[PT] Tsukiko-chan 13

Hoje eu trago o capítulo 13 de Tsukiko-chan e Taiyou-kun.
Depois de tantos acontecimentos, como será que está o relacionamento deles?
Leia e descubra.

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Tsukiko-chan e Taiyou-kun 13

As duas garotas ficaram caladas, o silêncio incômodo preenchendo o quarto enquanto o tempo passava.

Tsukiko sentava com os dois pés na cadeira, abraçando os joelhos enquanto girava lentamente. Ela mal dissera qualquer desde que Yui chegara.

Por sua vez, a outra garota observou a amiga, deitando na cama quanto ficou cansada de sentar na mesma.

— Tais se sentindo melhor? — perguntou Yui quando não suportou mais o silêncio.

— Sim — respondeu Tsukiko numa voz baixa, sem olhar a amiga. Então ficou quieta de novo.

— Você pegou um resfriado, não foi?

— Não… foi só uma febre. Não tinha pra que faltar dois dias de aula por isso. Mas papai ficou super protetor. — Apesar das suas palavras, Tsukiko sorriu pela primeira vez.

— Pode até falar isso, mas ficou feliz por seu pai ter faltado trabalho só pra cuidar de você — disse Yui e as bochechas de Tsukiko ficaram vermelhas.

— Faz vidas desde que passamos tanto tempo juntos.

Yui abriu a boca de novo, mas então a fechou. Tsukiko percebeu na hora. Ela quer perguntar sobre o Kobayashi-kun e o Taiyou-kun, pensou a garota, mas nada disse. Mas nem eu sei como explicar…

Com um suspiro profundo, Yui coçou a cabeça dela.

— Ei, Tsukiko, vou só perguntar. O que rolou? Você… dormiu ou não com o Kobayashi?

A garota parou de girar a cadeira. Minha melhor amiga é tão considerada e direta ao mesmo tempo, pensou com uma risada vazia por dentro.

— É isso que todo mundo tá dizendo?

— Sim e não. — Yui mordeu os lábios e passou a mão pelo rosto. — Pelo que fiquei sabendo, a irmãzinha do Kobayashi disse que viu vocês dois quase nus na cama dela. Mas os boatos saíram de controle e as pessoas começaram a dizer isso.

— O que… — Tsukiko abraçou os joelhos com mais força. Acho que não posso fugir disso pra sempre… — O que o Kobayashi-kun disse?

— Falou que não era verdade — respondeu Yui imediatamente com a voz firme. — Quando os boatos começaram a sair de controle, fiquei sabendo que ele negou tudo. Mas eu o encurralei e perguntei diretamente pra confirmar. Ele se sentiu péssimo por tudo e disse que a irmã dele era uma babaca.

Apesar de tudo, aquelas palavras conseguiram arrancar um sorriso da garota.

— Ainda que seja verdade, é difícil culpá-la. A gente tava daquele jeito na cama dela… — Tsukiko suspirou. — Pelo menos não é ele quem saiu espalhando isso…

— Então aconteceu algo…

— Sim e não… — Tsukiko soltou uma risada fraca, mas então ficou quieta.

— Você podia… Digo, até Kobayashi se recusou a falar sobre o que aconteceu, dizendo que era só entre vocês dois…

Tsukiko sabia que a amiga queria saber mais de preocupação do que curiosidade. Ela é uma ótima amiga. Tenho sorte de tê-la, pensou a garota com um sorriso gentil.

— Depois do jogo, eu tentei animar o Taiyou-kun, mas acabamos brigando. Falei algo, ele também, e aí eu saí correndo no meio da chuva. Esbarrei no Kobayashi-kun e aí ele me levou pra casa dele pra eu poder tomar um banho. Estávamos usando o secador no quarto da irmã mais nova dele e então acabamos nos beijando…

— Vocês dois… fizeram…? — perguntou Yui após um tempo, escolhendo as palavras com cuidado.

— Não… — Tsukiko lembrou-se daquela tarde. Ela estivera evitando pensar naquilo desde que chorou nos braços do Taiyou-kun. Mas preciso encarar isso alguma hora, disse para si mesma. — Acho que poderíamos ter feito… Se a Aki-chan não tivesse aparecido.

— Ele… se forçou em você? — Yui mal sussurrava, mas Tsukiko escutou claramente a pergunta.

— Não… ele nunca fez nada do tipo. — Tsukiko fechou os olhos, contendo as lágrimas. — Nós… ele terminou de secar meu cabelo e começamos a falar sobre o Taiyou-kun e futebol. Aí o Kobayashi-kun disse que gostava de mim, se aproximou e me beijou… e eu beijei de volta…

— Ainda bem. Se ele tivesse feito algo com você… — Yui balançou a cabeça para deixar pra lá. — Por que você beijou ele?

— Não sei. Eu tava triste e brava com o Taiyou-kun. E comigo mesma. Quando o Kobayashi-kun disse que gostava de mim… Sei lá… Acho que o que sentia por ele meio que voltou…

— Ainda gosta dele?

— Sei lá… Acho que não… — Tsukiko pensou no beijo. Foi bom, acho. Mas não quero beijá-lo de novo. Eu quero beijar o… O rosto do Taiyou-kun apareceu em sua mente e ela ficou vermelha. — Eu gosto de outra pessoa.

— Taiyou — disse Yui, não era uma pergunta.

Tsukiko ficou quieta por um segundo. Depois riu.

— Acho que nunca vou conseguir esconder nada de você… É. Eu gosto do Taiyou-kun — disse, sorrindo, a emoção de finalmente admitir a enchendo de felicidade. Mas então sentiu as lágrimas virem de novo. — Eu gosto ele e beijei outro garoto, e quase…

A garota não conseguiu parar as lágrimas a tempo. Ela cobriu o rosto com as duas mãos e deixou tudo sair. Antes que percebesse, Yui levantou e correu até seu lado para abraçá-la.

— Você não fez nada de errado — disse em voz baixa e firme.

— Mas eu… — Apesar daquelas palavras a confortando, a garota chorou ainda mais.

— Não fez nada de errado — repetiu Yui, abraçando a amiga com mais força. — Você não traiu o Taiyou nem nada.

— Mas eu… minha primeira vez… quase… não foi com o garoto que eu gosto…

— Isso não significa nada. Você não é safada por causa disso. — Yui pegou a mão de Tsukiko e forçou a garota a olhar nos olhos dela. — Não é como se você não sentisse nada pelo Kobayashi também. Escuta, Tsukiko. Você não é uma pessoa ruim por causa disso.

A garota chorou ainda mais alto e abraçou a Yui com toda sua força.

Demorou um tanto para as lágrimas pararem. Tsukiko limpou o rosto e assoou o nariz algumas vezes antes de olhar Yui nos olhos.

— O que aconteceu depois de você beijar ele? — perguntou ela.

— Começamos a tirar as roupas. Eu não fazia ideia do que estava fazendo. — Tsukiko mal se ouvia. Mas quando lembrou do que veio depois, quase sorriu. — Deveria ter visto o rosto da Aki-chan quando entrou no quarto. Ela estava falando no telefone, mas quando olhou pra nós, abriu e fechou a boca, sem conseguir formar uma palavra. Aí ela saiu com o rosto todo vermelho. Depois disso, o Kobayashi-kun ficou envergonhado e eu disse que tinha que ir.

— Aí você encontrou o Taiyou-kun no corredor daqui. — Yui terminou e Tsukiko assentiu. — Vocês dois se desculparam um para o outro, né? Isso não quer dizer que Taiyou-kun deixou tudo pra trás?

— Eu não contei pra ele. E como poderia? Depois de chorar nos braços dele, desmaiei por causa da febre. Ele ligou pra Rin-nee e cuidou de mim até meu pai chegar. Depois de tudo, como eu podia contar ao Taiyou-kun o que fiz?

— Tsukiko, vou repetir o quanto precisar pra você entender. Você não é uma pessoa ruim. Se perdoe, porque o Taiyou já perdoou. Ele quer deixar tudo pra trás.

— Mas é só porque ele não sabe o que eu fiz!

— Idiota! É porque ele gosta de você.

Tsukiko ficou quieta enquanto as palavras de Yui ecoavam pelo quarto.

— Ele gosta…

— De você, isso. — Yui levantou-se e coçou a cabeça. — Eu não deveria ter dito, mas problema. Não vou deixar minha melhor amiga ficar se culpando.

— Ele gosta de mim… — A ideia do garoto que ela gostava gostar dela também fez Tsukiko corar. — Tem certeza? — perguntou, sem ousar acreditar.

— Sim. O Taiyou quem me contou… foi mais eu que forcei ele a admitir. — Yui murmurou a última parte, com um sorriso malicioso no rosto. Tsukiko conhecia a amiga bem o bastante para saber que a garota tinha orgulho disso. — Ele me disse que gosta de você e quer te beijar de novo.

— Hã? Me beijar de novo? — O rosto de Tsukiko perdeu a cor. — Como assim?

— Ah, eu não devia ter dito isso — disse Yui, mais para si mesma do que Tsukiko. — Bom, já que já foi, vou relevar tudo de uma vez. Lembra daquele dia de observar as flores? Quando foi com a família dele? Você ficou um pouco bêbada com amazake e acabou beijando ele.

— Espera… isso não… foi um sonho? Realmente aconteceu? — Tsukiko tinha um olhar vago no rosto. Lembrava-se vagamente de beijar Taiyou-kun debaixo de uma cerejeira. Sempre pensou que fora um sonho, mas, mesmo assim, era algo que a deixava feliz sempre que pensava naquilo. De repente, as bochechas dela ficaram com uma tonalidade alarmante de vermelho e ela cobriu o rosto com as duas mãos. — Pensei que era real demais pra ser um sonho! Aconteceu mesmo?

— Sim — disse Yui, sem tentar esconder o sorriso ou risada mais. Porém, antes que qualquer uma delas dissesse algo, a campainha tocou. — Ah, deve ser ele.

— Quê? Taiyou-kun? — Tsukiko se virou para a porta do quarto, seu corpo ficando quente apesar do ar condicionado. — Por quê? Como você…

— É que mandei uma mensagem pra ele. — Yui interrompeu sua amiga, mostrando o celular na mão. Então saiu do quarto e foi para a porta da frente.

— Não, espera! Eu não posso… Estou de pijama… — Tsukiko tentou ir atrás da amiga, mas tropeçou com as pernas dormentes. Droga, pensou, tentando levantar, mas caindo de novo no lençol. — Espera, Yui! Não abra a porta!

A garota ignorou os protestos de Tsukiko e abriu a porta com um grande sorriso.

— Ei, Taiyou. Que surpresa te ver. Ótima hora. — Yui abriu espaço para o garoto entrar. — Acabei de contar que vocês se beijaram.

O garoto estava prestes a tirar os sapatos quando Yui jogou a bomba. Ele congelou e ficou inclinado, sem dizer nada, olhando para os cadarços.

Ainda no chão, mesmo daquela distância, Tsukiko viu o rosto dele ficar de um tom forte de vermelho. Finalmente, Taiyou-kun encarou Yui, abriu e fechou a boca, mas nenhum som saiu dele. Então, ele finalmente notou a garota no chão.

Tsukiko olhou para Taiyou-kun e quando seus olhos se encontraram, ambos desviaram o olhar ao mesmo tempo, envergonhados demais para dizer qualquer coisa.

— Vou deixar vocês dois sozinhos — disse Yui, mal escondendo o quanto se divertia.

Tsukiko tentou tomar iniciativa, mas sempre que olhavam um para o outro, eles desviavam o olhar no mesmo instante. Taiyou-kun estava quase tão vermelho quanto ela. Droga, Yui! Por que precisava dizer isso? Como vou olhar na cara dele agora?

O garoto pressionou os lábios juntos e andou até ela.

— Tsukiko, eu gosto de você!

A garota arregalou os olhos. Ele disse! É a primeira vez que um garoto diz… Não é a primeira vez… Ela parou de sorrir e olhou para o chão, sentindo a felicidade abandoná-la.

— Não mereço isso… Eu fiz aquilo…

— Não sei e não quero saber o que aconteceu! — ele gritou para interrompê-la. — Eu sou um idiota. Eu nunca deveria ter gritado com você daquele jeito. Mas isso já passou. Agora, só ligo quero saber que eu gosto de você!

Entre lágrimas, ela olhou para cima. Eu nunca o vi assim… Ela sabia; não havia hesitação nas palavras dele. Ele olhou nos olhos dela sem piscar. Com a ajuda dele, a garota conseguiu sentar.

Taiyou-kun se ajoelhou no chão e, quando estavam na mesma altura, beijou Tsukiko.

A garota piscou e não soube como reagir. Então, no momento seguinte, ela fechou os olhos e o beijou de volta. Tsukiko não fazia ideia de quanto tempo durou. Poderiam ter sido minutos, ou segundos. Apenas ligava para a felicidade que sentia vindo daquele beijo.

Quando se separaram, Tsukiko não pôde parar de rir ou chorar. Ela viu a preocupação nos olhos dele enquanto colocava a mão na bochecha e beijava a outra.

— Lágrimas de felicidade por beijar o garoto que gosto — disse, com um grande sorriso.

O rosto dele ficou ainda mais vermelho, mas, mesmo assim, ele sorriu também. Era o maior sorriso que ela já vira nele. Tudo pra mim, ela pensou. Eles olharam nos olhos um do outro, tão felizes que não precisavam dizer nada.

Como se nada pudesse quebrar aquele momento… até que um flash invadiu o mundo deles.

— Isso foi tão fofo — disse Yui, sorrindo também, embora Tsukiko soubesse que era um sorriso diferente do dela. A garota fingiu limpar as lágrimas que nunca saíram. — Estou emocionada.

— Você tirou foto de tudo?

— Quem você acha que eu sou? — Yui negou com a cabeça. — Eu jamais arruinaria a confissão da minha melhor amiga tirando fotos. Não, não, não. Filmei tudo.

— P-p-por que você fez isso?

— Ah, qual é. Te fiz um favor. Quero dizer, quantas garotas podem dizer que tem o momento em que conseguiram o primeiro namorado em vídeo?

— N-na… na-na-namorado…? — A palavra fez Tsukiko gaguejar. Aquela simples palavra fez a mente dela parar de funcionar. A garota virou-se lentamente para Taiyou-kun.

O garoto murmurou alguns sussurros, mal sendo inteligível.

— Sim. Eu sou seu namo… namorado… — ele tentou dizer com a voz firme, mas falhou.

Apesar da vergonha, Tsukiko riu enquanto limpava as lágrimas.

— O melhor de todos — disse e o beijou novamente.

— Prometo que farei de tudo para fazer você feliz — disse quando eles se separaram, com os olhos cheios de determinação.

— Eu já sou feliz — disse ela, com o maior sorriso de todos.

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