respondeu Yuuka com um sorriso sem qualquer vergonha ou remorso. Yuuto encarou a irmã com um rosto sem expressão. — Mas, antes que diga qualquer coisa, foi ele quem sugeriu. Eu só quis mandar a foto do Seiji te carregando nos braços — completou ela, apontando para o homem ao seu lado.

— Mentira! Fui eu quem queria só mandar a foto, mas ela disse que seria mais divertido se mandássemos os artigos juntos!

Yuuka mostrou uma expressão chocada falsa. Ao mesmo tempo em que colocava a mão no peito, como se estivesse se sentindo magoada.

— Está me traindo assim? Na cara dura? Maldito seja, Seiji! Maldito seja! E eu aqui pensando somente no seu relacionamento com meu maninho!

Yuuto ignorou os dois. Ele respirou fundo enquanto passava as mãos pelo cabelo e rosto.

— Por que vocês mandaram os artigos pra vovó e pro vovô? — perguntou com uma voz fraca.

— Porque você muda de assunto toda vez que menciono conhecer sua família.

Seiji mostrou o que sentia de fato pela primeira vez em toda aquela conversa.

Então era isso que o incomodava, pensou Yuuto, sentindo-se triste por não perceber os sentimentos do namorado. Eu deveria ter notado…

— Aí fui perguntar para a Yuuka-nee. Depois de conversarmos bastante, tivemos uma ideia. Assim você não teria desculpa para não me levar…

Yuuto entendia. Mesmo assim, ainda se sentia incomodado.

— Eu queria que tivessem digo algo antes de me revelarem pra eles…

O professor soltou um grande suspiro. Ele não estava bravo com aquilo. Yuuto planejara contar a seus avós que era gay e que pretendia morar com o namorado. Mas isso seria depois do festival… para que não precisassem se encontrar tão cedo…

— E vocês conversaram disso? Desde quando são tão amigos?

Eles ainda não responderam isso, percebeu o cosplayer. Yuuto sabia que o namorado e a irmã conversaram bastante entre si. Eles amavam se unir para provocá-lo por qualquer coisa. Mas não fazia ideia de que era a ponto de Seiji se sentir confortável falando dos seus problemas para ela.

Yuuka tentou conter a risada, encarando a caneca como se o café fosse a coisa mais interessante do mundo.

Seiji mordeu os lábios enquanto tentava esconder um sorriso.

Nenhum deles olhou para Yuuto em momento algum. Aquilo só o deixou mais irritado.

— Estão escondendo o que agora? — perguntou, olhando de um para o outro.

Seu ex-aluno se inclinou para mais perto de Yuuka enquanto cobria a boca.

— Você conta ou eu falo? — murmurou Seiji, mas era alto o bastante para Yuuto ouvir.

— Fala você — respondeu a irmã no mesmo tom, cobrindo a boca com a caneca. — Quer seja divertido ou divertido além da conta, ele ainda é meu irmãozinho.

O namorado se voltou para ele e abaixou a cabeça.

— Yuuto… como eu digo isso… de vez em quando, depois… dos nossos momentos felizes no quarto

Yuuka riu enquanto o professor corava e depois fingiu tossir para disfarçar. Seiji desistiu e mostrou um sorriso de orelha a orelha.

— Você dorme logo em seguida. E acabamos conversando muito durante esses momentos.

— É, maninho. Você é um daqueles caras que gostam de acordar cedo. Mas seu brinquedinho aqui dificilmente vai dormir tão cedo.

Yuuto cobriu o rosto com aquela resposta.

— Não… fale… de nossos momentos felizes no quarto pra minha irmã… e não chame meu namorado de brinquedinho — conseguiu dizer.

Yuuka gargalhou sem se conter agora.

— Foi mal, maninho, mas se vou continuar chamando ele disso se não levá-lo pra nossa cidade. E, além do mais, acha que não sei quando vocês transam? Ainda que tente esconder, seus gemidos contidos são altos o bastante para acordar alguns vizinhos.

Yuuto estava com uma expressão chocada. Aquilo só fez os dois rirem. Ele virou-se para o artista e perguntou, silenciosamente, se era verdade.

Seiji desviou o olhar e assentiu.

— Pode ser culpa minha — disse, com um sorriso convencido.

— Ah, qual é, Yuuto. Não fique assim. Você sabe que não me importo que você e seu brinquedinho tenham noites calientes. É ótima fonte de inspiração.

— Eu sabia que sua última história era sobre a gente! — gritou Yuuto. Depois suspirou e abaixou a cabeça. Já tive o bastante dessa conversa. — Quer saber? Tá bom! Vamos então! E vamos levar o Seiji. Eu vou apresentar meu namorado gay aos meus avós e pra toda maldita cidade!

Yuuto pegou suas malas já prontas e foi para a entrada.

— Deixamos ele bravo — disse Seiji, mas o professor ainda podia ouvi-los.

— Sim, mas valeu a pena. Eu disse que poderíamos convencê-lo a deixar você vir se o encurralássemos aqui antes de sairmos. Pode ser o brinquedinho dele e tudo mais, mas sou eu quem melhor sabe como fazer ele ceder. Mas não ligue, a mana aqui vai te ensinar tudo que precisa saber para deixá-lo louquinho.

— Valeu, mana!

— Calem a boca vocês dois! — A voz de Yuuto veio da porta da frente. — Se forem vir, vamos indo agora mesmo!

Não foi a viagem de trem mais agradável que Yuuto já teve. Eles conseguiram bons assentos, apesar da hora. O professor sentou na direita, perdido em pensamentos. Seiji sentou no meio. E Yuuka na esquerda.

Sua irmã explicou tudo sobre o festival para o namorado dele. O artista escutou e ficou animado, mencionando todas as barracas que queria ir com Yuuto.

— Vai ser divertido! — Seiji se virou para o professor com um sorriso animado, segurando a mão e entrelaçando seus dedos com os dele.

Apesar do mau-humor por ter sido encurralado e envergonhado bem cedo, Yuuto não podia deixar de sorrir ao ver o namorado animado daquele jeito. É como se eu estivesse levando uma criança pro festival… acho que ele nunca foi pra um festival tradicional de uma cidade do interior como aquelas nos animês… sendo rico e tudo mais…

Mesmo assim, ele não podia conter a preocupação sobre o que aconteceria assim que chegassem lá. O que meus avós vão dizer? Estão chocados? Eu sei que a vovó está… Não conversamos após ela jogar essa bomba…

Yuuto ainda se lembrava da ligação de alguns dias atrás. Ele estava falando ao telefone com sua avó, conversando sobre ir ao festival lá com Yuuka. Ela apenas soltou a bomba com o convite, sem preparação alguma para ele.

— Ah, poderia trazer seu namorado? Ele parece ser um bom rapaz, mas o vovô e eu queremos conhecê-lo — disse ela.

Aquilo foi seguido de um longo silêncio. Yuuto estava completamente paralisado. Sua mente se recusava a pensar naquelas palavras.

Ao menos eles já sabem sobre eu e o Seiji, pensou o professor. Eu queria contar pra eles pessoalmente, mas não vai dar mais… Ele olhou para o rosto do homem que amava e sorriu. Yuuto fechou os olhos e se inclinou no ombro do namorado.

Espero que gostem do Seiji… não… eu sei que vão… espero que todo mundo o trate bem… não quero que ele tenha uma má impressão da minha cidade natal… quero que a gente visite o vovô e a vovó muito no futuro…

— Chegamos! — disse Yuuka, acordando Yuuto.

— Que…? Yuuto limpou a baba da boca com uma mão e esfregou seus olhos com a outra. — Já…?

— As viagens costumam passar rápido se você dorme. — Seiji sorriu para ele.

— Pois é, maninho. Já chegamos!

Ela agarrou o ombro de Yuuto e o balançou quando saíram do metrô.

— Por que você está tão animada? — perguntou Yuuto, rabugento, tentando se livrar dela. — Quantas vezes já não fomos nesse festival?

— Não seja um estraga-prazeres, maninho. E está se esquecendo de que não fui no do ano passado? O vovô disse que foi demais.

— Claro… se considerar ficar bebendo até o sol raiar como demais — murmurou Yuuto.

— Claro que sim. Ainda não acredito que perdi na competição de bebedeira pro velho Nakajima dois anos atrás.

— Tá, que seja — disse Yuuto, e Seiji sorriu.

— Ah, qual é, querido. Anime-se e vamos aproveitar — disse o pintor, com uma voz revigorada.

— Tá… — O professor sorriu um pouco. Mas, ao olhar em volta, seu sorriso sumiu.

A estação de trem na sua cidade não era grande, então ele logo encontrou seus avós. O casal de idosos olhou para eles e acenou, com grandes sorrisos.

Com uma expressão vazia, Yuuto acenou de volta.

— E lá estão eles…

Yuuka sorriu e acenou para eles.

— Ei, Seiji, se lembra da melhor forma de se apresentar? — perguntou ela enquanto eles iam até o casal de idosos.

— O que estão cochichando aí? — perguntou Yuuto, aos sussurros preocupados. Ele tinha um mau pressentimento.

— Claro, Mana. Ficar de joelhos e agradecê-los por criar o Yuuto. E também que jamais tive uma transa melhor do que a com ele — sussurrou Seiji, erguendo o polegar para a mulher.

— Quê? Ficou louco? Não pode falar isso pra eles!

Yuuto sabia que eles só estavam brincando com ele. Mesmo assim, foi impossível não entrar em pânico. Ele já estava nervoso demais, e seu estômago apertado demais para ficar calmo.

— Oi, vovô, oi, vovó! Há quanto tempo! — disse Yuuka em voz alta, ignorando completamente seu irmão mais novo enquanto abraçava os avós.

— Oi — disse Yuuto em voz baixa, forçando-se a sorrir para eles. Então ele gesticulou para o artista ao seu lado. Vamos acabar com isso logo… — Esse é o Seiji… meu namorado…

A senhora de idade mostrou um sorriso gentil para o jovem. O senhor, porém, encarou Seiji sem demonstrar qualquer expressão. Apesar disso, ele parecia imponente. Eram quase da mesma altura, mas até o artista aprecia ficar menor perto do senhor de idade.

— Então você é o famoso Akaishi Seiji — disse ele, com uma voz grave, após um bom tempo. — Escutei muito de você…

— É-É um prazer conhecê-lo, senhor. Você também, senhora — disse Seiji, nervoso, fazendo uma reverência desajeitada. Então tirou dois presentes da bolsa e entregou a eles. — Trouxe um presente. É um sakê de 200 anos da coleção do pessoal do meu avô. E aqui estão alguns chocolates da Bélgica. E-Espero que sejam do seu agrado.

Yuuto só conseguia encarar tudo em silêncio. Ele estava nervoso demais e sua boca seca demais para dizer qualquer coisa.

— Você tem bom gosto pra presentes — disse o avô com uma voz grave que não revelava se ele tinha gostado ou não. — Mas presentes caros não importam quando você está com meu primeiro e único neto…

Seiji engoliu em seco e prendeu o fôlego. Apesar de tentar manter a mesma expressão, Yuuto sabia que seu namorado estava ficando cada vez mais nervoso.

— Vovô — disse a esposa do senhor em voz baixa, ainda sorrindo.

— Não se preocupe, querida. Eu só queria me certificar de que ele é um bom moço pro nosso Yuuto. Mas está tudo bem… Eu vou descobrir nos próximos dias — disse o senhor de idade, sua voz ameaçadora, apesar de baixa.

Mas Yuuto tremeu quando ele soltou uma risada fraca. Ele está tratando o Seiji do mesmo jeito que tratou o noivo da Yuuka-mee quando ela o trouxe, lembrou o professor.

— Por que ele está agindo desse jeito? — perguntou Yuuto para a avó em voz baixa enquanto eles iam para o carro.

— Ele quer se certificar de que você está feliz com esse rapaz— disse ela. — Não se preocupe. Ele só está fazendo um showzinho. Vamos voltar e almoçar…

— Foi pior do que pensei que seria — sussurrou Seiji para o professor quando ficaram sozinhos para colocar as bolsas no antigo quarto de Yuuto.

Apesar do rosto cansado do namorado, o cosplayer não podia conter o sorriso. O avô ficara perguntando algumas coisas a Seiji durante a viagem de carro. É bem como da vez em que ele conheceu o namorado da Yuuka, pensou.

— Esperava o quê? — perguntou, aproveitando a situação bem mais agora.

— Não sei… É só a segunda vez que conheço a família de alguém que estou namorando… Nunca experimentei um interrogatório desses… e pensar que ele perguntou se namorei outros rapazes…

— Não era você quem queria vir de todo jeito? Não sei por que está assim. Foram só algumas perguntas — disse Yuuto, sem se incomodar em esconder quanta diversão estava tendo ao ver seu namorado suar.

— Só algumas? Nunca fui interrogado daquele jeito. — Apesar do sussurro baixo de Seiji, ele não conseguia conter o desespero na voz. — Graças aos céus que seus avós moram perto da estação. Eu não ia conseguir responder mais perguntas.

Yuuto se esforçou para conter a risada.

— Está tudo bem. Acho que o vovô provavelmente só vai perguntar mais algumas coisas durante o almoço.

— Quê? — gemeu Seiji. — Tem mais?

— Só vou deixar avisado. Minha irmã provavelmente esperava algo do tipo. Já que o noivo dela não veio, ela queria que alguém tirasse a atenção dela.

O rosto do artista se iluminou com compreensão.

— Fui tapeado! É por isso que ela forçou tanto isso…

Dessa vez Yuuto nem tentou conter o riso.

— Pois é. Ria tudo que quiser enquanto eu sofro aqui…

— Tudo bem, pode deixar que vou. — Yuuto ignorou o choramingo do namorado.

Seiji soltou um grande suspiro.

— Ao menos a parte mais difícil já foi…

— Ei, não fique assim. Ainda tem todo o festival — disse Yuuto enquanto levava Seiji para seu antigo quarto.

Depois de colocaram as malas na única cama disponível, o artista olhou em volta.

— Então esse é o seu quarto…? — perguntou lentamente.

— Sim. Por quê? O que tem nele?

— Nada demais…

O quarto era maior que o atual de Yuuto, mas parecia apertado com toda a pilha de livros. Porém não era desorganizado de forma alguma.

Seiji caminhou até as pilhas mais próximas e pegou o mangá no topo. Ele abriu e folheou as páginas.

— Sei que você ama ler, mas não acha que é um pouco demais?

— Nem um pouco. — Yuuto sorriu enquanto notava qual mangá Seiji havia pego; ele leu tanto aquele volume que a capa estava desgastada. — Quando não estava brincando com meus amigos, eu estava quase sempre lendo no meu quarto.

— Hum… isso é um tanto surpreendente — disse o artista, colocando o mangá de volta.

— Por quê?

— Não sei… por algum motivo, sempre imaginei você como um otaku dos mais fortes. Sabe, dos que leem o mangá até a hora dos animê começar. Aí ficam acordados até tarde para assisti-lo na estreia em vez de reprises… coisas do tipo.

— Ei, isso é rude! — disse Yuuto, fingindo estar ofendido. — Eu só comecei a gostar de animês depois de começar a fazer cosplay. Acho que só assistia animês que eu já tinha lido o mangá.

— Jura…? — murmurou Seiji, olhando os arredores de novo. Seus olhos pararam em um pôster perto da cama. — Ei, é aquela autora que você gosta. Lembro de você falando dela durante as aulas… espera, isso foi autografado?

— Ah, sim… nossa, que saudades. — O sorriso de Yuuto ficou nostálgico. — Quando fiquei sabendo que ela ia fazer uma sessão de autógrafos na região, eu simplesmente tinha que ir. Foi uma viagem de cinco horas para chegar lá.

— Cinco horas? — Seiji não conteve sua surpresa.

— É. Cinco para chegar lá, cinco para voltar. Minhas pernas estavam me matando. Mas valeu a pena. Na época, não tinha trem direto, então tive que passar por uma trilha montanhosa com a minha bicicleta. Portanto foi uma daquelas oportunidades de agora ou nunca. O vovô ficou tão bravo que me deixou de castigo por dois meses…

A memória voltou com tudo para Yuuto. Mas ele se impediu de ficar nostálgico quando voltou-se para Seiji e viu o namorado sorrindo.

— Que foi?

— Nada… É só que sempre imaginei que você era uma criança comportada e tudo mais. Nunca desobedecia seus avós e tal… mas acho que você foi bem malcomportado — disse, com o sorriso aumentando.

— Até eu aprontava umas coisas. Não ache que sempre fui um bom menino…

Yuuto envolveu os braços em volta de Seiji e o puxou para baixo, a fim de beijá-lo.

O artista o beijou de volta, mas depois parou e se afastou, olhando para a porta aberta.

— E se seus avós nos verem?

— O lance todo de você vir não era para que eles conhecessem meu namorado? Acho que já suspeitam que eu faço coisas desse tipo com você o tempo todo.

Apesar de tentar deixá-lo menos ansioso, Yuuto não desgostou de ver aquele lado de Seiji. O rosto nervoso dele é tão engraçado… acho que é por isso que ele gosta tanto de me provocar.

— Eu sei, mas… saber e ver acontecer são duas coisas diferentes… Não é todo dia que você vê seu neto beijando um rapaz… — Seiji encarou Yuuto de volta e depois ele olhou para o chão. — Só quero que eles gostem de mim — disse, em voz baixa e sincera.

Yuuto mostrou um sorriso gentil. Ele colocou uma mão na bochecha de Seiji e fez o artista olhar para ele de novo.

— Eu também quero…

Eles olharam nos olhos um do outro e se beijaram de novo.

— O almoço está pronto. — A cabeça de Yuuka surgiu no porta para dizer aquilo. Então ela sorriu ao ver a cena. — Mas isso parece bem mais interessante. Vou falar pra vovó que você está ocupado demais com a língua do namorado pra comer conosco.

— Bata antes! — Yuuto jogou um travesseiro na irmã, mas ela já sumira, embora sua risada ecoasse pelo corredor e no quarto deles.

Seiji riu enquanto o professor ficava vermelho e apontava para o travesseiro. Ele colocou na cama e olhou para o namorado de novo. Houve um instante de silêncio e depois eles riram ao mesmo tempo. O clima foi arruinado graças à mana, pensou Yuuto, se arrependendo de ter conseguido apenas que um beijo na hora.

— É hora do round dois — disse o artista com uma voz derrotada.

— Sim… mas foi você quem quis isso, devo lembrá-lo — disse Yuuto, arrastando seu namorado amedrontado para fora do quarto…

A comida da avó dele, como sempre, era deliciosa. Mas a sensação nostálgica e mais uma rodada de perguntas para o Seiji fez a refeição ficar ainda melhor para Yuuto. E não só isso, houve até umas alfinetadas na Yuuka por ganhar uns quilos e seu noivado de já um ano que não tinha previsão para o casamento.

Enquanto os avós contavam as novidades das pessoas da cidade para os netos e Seiji, uma voz ecoou da casa ao lado.

— Eiii, Daisuke — gritou um homem. — Está me ouvindo ou já ficou surdo?

O velho rolou os olhos e murmurou algo como “eles não conseguem fazer nada” enquanto ia abrir a porta lateral.

— O que foi, sua múmia decrépita?

— Tem um problema com as encomendas — disse o vizinho.

— Quê? Esse povo da cidade sempre ferra com as coisas — murmurou, balançando a cabeça enquanto colocava suas sandálias de palha. Ele quase saiu, mas parou e se virou para Seiji. — Ei, bonitão. Venha comigo. Sangue novo é sempre bom.

Ele se afastou antes que Seiji pudesse responder.

O artista olhou para Yuuto com a boca aberta, mas não disse nada. Seu rosto não podia ser mais óbvio: ele não sabia o que fazer.

O professor ficou com uma expressão séria enquanto mostrava o dedão erguido para ele.

Aceitando seu destino, Seiji gemeu e seguiu o avô de seu namorado.

— Isso foi mais divertido do que eu me lembrava — disse Yuuka, comendo um doce enquanto Yuuto virava-se para a TV. — Esqueci como era legal ver o vovô mandando aquela encarada para assustar os rapazes. Foi bom vê-lo fazendo isso com seu namorado, maninho. Agora sei por que você gostava tanto.

— É… não posso discordar — disse Yuuto, sorrindo, tímido.

— Ele sempre gostou de assustar os rapazes que você trazia, Yuuka… mas ele pegou um pouco mais pesado com seu noivo — disse a avó, balançando a cabeça. Apesar disso, ela sorria.

Yuuto se virou, com as sobrancelhas erguidas.

— E você fez o mesmo com as minhas namoradas — lembrou o professor.

— Fiz…?

— Fez sim… Ainda lembro do quão cruel você foi com a Yuki-chan.

— Não fui cruel… Só quis saber se ela podia cozinhar e limpar direito — disse a senhora de idade. — Só estamos conferindo se vocês estão namorando pessoas boas. Só isso. Não queremos ser cruéis.

— Tá, sei — zombou Yuuka. — Lembro da mãe dizendo que o vovô fez o mesmo com o pai quando ela o trouxe pela primeira vez.

— Ah, sim… — A avó mostrou um sorriso gentil enquanto seus olhos perdiam o foco. — Agora que você me lembrou, acho que a Rika trouxe o seu pai na época do festival também… Aposto que o vovô vai fazer o Seiji-kun passar pelo mesmo…

— Quê? Sem chance de eu perder isso — disse Yuuka, com um sorriso maldoso. Ela se levantou, colocou o casaco e correu atrás dos homens.

A senhora de idade suspirou e colocou uma mão na bochecha.

— A Yuuka ainda tem esse péssimo hábito…

Yuuto ficou quieto. Ele olhou para a porta lateral por onde Yuuka acabara de sair. Eles não vão voltar tão cedo, né…? Então é a hora perfeita para termos a conversa… O professor pressionou os lábios enquanto olhava para a avó pelo canto dos olhos.

— Ei, vovó… — Quando ela se virou para ele, ele perdeu a voz… É mais difícil do que pensei, ele pensou enquanto lutava para achar as palavras certas. — Hã… O-O que você acha de… de eu… namorar um homem? — perguntou ele em voz baixa, quase inaudível.

Yuuto não podia encará-la. Sabia que a avó o amava, e é por isso que ele tinha medo da reação dela. E se ela achar que eu sou estranho ou errado…? Não sei se poderei suportar…

A senhora de idade ficou quieta por um bom tempo.

— Yuuto — disse ela em voz baixa.

O professor reconheceu o tom na mesma hora. Ela só usava aquele tom quando queria que ele olhasse nos olhos dela. Com esforço, o professor ergueu a cabeça para dar de cara com o olhar da avó.

— Você está feliz com o Seiji-chan?

— Sim — respondeu Yuuto imediatamente, um sorriso gentil apareceu nos lábios dele. Antes que soubesse, ele não tinha como ficar calado. — Sou muito feliz com o Seiji. Eu nunca pensei em me apaixonar por um homem, muito menos um ex-aluno meu. E jamais pensei que sentia tanta felicidade graças a uma única pessoa.

— Então isso é tudo que importa — disse ela, mostrando um sorriso caloroso. — Sei que você estava com medo de trazê-lo. Tem pessoas que acham esse relacionamento estranho, mas, se você está feliz, nada mais importa.

— Obrigado. — Yuuto sentiu o alívio dominá-lo. E as lágrimas vieram junto.

A senhora caminhou até o lado dele e o envolveu o neto com os braços.

Yuuto chorou um pouco enquanto devolvia o abraço.

— Eu só queria que você tivesse nos contado. Descobrir isso com um artigo e fotos de revistas foi um pouco…

— Eu estava planejando contar! — completou Yuuto, rapidamente e limpando as lágrimas. — Eu queria contar durante o festival, mas a Yuuka e o Seiji me passaram a perna! E agora aposto que a cidade toda já sabe…

— Não ligue para os outros. E, sim, você está certo. Todo mundo já sabe — disse ela, rindo e acenando com a mão. Após mostrar um sorriso maldoso que a tornava bem mais nova. — E meio que é minha culpa…

— Quê? Como? — Yuuto olhou para ela, sem acreditar.

— Acabei mostrando a foto em que o Seiji-chan te carrega vestido de noiva pra todo mundo. Vocês estavam tão lindos que não tive como ficar sem me gabar — disse ela, com um sorriso parecido demais com o de Yuuka.

Então é daí que a mana tirou seu lado sádico, pensou Yuuto, desviando o olhar. Apesar de tudo, ele não conseguia ficar bravo com a avó.

— Ah, que droga. Já foi. E, além do mais, se todo mundo já souber, eu posso andar com o Seiji sem me preocupar das pessoas descobrirem. Graças aos céus que temos a primeira prefeita abertamente lésbica do país aqui.

A senhora de idade pressionou os lábios. Ela olhou para a porta aberta e se aproximou do neto.

— Sobre a Miki-chan — disse, em voz baixa. — Não espalhe por aí, mas, antes de voltar pra a cidade e ser eleita, ela tentou se matar.

Yuuto arregalou os olhos. As palavras da avó permaneceram no ar por muito tempo. Eu não fazia ideia…

— Foi porque…

— Não, não foi porque ela gosta de garotas — adicionou ela, acenando ao mesmo tempo. — Bom, foi parte do motivo, eu acho…

— Como assim?

— Ela… ela sofria muita pressão no trabalho. Os pais sempre colocavam as expectativas nela. Mas, trabalhar para uma companhia suspeita enquanto escondia seu verdadeiro eu… era muito pra coitada. Eles a encontraram quase…

Ela parou de falar enquanto fechava os olhos. Demorou um pouco para que continuasse.

— Após tudo, ela voltou para a cidade, ia viver com os avós. Agora está feliz com sua parceira. Elas estão aguardando a terceira criança, enquanto fazem um ótimo serviço na melhoria da cidade — terminou, sorrindo.

— Eu não tinha ideia… — Toda vez que a via nas notícias, pensei somente que ela era uma pessoa incrível que jamais hesitaria…

— É por causa dela que eu e seu avô não temos problema com seu relacionamento com o Seiji. Se você estiver feliz, é tudo que importa.

— Obrigado, vovó — disse, abraçando-a de novo.

Após isso, Yuuto e sua avó trocaram técnicas de costura e cuidaram de algumas roupas velhas.

Algumas horas depois, a risada grave do avô de Yuuto preencheu a casa.

— Mas né que você tem habilidade com as mãos! É mesmo um artista! — gritava ele, batendo nas costas de Seiji. — Ei, voltamos!

— Querido — disse a avó. — Espero que não tenha feito o pobre trabalhar muito…

— Besteira — disse o senhor, batendo nas costas de Seiji de novo. A cada batida, o artista parecia prestes a desabar. — O rapaz salvou o dia pra valer. Ele terminou os painéis e a arte do cartaz. É incrível! Nunca pensei que terminaríamos há tempo após esse povo da cidade ferrar com as entregas.

— Nunca vi seu namorado suar tanto. — Yuuka disse para Yuuto. — Deveria ter visto. Ele quase ficou paralisado, segurando o pincel sob dezenas de olhares dos velhotes. Foi hilário.

— Que bom que você gostou, mana — disse Seiji com a voz seca, quase aos prantos.

— Também tenho boas notícias — anunciou a avó, sorrindo. — Olhe só o que encontramos. — Ela mostrou duas yukatas rosa escuro.

— Nossas velhas yukatas — disse Yuuka. — Que saudades… Yuuto não queria usar, mas eu forcei ele…

— Ora? É só isso?

Yuuka inclinou a cabeça para a senhora de idade.

— Vocês dois não lembram mesmo? — Ela perguntou para os irmãos. Eles trocaram olhares e então negaram com a cabeça, juntos. — O Yuuto usou isso quando conseguiu o primeiro namorado.

— O quê?

— O quê?

— O quê?

 Yuuto, Yuuka e Seiji perguntaram todos em coro.

— D-Do que você está falando, vovó? — perguntou Yuuto, nervoso. — O Seiji é meu primeiro namorado… Eu saberia que fosse gay antes de ter conhecido ele…

— É, eu jamais esqueceria algo do tipo — disse Yuuka, animada de repente.

— Não acredito que esqueceram — disse ela, balançando a cabeça. — Foi quando o Yuuto tinha onze ou doze anos, acho. Os dois cresceram bastante no verão e não cabiam nas yukatas mais. Então eu fiz uma nova para a Yuuka, mas aí pensei que seria uma gracinha que os dois usassem yukatas combinando, por isso acabei costurando uma yukata de garota para o Yuuto também…

— Acho que lembro de algo assim… — disse o professor, tentando se lembrar daquele verão, mais de uma década atrás. — Lembro de reclamar muito porque não queria usar roupas de menina…

— Não me lembro de nada — disse Yuuka, acenando a mão para calar o irmão. — Continue, vovó.

— Então, eu fiquei interessado nesse outro namorado dele — disse Seiji, sem conter sua curiosidade.

Com um sorriso que mostrava quanta diversão estava tendo, a avó continuou.

— Após Yuuto colocar a yukata, vocês dois foram se divertir no festival com seus amigos. Naquele verão, o neto dos Katamura passou o verão aqui. Quando viu Yuuto vestido de garota, ele se confessou na mesma hora, dizendo que foi amor à primeira vista. Ele ignorou quando Yuuto disse que era um menino e disse que os dois eram namorados por toda a última semana de verão.

— Ah, é. É mesmo! Lembrei! Como pude esquecer isso? — exclamou Yuuka, tão feliz que não podia parar de sorrir. — Foi por causa daquele dia que eu me interessei por BL!

— Então você teve mais namorados antes de mim — murmurou Seiji ao lado de Yuuto, fingindo ficar triste. — Pensei que era o seu primeiro…

— Não é nada do tipo… Eu não… nós nem nos beijamos… — Yuuto corou e balançou a cabeça.

O cosplayer arregalou os olhos. Espera, ele me beijou! Ele me disse que tinha um presente pra mim e falou pra eu fechar os olhos. Aí me beijou antes de sair correndo! Yuuto corou ainda mais. Eu me esqueci do meu primeiro beijo… e foi com outro garoto…

O senhor de idade riu de novo.

— Ah, sim, tinha algo do tipo. Lembro do velho Kitamura reclamar disso. Portanto não é surpresa que o Yuuto trouxe um rapaz pra casa — disse ele, batendo de novo em Seiji. — Mas já é passado. Vamos pro banho antes do jantar.

Ele arrastou Seiji e Yuuto para o banheiro…

Depois do jantar, Yuuka e o avô dos dois foram ao centro da cidade para beber. A avó saiu para conferir algumas coisas para o festival.

Seiji e Yuuto ficaram em casa.

Eles estavam sentados na varanda, roçando os pés descalços contra a grama.

— Então, como foi seu primeiro dia na minha cidade natal? — perguntou Yuuto.

Seiji se virou para ele e respirou fundo.

— Cansativo demais — disse, deitando no colo do namorado. — Eu estava preparado no caso do seu avô não gostar de mim, mas não que ele me fizesse trabalhar como condenado…

Yuuto soltou uma risadinha.

— Mas é mesmo um garoto da cidade. Não aguenta um pouco de trabalho manual.

— Cala a boca — amuou-se Seiji.

Yuuto sorriu e olhou para as estrelas.

— O céu aqui é bem diferente.

— É mesmo. Parece outro mundo — disse Seiji, e ambos admiraram o céu por um tempo.

Antes que Yuuto notasse, ele acariciava o cabelo do namorado.

— Ei, Seiji… Eu não pensei que teríamos a casa só pra gente… Que tal se a gente… — Yuuto corou e não terminou a frase.

— Não, por favor… hoje não… — disse ele em voz baixa após mostrar um fraco sorriso. — Não tenho forças restando.

— Que tal se trocarmos de posição? Faz tempos desde a última vez…

— Aí eu não chegaria vivo até o dia seguinte. — Seiji soltou uma risada fraca.

— Hum? Do que você está falando?

— Digamos que… Estou cansado demais… Foi um dia longo — disse, evitando olhar para Yuuto.

O professor cerrou os olhos e o cutucou em várias partes do corpo.

— Está escondendo o que de mim?

— Ai. Para com isso!

— Não aguenta um pouquinho de serviço manual e transar? Que garoto da cidade nós temos aqui — disse o professor, provocando-o. — Me conta.

— Cala a boca.

Yuuto o cutucou mais, tentando encontrar os locais macios para fazê-lo falar.

Seiji tentou sentar, mas, com o corpo dolorido, ele caiu no jardim, levando o professor junto.

— O motivo de não trocarmos de posição hoje é que… Não aguento sua brutalidade hoje… não quando estou tão cansado…

— Como assim?

— Você… como explico? — Seiji fechou os olhos e considerou as palavras. — Você não é um amante tão gentil quando fica por cima.

— Quê? — Por algum motivo, Yuuto sentiu vontade de rir daquilo.

— É… Nunca usa loção o bastante, não massageia o bastante, e não me ouve quando peço para ir mais devagar. Acabo todo doído no dia seguinte… — Seiji corou e desviou o olhar. — Sem mencionar que você arranha minhas costas…

Yuuto olhou para ele e depois riu.

— Mas é um fracote…

O professor rolou e acabou por cima do namorado, encarando-o nos olhos. Então ele beijou o homem que amava.

— Eu te amo — sussurrou Seiji com um sorriso fraco.

Yuuto corou.

— Eu sei.

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Espero que tenham gostado.
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