[PT] O nadador e o assistente 11

Trazendo o cap 11 de Cris e Nelson. Depois dá ótima notícia que a nossa dupla favorita recebeu, será que algo vai mudar entre eles?
Espero que gostem do cap.

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O Nadador e o Assistente 11

Foi um dia muito melhor do que imaginei, pensou Cris assim que chegou em casa. Apesar do quão cansado estava, não conseguia parar de sorrir. Estou muito feliz que ele esteja curado. Agora pode se focar em seu sonho… Pena que não consegui fazer um oral nele hoje. Pode ter sido minha última chance. Já que vai com certeza atrapalhar o desempenho dele, é melhor não continuar tentando o homem… Quero que ele tenha sucesso também, mas queria que tivesse aceitado minha oferta.

Sentindo-se mais feliz do que triste, Cris foi para seu quarto. Quando se despiu e ficou pronto para dormir, o celular tocou. Mas é claro, pensou, no instante em que viu quem ligava. Por algum motivo que não sabia, tinha o pressentimento de que não gostaria de atender.

Cris colocou no mudo e deixou a ligação se encerrar. Ela vai me encher o saco amanhã, ele sabia, mas estava muito cansado para falar com sua adorável prima. Porém, antes que deitasse na cama, o celular vibrou de novo, dessa vez com uma mensagem.

Atenda, escreveu Mari. Cris estremeceu, mas ignorou. O celular vibrou de novo. Sei que tá acordado. Engolindo em seco, ele pressionou a tela e levou o aparelho até a orelha.

— E aí, priminho — ela disse antes que ele pudesse falar qualquer coisa. — Pode me dizer como ousa me ignorar? — perguntou em voz baixa, fingindo conter sua raiva falsa.

— Não tava te ignorando… Só cheguei em casa cansado…

— Cansado por causa seu encontro com o Nelson?

Cris abriu a boca, mas desistiu de arrumar uma desculpa e suspirou. Como ela sabe?

— Não foi um encontro… A gente só… passou um tempo por aí.

— Claro. — Mari usou a voz condescende que Cris odiava. — Então, me conta. Vocês dois não assistiram um filme romântico juntos?

— Eu não chamaria aquilo de filme romântico — disse Cris, lembrando-se o quão divertido foi falar mal daquele filme com Nelson.

—…

Até com o silêncio dela, Cris sabia que sua prima ria do outro lado da conversa.

— Tudo bem, assistimos um filme, e daí? Muita gente assiste um filme com os amigos. É errado um cara gay assistir um filme com seu amigo hétero?

— Claro que podem. Especialmente quando o gay quer chupar o pau do hétero.

Cris corou. É quase como se ela pudesse ler minha mente.

— Somos amigos — disse com um tom pouco convincente.

— Um cara gostoso com quem você passa o dia todo é só um amigo, hein?

— Exato, só um amigo.

— E depois você foi com esse amigo para o fliperama e jantou com ele? — Mari continuou como se não tivesse sido interrompida, sem fazer esforço para esconder o quanto se divertia com aquilo.

— Dá pra me contar como você sabe disso tudo? — Cris engoliu em seco e deu de ombros.

— Ah, priminho. Tenho meus jeitos de saber. Jeitos que você não vai descobrir — ela disse com um tom de mistério. Então não conseguiu mais manter a máscara e riu. — Foi o Francis. Ele tava no shopping e tirou umas fotos de você no seu encontro. Devo dizer, ele tava meio enciumado.

— Nem percebi que ele tava lá… — Porque ele está com ciúmes? Foi ele quem disse que não tava pronto pra algo sério, mas queria continuar sendo amigo com benefícios.

— Porque você ficou todo entretido no primeiro encontro com o novo namoradinho?

Cris suspirou em voz alta.

— Já falei, não foi um encontro. Não o primeiro, nem o segundo ou qualquer número. E ele não é meu namorado.

— Você quer dizer ainda.

— …

— Sem comentários, hein? — riu Mari. — Então explique como os dois estavam se divertindo no fliperama depois de assistir um filme romântico mas que você não admite que foi um encontro?

Cris desistiu de botar juízo na prima. Ela só vai gostar mais ainda se eu continuar negando. Melhor não dar essa satisfação a ela.

— Estávamos lá hoje porque tentei manter a mente dele ocupada. Ele fez uma ressonância hoje e ficou ansioso esperando. Daí fiz companhia pro cara até que saísse o resultado.

— Ahãm. Mas que amigo bom você é. — A voz dela estava cheia de sarcasmo.

— Amigo e assistente. Como assistente dele, faz parte do trabalho ajudá-lo sempre que puder.

— Você diz assistente, mas só consigo ouvir namorado.

— Limpa esses ouvidos, então. — Cris se jogou na cama, exausto. — Desisto de tentar conversar contigo. Sabe muito bem por que não estou procurando.

— Sim, sei bem, priminho. — A voz de Mari perdeu todo o sarcasmo e agora estava genuinamente preocupada. Cris sabia. — Mas você não disse que o Nelson era diferente?

Cris levou tempo para responder.

— Acho que ele é. Só conheci ele ontem, mas depois de ficar um dia com ele, sei que ele é um cara bacana que se importa com os outros. — O assistente não se esqueceu de que Nelson ficou com raiva porque alguns adolescentes ficaram encarando Cris. Acho que foi a primeira vez que alguém fez isso por mim, pensou, sorrindo ao lembrar.

— Já está caidinho por ele?

Cris arregalou os olhos e o coração bateu mais rápido, suas bochechas ficando vermelhas. Dessa vez, ele ficou quieto por muito tempo.

— Ele é hétero, Mari.

— Como se o cara que gosta ser hétero te impediu alguma vez — disse Mari com uma risada sarcástica alta. — Ainda que não queira ficar no caminho dele, lembre-se: namorar não é um empecilho. Só porque você teve uma experiência ruim com um nadador, não significa que vai acontecer de novo.

— Preciso dormir — disse ele, depois de um tempo. — Acordei cedo demais hoje e preciso preparar a agenda dele para amanhã.

— Ok. Bela forma de fugir de mim. Mas deixo passar por hoje. Boa noite.

Depois que desligou, as bochechas de Cris ainda queimavam e seu coração não batia na velocidade normal. Ele encarou o celular enquanto as palavras da prima ecoavam em sua cabeça.

Sei que namorar não é um empecilho, mas isso não tem nada a ver… Tipo, acabei de conhecer o cara, não tem como já estar me apaixonando por ele. Ele é gostoso e tudo mais, só que não estou querendo um relacionamento. Nem ele. Além do mais, sair com outro nadador… Mesmo se o Nelson for diferente… Ainda que ele tenha ficado com raiva comigo quando eu disse que tava acostumado a receber aqueles olhares quando saio com um cara.

Cris balançou a cabeça. É tudo culpa da Mari. Eu não deveria estar pensando nessas coisas. Ainda que ele seja um cara legal, ainda que ele nunca bateria em mim, agora ele só tem olhos pro seu sonho. Se eu realmente estou me apaixonando por ele, não posso atrapalhar. Preciso, não, quero ajudá-lo a realizar esse sonho.

Com isso em mente, Cris perdeu todo o sono. Ele sentou na cama e se preparou para fazer várias ligações.

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