[PT] O nadador 31

Por pouco que a greve dos caminhoneiros não atrasam com o cap XD
Mas falando sério, espero que gostem do cap 31 de O nadador e o assistente

 

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O Nadador e o Assistente 31

Apesar de toda a vergonha que sentia, Nelson não conseguia parar de sorrir.

Após o beijo de boa sorte de Cris, a mente do nadador teve dificuldade para voltar a funcionar direito. Quando conseguiu, viu-se no refeitório, na fila para pegar o café da manhã, e deixara assistente no quarto.

Nelson ficou tão distraído que nem percebeu o que colocara no prato. Após passar o cartão do clube, ele olhou para baixo e pressionou os lábios, tentando e falhando em conter o riso. Claro… Bananas, pensou, com um sorriso estranho.

Enquanto procurava um assento à sua volta, viu uma mão acenando para ele no meio de inúmeros atletas de esportes aquáticos.

— Bom dia, bela adormecida — disse Marcelo, mostrando um estranho sorriso enquanto Nelson caminhava até ele.

— E aí — respondeu ele em voz baixa.

— E ontem a noite? Você tem sorte, colega — perguntou Marcelo com uma voz aguda forçada.

Nelson quase derrubou a bandeja da mesa. Ele olhou para o sorriso do melhor amigo. Não… Não tem como ele saber o que… acabou de acontecer entre mim e o Cris…

— D-Do que você está falando…? — perguntou Nelson, não conseguindo manter a voz normal. Merda…

— Do quê? Da nossa festinha ontem. Tem outra coisa? Digo, eu sabia que o Cris é legal e tal, mas pensar que ele também era bom no videogame. Vou te falar, você arrumou o pacote completo.

Nelson engasgou com os ovos. Ele bateu o punho no peito enquanto bebia leite.

— Vai com calma. Não precisa engolir esses ovos com pressa. Eles não vão sair daí — disse Marcelo, sorrindo.

— Você é um verdadeiro comediante, sabia?

— O que foi que eu fiz? — Marcelo mostrou uma expressão confusa que fez Nelson saber na hora que era fingimento.

Nelson respirou fundo e mandou a raiva embora, para o desapontamento de Marcelo.

— Falando nisso, são várias bananas para o café da manhã — comentou o amigo, casualmente. — Ovos e bananas, hum? Será um sinal… — Ele colocou uma mão no queixo e murmurou em voz alta.

Nelson quis rir e bater no amigo, tudo ao mesmo tempo.

— Para com isso, vei — disse, olhando em volta e se certificando de que ninguém ouvia a conversa dos dois. — Sei que você está doido pra falar, mas não é como se eu fosse…

— Gay? Ah, vei, Nelson — falou Marcelo com a voz baixa e no tom normal. — Você está apaixonado por um cara. Se isso não te faz a palavra G, sei lá o que vai.

— O Cris… ele não é um cara qualquer… ele é um cara, mas… sei lá… — Nelson encarou sua comida.

— Ele é um cara. E você gosta dele. Isso não vai mudar, não importa o que você diga.

— Acho que você está certo… uma vez na vida… só nunca pensei que acabaria me apaixonando por um cara e virando… — Nelson pressionou os lábios, lutando para dizer a palavra.

Marcelo suspirou.

— Eu já disse e vou repetir. Não tem problema em se aceitar. Não vou dar nenhuma festa por causa disso. Mas também não vou me afastar ou reunir pessoas e rezar por sua alma pecadora. Não importa de quem você goste, continuará sendo meu amigo e rival que não consegue me vencer.

Essas palavras fizeram Nelson rir.

— Você é um idiota. Tem razão, mas ainda é um idiota. Acho que estou pensando demais nas coisas.

— Você? Pensando demais? Ah, não. Chamem os jornais. É uma novidade imperdível. — Marcelo solto seu sarcasmo enquanto revirava os olhos.

Nelson balançou a cabeça enquanto ria.

— Vou repetir. Você é o melhor amigo idiota que adora se envergonhar demais. Mas você consegue me deixar melhor sobre tudo isso. Me tratando como sempre.

— Você é um idiota se precisa pensar nisso — disse Marcelo, apontando o garfo para Nelson. — Vou te tratar do mesmo jeito porque você não mudou. Meu melhor amigo que é mais lento que eu dentro d’água. A única diferença agora é que você se apaixonou pelo Cris.

— Você ainda está bêbado de ontem? Só estou mais lento por enquanto. Quando eu estiver no auge, você nunca vai me vencer — disse Nelson, dando a última mordida nos ovos.

— Acho que o acidente mexeu com as suas memórias também, meu amigo. Da última vez que conferi, eu estava ganhando com folga.

— Agora tenho certeza de que você ainda está bêbado se está lembrando do que nunca aconteceu. Aproveite enquanto tem a vantagem, porque eu vou voltar. E quando voltar, nada vai me impedir de conseguir a medalha de ouro.

Marcelo riu, balançou a cabeça e se levantou com a bandeja vazia.

— Sim, você vai voltar. E logo, porque estou cansado de esperar.

Ele ergueu o punho para Nelson com um rosto sério.

O nadador sorriu por um instante. Depois mostrou uma expressão determinada e bateu seu punho no do amigo.

Após Marcelo colocar a bandeja acima da lata de lixo, ele voltou para a mesa.

— Eu sei que a sua cabeça está cheia com esse rolo entre você e o Cris, mas se lembre do que está em risco hoje. Quero que nós dois estejamos representando o Brasil pelo mesmo clube na Mundial do ano que vem e nas Olimpíadas.

— Prometo que a gente vai. E vamos vencer — disse Nelson, rindo para o amigo.

— Ótimo. Esse é o rosto de um amigo e rival. — Marcelo sorriu enquanto se inclinava de volta. Mas, antes de sair, ele agarrou uma das bananas da bandeja de Nelson. — Você não precisa disso tudo, né? Fica tranquilo, eu vou comer de lado — disse, antes de se afastar.

Nelson ainda estava balançando a cabeça e rindo mesmo após o amigo ir. Ele é um idiota, mas um bom idiota. Me fez lembrar que não é só o Cris que está me apoiando… Darei o meu melhor hoje, por ele e todo mundo, pensou o nadador antes de terminar o resto do café da manhã.

Quando restava apenas as bananas, ele as descascou com um sorriso estranho. Mas, prestes a comer a fruta, se lembrou de Cris e o rosto ficou vermelho. Após um instante de hesitação, ele comeu as bananas do jeito normal.

Eu que sou o idiota, pensou o nadador com um sorriso amarelo após terminar a maior parte das frutas. Estou apaixonado pelo Cris. Quero fazer muitas coisas com ele. Mas hoje, minha mente precisa entrar no modo competição. Preciso me focar só na natação agora, disse Nelson para si mesmo antes de voltar para o quarto.

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