[PT] Samurai NOT 20

Começo do mês quer dizer Eiko e Tadayoshi
Cap 2 da parte 3 de Samurai NOT.
Espero que gostem.

 

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Samurai NOT 20

Onde estão… onde estão os inimigos…?

Ei olhou ao redor, tentando encontrá-los. Mas não viu nada. O vislumbrar de metal, a sombra de uma pessoa, um movimento entre as árvores. Nada. Nem mesmo um sinal de um animal espreitando por perto.

Exceto por eles, a área estava vazia.

E mesmo assim, ela conseguia sentir a intenção assassina a envolvendo como um abraço gelado.

Ei perdeu o controle sobre si. Apesar do vento, ela suava. Sua respiração ficou rápida e rasa. O ar frio preencheu seus pulmões, tornando ainda mais difícil respirar. Fique calma, ela disse para si. Você precisa se acalmar ou vai morrer, Eiko!

Com dificuldade, Ei forçou seus dedos rígidos a fecharem com mais força ao redor do cabo de sua espada. Se acalme, Eiko, ela pensou, olhando para seu mestre, esperando encontrar algum conforto.

Tadayoshi estava completamente parado. Com a mão direita na espada, pronto para sacar, ele nem parecia respirar. Apenas seus olhos mexiam, procurando pela fonte da intenção assassina.

Que tipo de inimigo pode deixar mestre dessa forma? A ideia parecia como uma lâmina fria a esfaqueando na barriga. Era mais fria que a intenção assassina que sentia ao redor deles. Mesmo assim, ela acreditava em Tadayoshi.

Tudo vai ficar bem com ele por perto, ela disse para si. Com seu mestre em mente, a garota ainda tentou controlar a respiração. Mesmo que sua garganta estava tão seca que doía, ela parou de ofegar. Ei agarrou o cabo com tanta força que deixou seus dedos latejando e olhou ao redor de novo. Onde estão os inimigos?

Tudo continuava igual. Nada se mexia. Até mesmo o ar parecia parar devido a intenção assassina…

De repente Tadayoshi sacou e girou tão rápido que Ei não conseguiu acompanhar a velocidade. A espada dele era nada mais do que um borrão para ela ao passar acima de sua cabeça. Ela conseguia sentir a força por trás do golpe.

Ei lutou contra o instinto de agachar e gritar. Mesmo sabendo que ela não era forte, mesmo que ela estivesse tão longe que mal conseguia ver as costas dele, ela era a discípula de Tadayoshi.

Apesar de mal conseguir ver a lâmina, Ei escutou metal atingindo metal duas vezes acima de sua cabeça. O som ecoou nos ouvidos dela mesmo antes de ter percebido o que acontecera. Tadayoshi tinha bloqueado duas armas, que caíram aos pés da garota.

Duas barras de ferro cruzando entre si, com as pontas afiadas. Ei tinha visto essas armas antes. Shurikenarmas de um ninja. Agora ela entendia a preocupação de seu mestre. Eles já tinham tido muitos problemas com ninjas antes. Sacudindo a cabeça, Ei virou na mesma direção que Tadayoshi, pronta para sacar sua espada.

Dessa vez Ei escutou o som do metal cortando o ar atrás dela. Mesmo sabendo de onde o ataque estava vindo, não conseguiu reagir a tempo.

Quando virou, a espada de Tadayoshi já estava bloqueando as armas de atirar. Ele defendeu duas das três shurikens. A que ele errou cravou em seu braço.

Seu mestre cerrou os dentes e ignorou a dor.  Tadayoshi nem mesmo olhou para seu ferimento ou a arma enquanto tirava de seu braço; seus olhos nunca pararam de percorrer as árvores, procurando o próximo ataque.

Ei encarou a arma, vendo o sangue de seu mestre depois de muito tempo. Então ela engoliu seco enquanto um dos ensinamentos dele ecoou em sua mente. Você não pode perder a concentração durante uma luta. Nem mesmo por um instante.

Durante as lutas de treino deles, às vezes ele falava alguma idiota ou algo nada a ver, ou usar qualquer coisa para distraí-la, como chutar uma pedra nela. No momento em que ela perdia a concentração, ele aproveitava a chance para acertá-la com a espada de madeira. Com força.

Ela sacudiu a cabeça e levantou a espada diante dela, como ela fizera incontáveis vezes durante seus treinos. Mas isso não é um treino…

— Saia da floresta!

No momento que Tadayoshi gritou, Ei obedeceu. Enquanto corria de volta para a vila, ela olhou ao redor, mas ainda não conseguia descobrir de onde os ataques vinham. Nem mesmo quantas pessoas os cercavam.

Mais duas shurikens voaram da esquerda dela. Ela sabia que tinha que bloqueá-las com a espada. Mas nos poucos instantes que perdeu pensando nisso, ela já sabia que não conseguiria defender a tempo. Sua mente ficou vazia enquanto ela encarava na ponta da arma letal de metal. Mesmo assim, ela levantou a espada.

Eu vou morrer, ela percebeu, sentindo seu corpo ficar dormente. Ela parou de escutar. Ela parou de respirar. Tinha apenas a morte dela vindo.

A espada de seu mestre surgiu do nada e acertou as duas armas ao mesmo tempo. Depois de ter a salvado, Tadayoshi nem olhou de relance para sua discípula. Ei se sentiu aliviada; estava envergonhada demais para olhar ele nos olhos.

Eles estavam de volta à vila. Tadayoshi correu até as ruínas de uma casa. Com as costas contra a parede, ele virou para a entrada da floresta. Ei fez o mesmo, a espada em mãos.

Ninguém veio atrás deles. Mas a intenção assassina ainda estava lá, vindo da floresta como se uma besta estava espreitando bem fora da vista deles.

Tempo passou lentamente enquanto esperavam. Ei conseguia escutar seu mestre respirando fundo. Ela estava prestes a olhar para ele quando se pegou. Eu preciso me concentrar, porra!

Só então Ei percebeu que estava tremendo. No mesmo momento ela sabia que não era por causa do frio. Eu quase morri, ela pensou, tentando se livrar da ideia e se focar no agora. Mas ela não conseguia.

Claro que não era a primeira vez que tinha passado por situações perigosas e mortais. Teve vezes onde teria morrido se tivesse cometido qualquer erro. Mas essa era a primeira vez desde que começou seu treinamento de verdade com Tadayoshi que ela não conseguiu reagir.

Da escuridão da floresta vieram mais duas shurikens. Tadayoshi bloqueou com facilidade, mas quando a terceira veio, ele precisou sair do caminho. Ele empurrou Ri e eles caíram na neve. Sem perder tempo, os dois levantaram. Mas então sentiram alguém atrás deles.

Parado bem no centro da vila, e bloqueando o caminho deles, estava um rapaz. Ele parecia mais novo que Tadayoshi, julgando pela aparência dele. Na verdade, o menino mal parecia ser mais velho do que Ei. Mas em contraste com sua aparência, o menino tinha um daisho, o par de espadas, na cintura. E a katana já estava em mãos.

Ei virou de volta para a floresta, mas os ataques tinham parado. Então foi isso que aconteceu, ela pensou, olhando de volta para o menino samurai. Quem quer tenha nos atacado na floresta fez isso para nos levar até esse menino.

Enquanto ela tentava manter o menino samurai e a entrada da floresta dentro de vista, uma pessoa apareceu entre as árvores. Para a completa surpresa de Ei, a poderosa intenção assassina vinha apenas daquele homem.

Apenas uma pessoa…? Quem tava nos atacando era apenas esse ninja…?

O homem tinha cabelos negros na altura dos ombros e com o pano preto, era impossível ver seu rosto por completo. Mas o pouco que a garota conseguia ver, era intimidante. Especialmente seus olhos. Sua roupa era azul escuro, invisível na floresta mal iluminada.

Ei soube na hora. Ele não é um ninja qualquerele é forte… talvez mais forte que o mestre… Ela olhou de relance para Tadayoshi, esperando uma ordem.

Mas seu mestre não tinha nem olhava para o ninja. Ele nem olhava para ela. Tudo que Tadayoshi fez era encarar o menino samurai, sua espada abaixada.

O que está fazendo, mestre? Tem inimigos ao nosso redor! Ela queria gritar para ele, mas quando viu a dor e tristeza em seus olhos, ela perdeu a voz. Ei tinha visto essa expressão muitas vezes antes. Ele tem alguma relação com Yasuhiro-sama, ela sabia ao olhar para o menino samurai.

— Há quanto tempo, Kenshin… jovem mestre. Como… como está Inori? — perguntou Tadayoshi numa voz baixa, um sorriso triste no rosto.

A reação do menino assustou Ei. Os olhos dele arregalaram, seu rosto se contorceu com ódio e a respiração ficou pesada e rasa. As poucas palavras foram suficiente para enfurecer o samurai.

— Como ousa! — ele gritou. — Você perdeu o direito de me chamar pelo nome. Você perdeu o direito de até perguntar pela minha irmã, Tada… sem nome

Ei tinha escutado Tadayoshi ser chamado de traidor, homem sem lealdade e várias outras coisas inúmeras vezes. Mas quando o chamavam de sem nome, era diferente.

Negar o nome que Yasuhiro-sama lhe dera o machucava mais do que qualquer xingamento. Toda vez, Tadayoshi engoliu seus sentimentos e lutava. Mas tinha algo diferente dessa vez. Agora, seu mestre fechou os olhos e pressionou os lábios. Quando ele abriu eles de novo, eles estavam lacrimejando.

— Ken… jovem mestre, eu…

— Cale a boca! Não vou escutar as palavras de alguém que traiu meu pai, o homem que lhe deu tudo!

O menino samurai disse mais nada e sacou a espada.

Tadayoshi não levantou sua espada. Nem preparou qualquer defesa. Tudo que fez foi encarar Kenshin com a dor e tristeza crescendo nos olhos.

Ei segurou o cabo de sua arma com as duas mãos e virou para o menino samurai, deixando suas costas, e o ninja, para Tadayoshi. Ela encararia o adversário adequado para ela, do jeito que fora ensinada.

Se não der pra fugir, tem dois modos pra lutar contra mais de um oponente. Se estiver só, se concentre em todos, sem perder nenhum deles de vista. Se estiver com alguém, proteja as costas um do outro, Ei escutou as palavras dele. Ela não precisava pensar; era claro que não era párea para o ninja. Até mesmo mestre teve problemas pra defender os ataques deles. Eu não chance nenhuma.

Mas antes que ela conseguisse fazer qualquer coisa, uma mão segurou seu ombro. Ei levantou a cabeça e viu que Tadayoshi não estava encarado o ninja. Ele ainda encarava o menino samurai enquanto este andava até eles.

Mestre… Ele não é alguém que deixa as emoções interferir na sua sobrevivência. Mas quando tem relação com Yasuhiro-sama…

Ei respirou fundo. Ela sabia que não tinha nenhuma chance, mas ainda assim ignorou seus instintos e virou sua espada para o ninja. Mas o guerreiro não tinha se mexido. Ele nem parecia perceber que ela estava lá. Seus olhos estavam fixos no samurai e no espadachim.

Não era a primeira vez que Ei não era reconhecida como adversária de verdade pelo inimigo. Sempre que isso acontecia, ela sentia um prazer perverso e não mal podia esperar para provar o contrário. Mas hoje, ela estava agradecida por isso. Mesmo sem emanar aquela intenção assassina, ele era intimidador demais para a garota. Ela tirou a mão esquerda da espada e fechou com força, tentando fazer a tremedeira parar.

O ninja não mostrara nenhum sinal de que iria atacar ela ou Tadayoshi. Ele está lá só pra impedir a gente de fugir pra floresta agora, Ei pensou. Apostando sua vida nisso, ela virou lentamente, pronta para reagir a qualquer movimento. Mas mesmo quando ela estava vulnerável, ela foi ignorada.

Kenshin gritou e correu na direção de Tadayoshi, brandindo sua espada. Mesmo assim, o espadachim não levantou a sua.

Apenas o samurai atacou. Seu mestre evitou todos com facilidade, como se fosse um treinamento com Ei. Mas, diferente de como fazia com ela, ele não estava brincando com o menino samurai. Mas, diferente dele, a garota nunca mostrara uma sede de sangue tão grande que até mesmo desta distância a fazia suar.

Não era raro pessoas jovem ter tanta intenção assassina. Ei mesmo se sentiu assim antes, mas com Kenshin tinha algo diferente. Era intensa, mas era uma sede de sangue misturada com ódio e fúria.

Enquanto Tadayoshi evitava todos ataques sem problema, Ei percebeu que o estilo de Kenshin era parecido com o dela. Até mesmo a velocidade era a praticamente a mesma. Acho que isso é esperado… ele aprendeu a lutar com Yasuhiro-sama, que nem Tadayoshi… Então até mesmo uma camponesa que nem eu tem o mesmo estilo de luta que aquele herói…

O menino samurai tentava ganhar alguma distância, mas Tadayoshi não o deixava. Seu mestre sempre estava um passo à frente. Ele lia cada movimento e anular todos. Era um jeito para não deixar seu inimigo usar a arma e forçar uma abertura para atacar.

Tadayoshi fazia muito isso contra ela. Mas dessa vez ele não tinha usado sua espada uma vez sequer.

Ele não quer lutar. Era claro para Ei. E para Kenshin também. O menino samurai ficava cada vez mais enfurecido. Mas tudo que isso fazia era deixar seus golpes com mais força e menos precisos.

Ele não tá usando seus sentimentos do jeito certo, ela pensou, observando a luta com um sentimento estranho. Toda essa raiva está apenas atrapalhando sua lâmina. A espada é nada além de uma ferramenta nas mãos dele.

Ei lembrou de um dos seus primeiros treinos. As palavras de Tadayoshi daquele dia estavam marcadas em sua memória. Depois da luta contra o samurai Ichirou, depois que ela tinha matado pela primeira vez na vida. Durante as primeiras lutas treino, Tadayoshi notou que ela ainda carregava muita raiva dos bandidos que atacaram a vila dela, que mataram a mãe dela.

— Não tem nada errado em usar sua raiva e ódio como motivação — ele disse na hora. — Todos tem esses sentimentos e cabe a cada um como usar. Mas não deve deixá-los atrapalhar sua lâmina. Sua espada não é uma ferramenta em nas suas mãos, mas parte de você. Não segure o cabo com tanta força que não consegue lutar direito. Se fizer isso, está deixando seus sentimentos ficar no caminho da sua espada e sua força de verdade não sairá. Faça sua espada refletir você.

Ei tinha entendido um pouco do que ele queria dizer. Ela estava visualizando o bandido que matou sua mãe, imaginado que ele estava bem diante de seus olhos. Sem perceber, ela estava segurando o cabo com tanta força que a lâmina tremia um pouco e seus dedos perderam a cor.

Depois que estava ciente disso, ela respirou fundo para se acalmar. Sela tirou as mãos do cabo uma por vez, fechando e abrindo o punho algumas vezes para deixar o sangue voltar. Então ela agarrou a espada de novo, pronta para treinar.

A garota sentiu a diferença na hora. Seus braços ficaram menos rígidos e ela conseguia mexer a espada com mais velocidade, apesar de não ser nem um pouco perto do que ela imaginava. Ei não tinha entendido sobre deixar os sentimentos refletir na espada, mas ela parou de imaginar o bandido.

Quando ela confidenciou com seu mestre que não tinha entendido de verdade, Tadayoshi mostrou o que quis dizer. A aparência dele não mudou em nada, mas quando eles trocaram os primeiros golpes, Ei sentiu a diferença.

Ela conseguia sentir algo por trás da bokken. Cada um dos golpes dele carregava um grande ódio por trás. Parecia que ele tinha virado outra pessoa mas ainda tinha a aparência de seu mestre. Apesar de Ei saber que fazia parte dele, ela temia aquilo e nunca mais queria ver esse lado dele.

Esse menino samurai é assim, ela percebeu.

Kenshin queria tanto matar Tadayoshi que não conseguia lutar com sua verdadeira força. Era como uma criança lutando contra um adulto. O menino samurai tentava usar qualquer uma de suas técnicas, mas então percebeu que não importava o que fazia, ele não conseguia tocar Tadayoshi. Sua raiva e ódio tomaram conta e ele simplesmente brandiu sua espada.

Até eu posso derrotá-lo assim, Ei pensou. Mas diferente de mim, esse menino samurai provavelmente esteve treinando desde que podia andar.

Kenshin atacava e atacava, sua espada sempre longe de tocar Tadayoshi. Mas então o menino samurai ele do mesmo jeito que Ei fazia. E como contra sua discípula, por reflexo, seu mestre aproveitou a chance e agarrou as mãos de Kenshin, torcendo com força

Mesmo na situação em que estavam, Ei não conseguiu deixar de sorrir. Toda vez que podia, Tadayoshi fazia aquilo com ela, dizendo que não deveria deixar ele chegar tão perto. Mas diferente do que adorava fazer contra ela, seu mestre não chutou as pernas do menino samurai para fazê-lo cair.

O próprio espadachim parecia surpreso com o que fizera. Quando ele viu o rosto de Kenshin se contorcendo com mais raiva, ele o soltou e deu um passo para trás. O menino samurai tirou proveito da abertura momentânea e atacou.

Tadayoshi arregalou os olhos e brandiu sua espada. Apesar da grande abertura na defesa de Kenshin, o espadachim não atacou. Tudo que ele fez foi redirecionar o golpe. Mas era tão pesado que o menino samurai não conseguiu mudar a direção e acertou o próprio pé.

— Kenshin!

Os gritos do menino samurai ecoaram pela vila, mas ele rapidamente fechou a boca. Ele encarou Tadayoshi, o rosto se contorcendo com dor e mais raiva. E a preocupação do espadachim apenas deixou Kenshin com mais raiva.

Ei sentiu um movimento repentino atrás dela e gelou. Merda! Esqueci completamente do ninja! Levantando sua espada, ela virou, mas o inimigo não estava mais lá. O caminho para a floresta estava livre. Onde está o ninja? Seu primeiro a dizia para fugir, mas ela ignorou e se forçou a olhar de volta para o menino samurai.

Atrás de seu mestre, ela viu o ninja ao lado do menino samurai. Ele tirou a espada do pé e já estava pressionando o ferimento para parar o sangue. Quando ele passou por nós?

Pela expressão de Tadayoshi, era claro que ele queria ir ao lado de Kenshin e se certificar que estava bem. Mas o ódio vindo do menino samurai o fez andar até Ei. Ele olhou sobre o ombro muitas vezes, mas não parou.

Quando Tadayoshi estava ao lado de sua discípula, Ei percebeu que seu braço estava vermelho e que tinha sangue em suas roupas. Sem tirar os olhos dos inimigos, ela procurou por qualquer ferimento além daquele causado pela shuriken. Ela encontrou nada, mas o braço dele estava sangrando demais, a manga encharcada com sangue.

Pela primeira vez, o menino samurai parecia notar Ei. Ele olhou entre o espadachim e a garota. Quando ele fixou nela, seus olhos pareciam estar vendo o homem que odiava através dela.

Tadayoshi se mexeu para ficar na frente dela, a protegendo daquele ódio. Apesar da situação, Ei sorriu de novo. Mesmo no meio disso tudo, ele quer me proteger daquilo. Depois de tanto tempo ao lado dele, a gentileza de seu mestre ainda a surpreendia.

— Quem é essa garota, Tada… sem nome? — ele perguntou, sem esconder a raiva da voz.

Tadayoshi olhou para ela antes de responder.

— Ela é Eiko. Minha discípula.

Aquelas palavras enfureceram o menino samurai.

— Você não está ensinando o estilo do meu pai, está? — ele gritou, tentando se livrar do ninja e ir até eles. — Como ousa? Como ousa?

O ninja terminou de enfaixar o pé do menino samurai com ataduras. Mas quando Kenshin tentou apoiar nele, ele puxou de volta e usou o ninja como apoio.

A garota ignorou os gritos do menino samurai e se focou no ninja. O que ele queria era só forçar Tadayoshi a lutar contra Kenshin, Ei percebeu, olhando de relance para a floresta. Mas mesmo se o ninja não tivesse demonstrado interesse em lutar contra eles, ela não podia mostrar qualquer abertura.

Mas suas preocupações eram desnecessárias. O ninja tirou uma pequena bola de seu bolso e estalou os dedos e o pavio acendeu. Ele atirou a bola no chão e uma fumaça cinza os envolveu. Quando a fumaça desapareceu, eles não estavam mais lá.

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