[PT] Por Favor 2! 4

Para alegrar o último domingo do mês, aqui está o cap 4 de Por Favor.
Um dos caps mais fofos que já escrevi

 

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Por Favor 2! 4 – Acessórios são importantes

— Então esse é o famoso distrito otaku que você tanto fala — disse Seiji, tentando manter a expressão o mais neutro que podia enquanto olhava em volta.

— Sim, mas chame de Akihabara em vez de distrito otaku — disse Yuuto, sem se incomodar em conter a felicidade, agarrando-se ao braço do namorado com um grande sorriso. Não acredito que o Seiji concordou em vir pra cá. — Ou Akiba, se preferir.

— Prefiro manter qualquer comentário para mim. — O artista era discreto, mas ainda olhava para tudo e todos como se não acreditasse no que via. Sua expressão neutra quebrava sempre que via algo diferente demais. — Esses caras carregam armas de brinquedo?

Yuuto virou-se para onde Seiji olhava. Havia um grupo composto principalmente de homens e algumas mulheres segurando armas envolvidas com panos pretos e vestidos de camuflagem.

— Não são de brinquedo. São armas de airsoft. Acho que são jogadores de survival games — respondeu o professor antes que o namorado tivesse chance de perguntar.

— Tá… A camuflagem me pegou por um momento. Eu tava, tipo, nossa, cadê eles? — Seiji brincou e sorriu, mas não foi o bastante para esconder sua cara de “desisto”. Então ele se virou para Yuuto com um sorriso desconfortável. — Sendo franco, quando você sugeriu um encontro, eu estava pensando em algo mais…

Yuuto sabia do que o namorado falava, mas ainda fingiu estar confuso.

— Mais o quê? — perguntou com uma expressão inocente e curiosa. Como se eu não soubesse o que você quer, pensou, esforçando-se para conter o sorriso.

— Você sabe… menos disso… — Seiji gesticulou para a avenida de Akiba — e mais romântico e com a forte possibilidade de acabar em um motel ou algo do tipo.

— Ah… você quer ser todo romântico comigo… — Yuuto mostrou um sorriso gentil.

O pintor corou e desviou o olhar.

— É óbvio… você devia saber disso… — murmurou.

Yuuto aproximou-se dele, esperando até que Seiji olhou para ele novamente.

— E quem diz que não planejei um desvio pra um hotel mais tarde? — sussurrou, o sorriso ficando malicioso.

Seiji arregalou os olhos e pressionou os lábios para esconder o quão excitado estava.

— E se pularmos a parte do encontro e irmos direto pro motel?

— Parece tentador — disse Yuuto, assentindo com a cabeça enquanto pressionava os lábios. Após um tempo considerando, ele mostrou um grande sorriso para o namorado. — Ainda quero o encontro, como você me prometeu.

— Tudo bem — disse Seiji e deixou os ombros caírem, suspirando em derrota. Mas, apesar da atitude, ele ainda sorria. — Mas pode ao menos me contar por que veio vestido de garota?

Yuuto olhou para suas roupas e abriu os braços para mostrá-las a Seiji.

— Não acha fofas? São só algumas roupas de vários cosplays que reuni. Fiquei um tempão escolhendo algo que você fosse gostar para o nosso primeiro encontro após tanto tempo…

O professor parou de sorrir e abaixou os braços e olhos, parecendo inconsolado. Sabia que Seiji perceberia que era encenação, mas o artista ainda apressou-se em consolar o namorado.

— Você está fofo — disse, inclinando-se para beijar Yuuto. — Ainda que não seja o Yuuto ou a Yuuno, agora você é o namorado mais fofo que eu já tive.

— Correção: eu sou o único namorado que você já teve. — Yuuto sorriu e corou.

Seiji riu de novo.

— O melhor, mais fofo e quem me deixa mais doido e feliz de todos! — Ele beijou Yuuto de novo, mais apaixonadamente dessa vez.

Por um momento, o cosplayer pensou que o namorado esqueceria que estavam na rua. Ele tentou terminar o beijo, mas sua mente parou de funcionar direito, perdendo-se naqueles lábios que tanto amava.

Seiji separou os lábios dos dois tão rápido quanto os uniu.

— Você ainda não respondeu por que está vestido de garota — lembrou ele.

Yuuto piscou e tentou parar de sorrir, mal notando os olhares que recebeu.

— Ah, bem… — Ele limpou a garganta e ergueu um dedo. — Tem alguns motivos. Primeiro, se eu viesse vestido de Yuuto, receberíamos mais atenção do que eu gostaria. — Especialmente atenção de pessoas como a minha irmã. — Segundo, não estou vestido de Yuuno porque as pessoas me reconheceriam…

— Imagine o escândalo. Yuuno-tan tem um encontro com o namorado misterioso — murmurou Seiji, sorrindo.

— E não quero isso hoje, só quero aproveitar um encontro com meu namorado — terminou Yuuto, como se nunca tivesse sido interrompido, embora também sorrisse.

— O que você acha que chocaria mais os otakus? Descobrir que você é um homem ou que tem um namorado gostoso e boa pinta como eu?

— Ei, escutou o que aquele cara disse? — Uma mulher de um grupo que passava por eles falou.

— Quem?

— Aquele cara alto bonito. Ele disse que a garota linda ao lado dele é um homem e o namorado dele.

— Sem essa. — As quatro viraram as cabeças, sorrindo excitadas para Yuuto e Seiji.

Eles fingiram não ouvir, mas era difícil esconder a vergonha em seus sorrisos.

— Um casal BL de verdade?

— Não precisamos perguntar quem é o Seme e quem é o Uke — disse a primeira e as outras riram. — O seme é tão gostoso… aposto que eles transam todo dia e o Uke mal consegue ficar de pé de vez em quando.

— Isso. Ele fica sem ar e todo suado e… — As vozes sumiram enquanto elas se afastavam. Mas não sem antes direcionar mais olhares aos dois.

— Elas não estão erradas. — Seiji olhou para Yuuto com um grande sorriso.

— Calado. — O professor desviou o olhar, de bochechas vermelhas, tentando conter o sorriso. Ele estava com medo das pessoas tratarem Seiji de um jeito diferente por ser gay, mas, mesmo assim, gostava da ideia das pessoas os reconhecendo como um casal.

— É essa a atenção estranha que você temia?

— É — respondeu Yuuto —, meio que sim, de todo jeito.

— Por que ficou com vergonha? — Seiji inclinou a cabeça, confuso. — Elas só erraram o “de vez em quando” porque eu sempre te deixo sem fôlego e suado e mal podendo ficar de pé.

Embora ele amasse aquilo, Yuuto cobriu o sorriso convencido e fofo de Seiji com uma mão.

— Você só está sorrindo porque te chamaram de gostoso.

— Ah, falaram isso? — Seiji fingiu estar surpreso, olhando para a direção aonde as mulheres foram. — Não estavam erradas, estavam?

— Não… — Yuuto murmurou e desviou o olhar, ainda mais vermelho.

Seiji riu e inclinou-se para beijar Yuuto de novo.

— Não ligo de sair com você vestido de garota ou garoto. Só gostaria de beijar meu namorado sem precisar me preocupar em ser pego ou o que as pessoas podem dizer se virem dois caras namorando.

Yuuto abaixou o olhar. Eu sabia que isso incomodava o Seiji…

— Ei, que tal começarmos logo o encontro?

O cosplayer ergueu o olhar com um sorriso animado.

— Vamos lá, tem tanta coisa que quero te mostrar — disse, arrastando o namorado pela mão.

Yuuto levou Seiji para todos os lugares, mostrando ao homem que amava suas partes favoritas do distrito que o alegrou tantas vezes.

— Poderia parar de fazer biquinho? — implorou Seiji com a voz cansada.

— Não estou fazendo bico… é só que… não foi o que eu esperava, só isso — reclamou Yuuto enquanto ele caminhava alguns passos na frente do artista.

— Poderia deixar isso pra lá? — Seiji acelerou o ritmo para caminhar ao lado de seu namorado. — Você conhece minha família.

— Eu só pensei que você ficaria envergonhado num maid café, só isso — disse Yuuto, balançando a cabeça. — Do contrário, meu namorado ficou tão confortável que não ficou vermelho uma única vez. Nem quando as maids colocaram o feitiço de “fique delicioso” na comida dele.

— Está mesmo tão irritado por não ter me visto envergonhado? — Seiji perguntou e depois suspirou. — Por que não pensou que eu estivesse acostumado com empregadas? Tem muitas na casa da minha família… embora não sejam como aquelas garotas.

— Agora que você falou, eu devia ter pensado nisso…

Yuuto suspirou de novo e balançou a cabeça para ignorar o sentimento. Eu queria tirar uma foto dele todo vermelho… Sei que é idiota ficar chateado com isso… A gente tava se divertindo tanto até agora.

— Tem razão. Desculpe por me comportar daquele jeito — disse Yuuto, segurando a mão de Seiji. — Vamos pro último lugar. Deixei o melhor pro final.

— O que é? — perguntou Seiji, mas ainda se deixou ser arrastado por Yuuto, que não percebeu que o outro também sorria.

Sem responder, o cosplayer levou o artista pelas ruas familiares até que eles pararam na frente de um restaurante de ramen.

— Chegamos.

— Ramen? Já está com fome depois do maid café? — Seiji olhou para o restaurante e depois para Yuuto.

— Não é aquele restaurante. Olhe de novo. Com mais atenção.

Seiji apertou os olhos e olhou o restaurante de novo, mas ainda não viu nada além de um restaurante de ramen.

Yuuto o puxou um passo para o lado, fazendo o namorado encarar o pequeno beco perto do restaurante.

— Escadas…? Tem uma loja no andar de cima?

— Sim. Uma das minhas lojas favoritas em Akiba, não, no mundo todo. — Yuuto mal conseguia conter sua alegria enquanto arrastava Seiji. Depois de subirem as escadas, ele mordeu os lábios para esconder sua alegria antes de abrir a porta. — O que acha?

Yuuto manteve os olhos em Seiji, esperando para ver que tipo de reação o namorado faria. Da entrada até os fundos, fileiras e mais fileiras de cabides com várias roupas, indo de uniformes escolares até roupas que mal cobriam qualquer coisa. Estantes com material de costura e ao fundo, atrás da caixa registradora, uma grande seleção de perucas.

— Uma loja de cosplay? — perguntou Seiji, escondendo a surpresa, virando a cabeça em todas as direções.

— Corrigindo: a melhor loja de cosplay de toda Akiba — disse uma voz saindo de algum lugar de dentro da loja. Do meio das várias fileiras de roupas, apareceu uma jovem com cabelo azul e de uniforme escolar.

— Bem-vindos à minha humilde loja. Ei, Yuu-chan — cumprimentou ela e então sorriu para o professor.

— Mestra! — O rosto de Yuuto se iluminou quando viu a mulher. Ele caminhou até ela, sorrindo. — Faz muito tempo!

— Faz sim. Da última vez que te vi, você não era nada além de um garoto fofo que queria se aprofundar na arte do cosplay. Agora, olhe só. Transvestindo-se mesmo sem ser para cosplay. As coisas mudaram muito — disse ela, tocando o peito como se emocionada pela evolução do discípulo.

— Não foi tanto tempo. Nos vimos no ano novo — disse Yuuto, rindo. Então ele acenou a mão para as roupas. — E tem um motivo para isso.

— Consigo ver o motivo. — A mulher cutucou Yuuto na bochecha enquanto conferia Seiji. — Com um namorado desses, entendo completamente que se esqueça de sua velha mestra.

Yuuto riu e caminhou até a entrada para arrastar Seiji para dentro.

— Permita-me introduzi-los. Seiji, essa é minha mestra, Kunisaki Haruno. Foi ela quem me ensinou tudo que sei sobre cosplays. Mestra, esse é Akaishi Seiji, meu namorado. — O cosplayer corou e segurou a mão do pintor, seu sorriso aumentando ao dizer aquilo.

— Então finalmente encontro o namorado do qual muito ouvi falar esses tempos — disse a mulher, séria de repente. — Espero que esteja tratando meu lindo discípulo bem.

— Estou. — Apesar de sua surpresa inicial pela loja e a dona, Seiji se recuperou e fez uma reverência para a mulher. Então mostrou seu sorriso malicioso enquanto olhava para Yuuto. — Eu me certifico de que ele vá dormir feliz toda noite.

O rosto de Yuuto ficou com uma tonalidade alarmante de vermelho. Ele puxou o braço de Seiji.

— Por que você sempre precisa me deixar com vergonha em toda chance que tem?

— Apenas digo a verdade e nada mais que a verdade — disse Seiji, rindo.

— Bom ver que você está feliz, Yuu-chan. E é um prazer conhecê-lo, Seiji-kun. Espero que minhas habilidades façam justiça a você. — A mulher também riu.

— O quê? Habilidades…? — Seiji olhou a mulher e depois seu namorado. — Do que ela está falando?

Yuuto desviou do olhar dele, certificando-se que olhava para qualquer lugar menos para o homem ao seu lado.

A mulher virou-se para Yuuto logo, tentando conter o sorriso.

— Você não contou pra ele.

Yuuto mostrou um sorriso amarelo e coçou a bochecha.

— Porque eu sabia que ele poderia recusar se eu tivesse contado.

— Que namorado travesso você tem, Seiji-kun. E pensar que eu criei um discípulo que faz isso — disse, balançando a cabeça.

— Do que os dois estão falando? — Seiji ficou olhando entre a mulher e Yuuto.

— O motivo pelo qual Yuu-chan o trouxe hoje foi pro seu cosplay.

Yuuto fez tudo que podia para não encontrar os olhos do artista. Mas ele ainda sentiu o olhar no topo da cabeça.

— Yuuto. Olhe para mim.

— Não quero. — Ele se esforçou para esconder o sorriso, mas estava prestes a rir.

Seiji o cutucou nas duas bochechas, torcendo o dedo.

— Você nunca disse nada sobre eu fazer cosplay hoje.

— É porque você teria dito não se eu tivesse contado. Por isso mantive essa parte do nosso encontro um segredo. Nunca menti para você.

Seiji caminhou em volta para olhar para o rosto de Yuuto, mas o professor desviou o olhar. Ele suspirou e deixou pra lá.

— Tudo bem. Prometi que faria cosplay com você de qualquer jeito. — Seiji voltou-se para a loja, olhando para tudo que podia. — Não ligo de comprar um cosplay, mas pensei que você quem faria o meu.

Yuuto sorriu e abraçou Seiji.

— E eu vou. Estamos aqui para comprar a peruca e acessórios.

— Peruca…? Acessórios…? — Seiji pressionou os lábios enquanto olhava para a loja novamente. — É mesmo necessário?

— É sim! Por isso, por favor, mestra, mostre o que precisamos.

— Então venham por aqui, por favor.

A mulher os levou para um dos cantos da loja. As prateleiras naquela área estavam cheias com variedades de armas feitas para cosplay, indo de lanças até lâminas laser, de arcos e flechas até armas de tiro futuristas, diferenciadas por tamanho. Yuuto correu até a parte com espadas, pegando alguns sabres e lâminas pequenas.

— Então vou mesmo fazer cosplay de um pirata — disse Seiji depois do cosplayer passar os acessórios para ele.

Com uma mão, ele segurou um sabre com proteção em volta do cabo. Na outra mão, ele tinha um chapéu de pirata azul. Seiji olhou para os acessórios e depois para seu namorado. Sob a expressão ansiosa de Yuuno, ele suspirou e colocou o chapéu.

— O quão ridículo pareço? — perguntou com um rosto vazio.

— Sem o resto do cosplay, um tanto — admitiu Yuuto, tentando o melhor que podia para conter o sorriso. — Mas não acabamos ainda. Falta o tapa-olho.

— Mas é claro. No que eu estava pensando? — Seiji deu um tapa na sua testa, fazendo Yuuto rir. — Ninguém perceberia que sou um pirata sem tapa-olho. E isso não vai deixar as coisas menos vergonhosas.

— Um cosplayer não fica com vergonha enquanto prepara sua arte — disse Yuuto, balançando a cabeça.

— Pois é, você está esquecendo que não sou o cosplayer nesse casal. E você fica envergonhado o tempo todo quando estamos pintando.

— É porque você fica dizendo e olhando para mim de um jeito estranho. — Yuuto corou enquanto colocava o tapa-olho sobre o olho direito do namorado. — Aqui. Melhor do que imaginei.

— Cosplayers não ficam com vergonha? — Haruno voltou com uma peruca azul escuro, quase preta. — Mas eu lembro quando você começou, ficava com vergonha o tempo todo, Yuu-chan. Era tão fofo te ver todo vermelhinho.

Yuuto tirou a peruca das mãos de Haruno.

— Mestra, por favor, não conte para ele.

— Então você estava tentando esconder algo de mim, Yuuto. — Seiji balançou a cabeça e se virou para a mulher. — Por favor, conte-me mais, mestra!

— Quando um jovem tão lindo pede com tamanha vontade, não tem como eu recusar — disse ela, com o sorriso aumentando. — Me deixe contar as origens da cosplayer conhecida como Yuuno.

— Espera, mestra, isso…

— Quando o Yuuto decidiu abraçar a arte de fazer cosplay, a Yuuka trouxe ele para mim — começou Haruno, ignorando completamente seu discípulo. — No momento em que ele pisou aqui dentro, já ficou todo vermelho. Ainda assim, reuniu coragem para perguntar muitas coisas como maquiagem, costura e como fazer alguns acessórios.

— Mestra… — implorou Yuuto, mas seus pedidos continuaram ignorados.

— Naquela hora, Yuuka não me contou que o jovem Yuuto queria fazer cosplay de meninas. Pode imaginar minha surpresa quando chegamos a parte de roupa íntima. Ele quase desmaiou de vergonha e a Yuuka ria o tempo todo.

— Não me lembre… — murmurou Yuuto, com o rosto vermelho.

— Ele ficou com tanta vergonha que ficou teimoso e disse que não precisava de roupa íntima feminina, já que não mostraria a ninguém. Levou algum tempo, mas ele pareceu satisfeito quando eu expliquei que a arte do cosplay não para na parte em que as pessoas conseguem ver. Depois disso, eu disse que, se ele usasse roupas íntimas femininas, deveria ser um homem e usar logo, incluindo as cintas-ligas.

— Quê? — Seiji se virou para Yuuto, que cobria o rosto, sorrindo. — Você nunca contou isso. Nunca usou uma cinta-liga pra mim. Tem uma?

Yuuto pressionou os lábios e desviou o olhar, mais vermelho ainda.

— Ara, eu disse algo que não devia? — perguntou Haruno, colocando uma mão na bochecha com uma expressão inocente.

— Seiji! Coloque isso pra que eu possa ter uma ideia de como você fica! — Yuuto enfiou a peruca na mão de Seiji, sem dar ao namorado a chance de continuar o assunto.

— Espera. Ainda quero saber da cinta-liga.

— Não estou ouvindo. — Yuuto colocou o dedo nas orelhas e cantarolou.

Ainda sorrindo, Seiji tirou o chapéu por um instante e colocou a peruca. Após ajustar o cabelo azul, ele virou-se para a dupla de cosplayers.

— Podem rir se quiserem — disse, com uma expressão vazia, tirando o cabelo azul dos olhos. — Eu sei o quão ridículo devo estar sem as roupas.

Yuuto tentou conter, mas foi demais. Ele cobriu o rosto, mas não conseguiu suprimir sua risada mais.

— Obrigado por isso. Estou fazendo isso tudo por você, e ainda ri da minha cara.

— Desculpa, Seiji. Mas… é como você disse. Sem o resto do cosplay… — Yuuto riu demais para continuar falando.

— Vou pra casa.

— Não, ainda não. Desculpa. — Yuuto parou de rir e abraçou Seiji. Com um grande sorriso, ele olhou para o artista. — Obrigado por colocar isso por mim.

Seiji corou e desviou o olhar.

— Mestre! — falou uma voz aguda. — O que você está fazendo aqui, mestre?

Quando o casal virou-se, viram uma garota com um cabelo rosa claro amarrado na lateral e um garoto baixo com um cabelo castanho bagunçado e olhar tímido no rosto.

— Tsukiko-chan e Taiyou-kun! — Yuuto sorriu e caminhou até eles. — Há quanto tempo.

— Tempo demais. — A garota sorriu de volta para o cosplayer. — Se você está aqui, então significa que a Mestra Yuuno vai criar algo novo, né? — perguntou ela, ansiosa.

— Sim, mas não pra mim. — Yuuto virou-se para Seiji com um grande sorriso. — É para o meu namorado.

A garota olhou o pintor alto por um tempo.

— Ele vai fazer o cosplay de Meu Guardião Persona…?

— Sim. — Assentiu Yuuto. — Mas mantenha segredo por enquanto, ok? Não quero que ninguém saiba o que vou fazer cosplay até o fim.

— Sim, mestre. É claro. Meus lábios são um túmulo. Mas e pensar que o Yuuto faria um cosplay em casal… Vai ser demais. É para o comic Market de verão, né? Mal posso esperar para ver. Vamos nos ver lá.

— Você vai também?

— Sim. — Tsukiko-chan virou-se para o garoto com uma expressão orgulhosa. — Meu namorado também vai fazer cosplay de um personagem de Meu Guardião Persona.

Seiji virou-se para o garoto perto dela e abaixou a cabeça.

— Parece que eles nos têm na palma da mão, Taiyou.

— Estou acostumado a isso, senpai — respondeu o garoto com uma voz educada, fazendo uma pequena reverência para o homem com um pequeno sorriso.

— Espera, vocês dois se conhecem? — Yuuno e Tsukiko-chan perguntaram ao mesmo tempo.

Eles trocaram olhares por um segundo.

— Sim, nos conhecemos verão passado — respondeu Taiyou-kun.

— É. Sofremos, digo, treinamos sob a mesma diabinha tirânica que se auto intitula de nossa mestra — disse Seiji, balançando a cabeça para esquecer as memórias. Taiyou-kun assentiu, com uma expressão séria.

— Como pode dizer isso da Anna-chan? — disse Yuuto, sem acreditar. — Ela é uma garota boa e cheia de energia.

— Yuuto, Yuuto, Yuuto. Você só diz isso porque não conheceu o verdadeiro monstro. Ela é um pequeno demônio tirânico, pode acreditar em mim.

Novamente, Taiyou-kun só assentiu.

— Ele sempre diz isso. — Yuuto suspirou e se virou para a garota.

— O Taiyou-kun se recusa a me contar que tipo de treinamento ele teve — disse Tsukiko-chan, olhando para o namorado. — Mas ele nunca diz nada de mal da Anna-chan. Quase como se tivesse medo de falar mal dela.

Ambos cosplayers riram.

— Bom, deixando isso de lado, parece que participaremos do mesmo evento. Me ligue se precisar de qualquer ajuda.

— Vou sim, Mestre. Agora que sei que você também vai participar da competição de casal, vou me esforçar ainda mais. Quem sabe possamos até combinar nossos cosplays.

— Quem é aquela garota? — perguntou Seiji após Tsukiko-chan e Taiyou-kun irem embora.

— Ela é uma das minhas estudantes do primeiro ano. Descobriu a verdade sobre Yuuno ano passado durante um evento de Meu Guardião Persona… Nos tornamos amigos desde então. Fiquei surpreso quando ela apareceu na cerimônia da escola. Ela nunca disse nada sobre ir para a Hyouzan.

— Então é por isso, hum — murmurou Seiji.

— O que foi? — Yuuto inclinou a cabeça.

— Nada, é só que… Normalmente você não diz nada sobre nós… sermos um casal e tudo mais… Porém você disse que eu era seu namorado sem hesitar pra garota… Isso me deixou feliz.

Seiji mostrou um pequeno sorriso, e Yuuto corou.

— Ela… já sabe sobre nós… e não vai dizer nada, por isso, confio nela.

— Eu sei. Mas ainda me deixa feliz escutar você dizer que sou seu namorado em voz alta.

— Calado… — Yuuto desviou o olhar para esconder seu embaraço. — Vamos terminar isso e pagar por tudo.

— Você já quer ir pra casa? — Seiji tirou o celular do bolso. — Ainda é cedo.

— Não acredito que esqueceu — disse Yuuto, olhando sem acreditar para o artista.

— D-Do quê? — A expressão do cosplayer mudou tão rápido que pegou o artista desprevenido.

Apesar de estarem sozinhos, Yuuto se inclinou para mais perto de Seiji.

— O motel — murmurou, com as bochechas em uma tonalidade alarmante de vermelho.

Seiji arregalou os olhos e sorriu.

— Mestra, gostaríamos de comprar tudo isso aqui agora!

Yuuto corou mais e riu.

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Espero que tenham gostado.
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