[PT] Por Favor Me Chame de Professor! 2

Depois de muito tempo, Por Favor Me Chame de Professor! está de volta.
Os caps são um pouco menores que o do primeiro volume, por isso irei lançar dois caps por mês.
Sem mais delongas, espero que gostem do cap

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Por Favor 2! 1 – Não acredito que você nunca…

Yuuto encarou Seiji, descrente, balançando a cabeça.

— Ainda não acredito…

— Poderia, por favor, dar um tempo? — disse Seiji com a voz cansada, rolando os olhos. — Não posso discutir isso. De novo não.

— Mas caramba. — Yuuto virou-se no assento para encarar Seiji, movendo as duas mãos no ar. — Como o meu namorado, não, como qualquer um não pode ter visto esse filme já?

— Como eu já disse, pela milionésima vez, não sou do tipo que assiste filmes velhos. Não acredito que estamos tendo essa discussão de novo — murmurou.

— Eu vou parar você aqui e agora. Não é velho. É um clássico! — Yuuto ergueu a voz, balançando a cabeça novamente. — Eu assistia isso o tempo todo quando era pequeno.

— É uma trilogia da década de 70 ou 80. Chame de clássico ou o que bem quiser, ainda é um filme velho. Eu nem tinha nascido quando saiu!

Yuuto abriu e fechou a boca várias vezes, lutando para encontrar as palavras certas.

— Como você pode dizer isso? Seguindo essa lógica, eu também sou velho!

— Ah, olha. A pipoca está pronta — disse Seiji, ignorando Yuuto quando ouviu o apito do micro-ondas.

Ele foi para a cozinha, jogou a pipoca em uma tigela e voltou para a sala de estar. Seiji sentou no sofá, sem olhar para o professor, que ainda o encarava.

— Ah, Yuuto, sem essa. Eu vou assistir o filme velho, pode parar de reclamar.

Yuuto balançou a cabeça, negando, de novo, ainda sem acreditar no que o namorado dissera:

— Você me chamou de velho… — disse Yuuto em voz baixa, desviando o olhar, as maçãs do rosto com uma tonalidade levemente rosada.

Seiji riu. Ele colocou a pipoca na mesa de centro e inclinou-se sobre Yuuto, abraçando-o. O professor virou a cabeça, mas o pintor ainda o beijou.

— Desculpa. Você não é velho, é maduro, desenvolvido.

— Você não está ajudando — murmurou Yuuto, ainda amuado. Mas ele ficava menos bravo com cada beijo. Logo, sorriu e retribuiu os beijos de Seiji. Porém, empurrou o namorado.

— Espera, eu sei o que você está fazendo. Foi a mesma coisa da última vez e não vimos o filme.

— Não vejo problema nisso — disse Seiji, mostrando um sorriso malicioso.

Yuuto virou a cabeça para outra direção e olhou para o namorado pelo canto do olho:

— Eu amo demais esse filme… E queria compartilhar isso com você — murmurou, corando.

Seiji arregalou os olhos. No segundo seguinte, suspirou e sorriu de novo, mas, dessa vez, foi um sorriso gentil. Ele beijou Yuuto na bochecha e se inclinou de volta em seu assento.

— Tudo bem. Você venceu. Vamos ver o filme em vez de tirar vantagem do fato de termos seu apartamento todo para nós hoje — disse Seiji, pegando o controle remoto. Mas, antes que pressionasse o botão de play, virou-se para Yuuto. — Prometa que não vai fazer a mesma coisa quando me obriga a ver anime.

— Não sei do que você está falando. — Yuuto pensou por um segundo.

Foi a vez de Seiji olhar descrente para Yuuto.

— Sério? Não sabe mesmo? — O cosplayer deu de ombros. O pintor respirou fundo. — Toda vez que assistimos anime juntos, você fica me encarando sempre que algo bom vai acontecer. Eu nunca fico surpreso porque você praticamente joga um spoiler na minha cara.

Yuuto ofegou, colocando a mão no peito. Sua expressão dizia que Seiji fez um comentário ultrajante.

— Eu nunca daria qualquer spoiler! — disse, falando lentamente para enfatizar todas as palavras.

Seiji encarou Yuuto com uma expressão vazia. Então apenas riu.

— Sei. Vamos fingir que é verdade — disse, virando a cabeça para a TV. — Apenas fica olhando pra tela, tá bom?

Yuuto pegou o controle da mão de Seiji e pressionou play, seu rosto já cheio de antecipação. Quase duas horas depois, os créditos desciam.

— Ah, gosto mais cada vez que assisto — disse Yuuto, alongando os braços. — É um filme muito bom.

— Pois é, preciso concordar — disse Seiji, inclinando contra o sofá.

Yuuto arregalou os olhos, seu sorriso crescendo mais e mais.

— Eu disse, não disse? Então dá pra não reclamar e só assistir quando eu sugerisse um filme, né?

— Tá bom. Mas, mesmo assim, pra um filme tão velho… — Seiji parou no meio da frase sob o olhar de Yuuto. Ele limpou a garganta e continuou. — Digo, pra um clássico, os efeitos especiais não foram ruins. E o enredo… Sendo franco, não sou fã de ficção científica, mas foi bom demais. É melhor que a maioria dos filmes saindo hoje em dia.

Yuuto concordou, seu sorriso mudando também. Possuía um ar de superioridade, como um professor observando o aluno compreender a beleza de algo.

— Finalmente, levou muito tempo, mas você está finalmente pronto.

— Pronto pra quê…? — O artista recuou um pouco do namorado, ciente daquele sorriso.

— Pronto para começar a assistir a animes clássicos, é claro.

Seiji abriu a boca, mas só conseguiu rir.

— Tá bom… Pode ser, o que você quiser. Mas tira esse sorrisinho do rosto. — Ele se alongou para cobrir a boca de Yuuto. Porém, inclinou-se no professor de novo. — Mas não precisa me mostrar o lado bom das coisas velhas. Eu já conheço.

O artista mostrou seu sorriso malicioso antes de beijar Yuuto. O professor o beijou de volta, mas então percebeu algo.

— Espera, você acabou de me chamar de velho de novo? Só tenho 26! — Yuuto parou de beijar o namorado para reclamar. Então balançou a cabeça e empurrou o rosto de Seiji. — Não importa, porque não acabamos.

O artista pegou a mão de Yuuto e piscou.

— Não? Terminamos de ver o filme. Eu gostei, mas não vou assistir duas vezes seguidas. Não sou você.

— Foi só o primeiro. Tem três. Na real, tem seis, mas você não está preparado para os outros três.

— Seis? — Seiji recuou. — Nunca concordei com isso!

— Não precisa concordar. Porque deveria querer ver todos. Digo, como alguém consegue não assistir o próximo depois daquele final? Ainda tem tanto pra mostrar. A galáxia ainda está sob o domínio do Império!

Yuuto encarou Seiji, seus olhos brilhando com excitação. O artista, por outro lado, estava de boca aberta, mas não sabia o que dizer.

— Vou colocar o próximo. — O professor se levantou e colocou o próximo Blu-ray, mas, antes que pudesse sentar de novo, a campainha tocou. — Comece a assistir. Já volto.

Yuuto correu até a porta. Um homem com uma pequena caixa estava parado lá. Uma entrega? A mana pediu algo? Perguntou-se enquanto pegava seu carimbo. Mas, antes que usasse, percebeu que a encomenda era para ele. Comprei alguma coisa?

Após o entregador ir embora, Yuuto ficou na entrada do apartamento e abriu a encomenda. Ah… esqueci disso… Ele encarou a moldura preta por um bom tempo.

— Yuuto, o filme já vai começar — chamou Seiji da sala de estar.

O professor olhou para sua encomenda e voltou-se para a sala de estar.

— Vai assistindo. Eu já volto — disse, indo para o banheiro correndo.

Não acredito que esqueci que comprei isso, pensou enquanto examinava os óculos. Estive usando óculos falsos por anos, mas agora preciso usá-los pra valer… Ele não sabia o motivo, mas a ideia o deixava aflito. Suspirando, ele colocou e conferiu-se no espelho. Ficou bom. Parece que estou pronto para fazer cosplay… mas precisar de óculos… então estou ficando velho?

— Ei, Yuuto?

No instante em que o professor escutou a voz de Seiji procurando por ele, ele tirou os óculos. Escondeu-os nas suas costas, no momento em que virou para a porta, seu namorado abriu. O artista encarou-o por um instante.

— Mesmo eu tendo gostado do filme, não tem muito sentido se não assistirmos juntos.

— Eu sei. É só que… — Yuuto apertou os óculos, dando um passo para trás.

— O que está fazendo? — perguntou Seiji, cerrando os olhos.

— Nada… — Yuuto engoliu em seco e desviou o olhar.

— O que tem aí atrás? — Seiji se aproximou do professor, o rosto perdendo a suspeita e sendo tomado pela curiosidade.

— N-nada — repetiu Yuuto, dando outro passo para trás. Mas logo ele sentiu o balcão e não havia escapatória.

— Óculos? — Seiji encarava algo atrás do professor.

Yuuto arregalou os olhos. Como ele sabe? Então virou a cabeça. O espelho sobre a pia mostrava toda as suas costas. Porcaria… espelho idiota, pensou enquanto encarava o reflexo do objeto que tentava esconder. Suspirando, derrotado, ele passou os óculos para o namorado.

Seiji virou-os, conferindo com muito interesse. Então colocou os óculos.

— Lentes de verdade? Por que está tentando esconder? — perguntou, devolvendo.

— Sei lá… — murmurou Yuuto e desviou os olhos.

Novamente, a reação do professor atiçou o interesse do pintor.

— Alguns dos seus cosplays usam óculos, pra que esconder? Ou por acaso… ficou com vergonha por serem de verdade?

— Sim, fiquei — disse em voz baixa.

O rosto de Seiji se iluminou, como se tivesse entendido algo.

— Ah… é por isso que você reagiu daquela forma quando disse que o filme era velho. — Seiji olhou para Yuuto e sorriu. — Acha que tá ficando velho por precisar de óculos de verdade.

Yuuto corou. Estava envergonhado demais para falar, por isso apenas assentiu. Meu namorado me conhece bem demais… Não sei se isso é bom ou não…

Seiji olhou para o professor por um bom tempo com uma expressão que Yuuto não soube dizer o que era.

— Ei… — Ele colocou uma mão no queixo do cosplayer e o fez olhar para cima. — Quero ver você de óculos.

Ainda tentando saber se havia qualquer escárnio no tom de Seiji, Yuuto colocou os óculos.

— Q-que tal…? — O professor mal conseguiu perguntar, seu rosto um tom de vermelho.

Seiji ficou tão vermelho quanto. Então desviou o olhar, cobrindo a boca com uma mão.

— Agora entendo por que as pessoas fantasiam em dormir com seus professores. Você está fofo com eles.

— Só tá dizendo isso para que eu me sinta melhor… — Yuuto pressionou os lábios para esconder o sorriso. Estava envergonhado demais para olhar Seiji nos olhos. Mas ainda encarou o namorado.

O artista fez o mesmo. Quando seus olhos se encontraram, eles se beijaram sem dizer mais nada.

Sem parar o beijo, Seiji pegou Yuuto e o colocou no balcão do banheiro.

— Espera, Seiji… — Yuuto tentou falar quando pararam de se beijar por um momento.

— Não posso… não depois… de te ver assim… — Ele tirou a camisa de Yuuto, pressionando o professor contra o espelho. O cosplayer estava prestes a tirar os óculos quando Seiji impediu sua mão, encarando-o nos olhos. — Deixe-os.

Yuuto perdeu o controle de si sob aquele olhar. Ele derrubou as escovas de dente enquanto beijava Seiji e tentava tirar a camisa do namorado também.

Eles já suavam e arfavam quando um flash iluminou o banheiro. Piscando, ambos pararam e voltaram-se para a porta.

— Calma, não parem por minha causa — disse a irmã de Yuuto, seu rosto meio escondido por trás do celular. Ela tirou muitas fotos deles, o flash os cegando por um instante. — Espera, pensando bem, parem. Preciso fazer xixi e não posso esperar até que terminem seu sexo BL selvagem no banheiro.

O rosto de Yuuto ficou com uma tonalidade alarmante de vermelho. Suas mãos procuraram pela camisa enquanto tentava se explicar.

— E-Espera, mana, não estávamos… não é… digo…

— É só uma pequena pausa antes do filme… — Seiji estava vermelho também, mas, em vez de murmurar, ele só conseguiu sorrir.

— Isso mesmo! — exclamou Yuuto do nada. — Estávamos assistindo e aí…

— Assistindo um filme? — interrompeu Yuuka com um sorriso parecido com o malicioso de Seiji. — Tá mais pra estrelando um. Do tipo que eu assistiria.

— Não é nada disso… — Yuuto corou ainda mais e cobriu o rosto com as duas mãos. — Seiji, diga algo!

— Não olhe pra mim — disse ele, rindo. — Não sei o que posso dizer que não fará essa situação ainda mais embaraçosa.

— Não se preocupe, maninho. Já dei minha aprovação pro Seiji namorar você. Não precisa ter vergonha.

Yuuto gemeu com as mãos na frente do rosto. Seiji sorriu, e Yuuka riu.

— Ah sim, irmãozinho. Você deixou a TV ligada — disse ela após terminar de rir. — Você sempre reclama, e muito, quando faço isso e ainda assim esqueceu de desligar pra transar com seu novinho gostosão. Não que eu reclame disso. Um BL na vida real me dá muita inspiração. Só de imaginar meu irmãozinho de joelho e tendo o traseiro violado…

— Quer parar de fantasiar sobre mim? — Yuuto quase gritou quando saiu do balcão. — Estávamos vendo um filme, mas aí chegou essa encomenda, eu fui no banheiro e então…

— Certo. Posso imaginar que tipo de encomenda foi entregue aqui — interrompeu Yuuka de novo, com um tom monótono. Mas o sorriso nunca deixou o rosto. — Tudo bem, vou entrar na onda. Que filme os dois estavam vendo?

— Star Wars — disse Yuuto, todo confiante.

Yuuka parou de mandar uma mensagem de texto. Ela tirou os olhos do celular e voltou-os para o irmãozinho. No instante seguinte, o escárnio sumiu do rosto.

— Não acredito que não me chamou pra assistir. Faz vidas desde que vi a trilogia toda. Na verdade, preciso assistir para que o lado negro não vença.

— O Seiji nunca viu, sabia? — disse Yuuto, virando-se para o namorado.

— E daí? — O artista olhou do irmão para a irmã com expressão vazia.

— E daí? — A expressão de Yuuka era de descrença. Ela colocou a mão no peito, balançando a cabeça. — Como é possível? As únicas pessoas que não viram Star Wars são os personagens. E é porque eles viveram o negócio! Eles viveram a Star wars!

Seiji ergueu as mãos, em defesa.

— Não sei o que dizer. Não sou fã de filme velho… — No instante em que as palavras saíram de sua boca, ele fechou os olhos, notando o erro. Cobriu o rosto com a mão, sua expressão de arrependimento completo.

— Filmes velhos? Filmes velhos? São clássicos atemporais! — Yuuka parecia ter sido insultada. Ela abriu e fechou a boca várias vezes, lutando por palavras. — Não acredito que o namorado do meu irmãozinho não tem bom gosto pra filmes! Yuuto, precisamos consertar ele agora. Não posso aceitar isso de jeito algum.

— Não acredito que estou tendo a mesma conversa com um membro diferente da família Amano — murmurou Seiji, balançando a cabeça.

Yuuto só pôde sorrir para a situação.

— Acabamos de terminar Uma Nova Esperança, mana — disse, olhando para o namorado. Ele sabia o que viria a seguir.

— Então vamos assistir os outros dois agora. Sabe do que mais? Quero ver o episódio quatro. Vocês tem algum plano para hoje à noite?

Seiji encarou intensamente Yuuto. Seus olhos diziam tudo. Ele implorava para o namorado fazer algo. Mas o professor apenas mostrou um sorriso malicioso.

— Não. Plano nenhum — disse, apreciando o desespero do namorado.

— Excelente! — Yuuka entrou no banheiro e arrastou Seiji para a sala de estar. — Então vou dar uma aula para o seu namorado sobre as maravilhas da saga.

— Espera, Yuuka-nee. Você não precisa usar o banheiro? — disse Seiji, ainda implorando por socorro a Yuuto com os olhos.

— Como posso mijar se a galáxia toda ainda está sob o domínio do império? — A voz de Yuuka sugeriu que deveria ser óbvio.

— Yuuto, diga algo! — Seiji finalmente desistiu de seus pedidos por socorro silenciosos.

O cosplayer sorriu enquanto assistia a irmã arrastar o namorado para a sala de estar.

— Vou fazer mais pipoca — disse Yuuto, sorrindo. Ele estava feliz demais porque assistiria sua série de filmes favorita com as pessoas que mais amava.

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