[PT] O Nadador 4

Um pouco mais tarde do que planejava graças a uma prova. Mas isso não importa.
Aqui está o cap 4 de O nadador e o assistente.
Espero que gostem.

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O Nadador e o Assistente 4

Nelson… que cara estranho, pensou Cris com um sorriso enquanto se lembrava. Não foi a primeira vez que nadadores diziam que não tinham problema comigo, mas ele realmente parecia de boa… Mais tipo, ele aceitaria ajuda de qualquer um…

Cris entrou no quarto e tirou as roupas. No instante em que deitou na cama, o celular tocou. Com um suspiro pesado, ele pegou o aparelho.

— Alô?

— E aí, Cris — disse uma voz familiar e embargada.

— Francis… você tá bêbado?

— Nem… — Francis soluçou e arrotou. — Só um pouco… Mas não importa. Posso ir pra sua casa agora?

Cris considerou por um instante. Ele estava cansado, mas, talvez não estivesse o bastante para um homem. Então, do nada, a imagem de Nelson apareceu em sua mente.

— Não tô afim de uma rapidinha agora.

— Você? — Francis soava mais surpreso do que Cris gostaria. — Nunca vi você, Cris, o selvagem, recusar uma transa. Estou indo.

— Não. Estou sério. Preciso trabalhar amanhã. Voltei a ser assistente.

— Ah vei, falta. Aposto que vai ser outro idiota que vai te machucar. Eu nunca faria isso com você…

— Você diz, de novo, né? — suspirou Cris. — Vou dormir agora. Boa noite.

— Então vai mesmo trocar uma noite comigo pelo trabalho… Boa sorte então. Esse nadador deve ser especial — disse Francis antes de desligar.

Cris deitou e olhou para o teto. Ainda que tentasse ignorar, as palavras de Francis ficaram presas em sua cabeça. Aquele nadador deve ser especial… é assim que parece, é? Encontro alguém que parece ser gente boa que eu gostaria de ajudar e do nada, é estranho que eu queira trabalhar.

O celular tocou de novo e trouxe a mente de Cris de volta ao quarto. Dessa vez, ele checou quem era antes de atender.

— E aí, Mari — disse antes da prima falar qualquer coisa. — Tem alguma ideia de que horas são?

— Já que você atendeu, não é tarde para termos uma conversinha — respondeu Mari, rindo. — Mas realmente acha que eu podia dormir sem ficar sabendo de tudo antes? Me conta, vai. Como é o seu novo boy, digo, nadador?

Cris decidiu ignorar a piada.

— Nelson é… diferente dos outros com quem trabalhei. — Foi a melhor forma de Cris dizer. Ele colocou o celular no viva-voz e enterrou o rosto no travesseiro.

— Só isso? É tudo que você tem a dizer depois de passar uma noite toda falando com o cara? Que ele é diferente? Nossa, que mágico. Toda garota sonha em ter um cara que é “diferente”.

Apesar do cansaço, Cris riu.

— Você me entendeu. E como sabe que fiquei falando com ele a noite toda?

— Tenho meus contatos. — Mesmo sem ver, ele podia imaginar a prima sorrindo na hora.

— Melhor não perguntar — murmurou Cris. — Nelson parece ser um cara legal, mas, fora isso, está bem ciente da situação atual dele. Só que nem considerou desistir.

— Pra você dizer isso, ele deve ter deixado uma impressão e tanto — disse ela e, por algum motivo, Cris teve a impressão de que sua prima não sorria mais. — Acha que ele é corajoso ou só um idiota que não sabe dar pra trás?

— Tá mais pra pronto pra encarar o árduo caminho incerto perante ele com a cabeça erguida.

— Diferente de você.

— Cala a boca. — Dessa vez Cris não conseguiu ignorar a indireta.

— Ah, qual é. Não tem nada mais a dizer do Nelson? — Mari riu.

— Vou dizer isso. Ao menos ele não se incomodou quando contei que era gay.

— Melhora total da última. Ainda não consigo olhar aquela menina nos olhos sem lembrar do que ela fez com você.

— Valeu. — Cris hesitou por um momento. — Se eu for honesto, não me importo de trabalhar com o Nelson.

— Pra você dizer isso… Ele deve ser especial mesmo.

— Por que todo mundo fica dizendo isso?

— Quem disse?

— Ninguém.

— Quem disse que o Nelson é especial pra você?

Cris ficou em silêncio por um tempo. Ela vai entender de forma errada, ele sabia.

— Francis.

— Quando você falou com ele?

— Agorinha.

— Calma! Ele ligou pra uma rapidinha e você rejeitou por causa do Nelson? — disse Mari, sem conseguir conter o entusiasmo na voz.

— …

— Há! Não posso acreditar que meu priminho se apaixonou de novo.

Cris suspirou. Eu sabia.

— Como se eu fosse me apaixonar assim. Não sou que nem você.

— Vou levar isso como elogio. — Ela riu. — Mas acho que vocês dois vão acabar na cama, é destino. Pelo que fiquei sabendo, as últimas duas namoradas também foram as assistentes dele. Se seguir o padrão…

— Prefiro ajudar na piscina e não na cama.

— Como se não fosse dar conta dos dois de novo.

— Não tenho nada a declarar.

— Tá me dizendo que não deu em cima dele nem nada?

— …

— Eu sabia!

— Não é nada assim — tentou adicionar rápido. — Não foi nada sério. É só do jeito que eu sou.

— Sei, sei. Mas como acha que ele vai reagir quando ver o maiô sexy que você comprou?

— Ah é… Esqueci disso — disse Cris, coçando o queixo. — Falando nisso, gostaria de pegar uma de seus maiôs velhos emprestado.

— Hã? Por quê? Já usou o novo com ele? Nossa, foi rápido. E você disse que não queria pular na cama com o cara.

— Só pra informar, eu vou ignorar essa última parte, tá bom? — Cris esperou até que Mari parasse de rir. — Não planejo usar o maiô novo. Eu… comprei no caso de ele ser um idiota, mas agora quero ajudar ele. Por isso que estou te pedindo um.

—Porque não troca o que comprou hoje?

— …

Mari riu de novo.

— Você quer usar com um certo nadador, né?

De novo Cris ficou calado.

— Você pode me dar um ou não? — ele perguntou depois de um tempo.

— Pra valer? — Mari parecia séria agora. — Não planeja usar o novo com ele?

— Não estou pensando em nada do tipo.

— Realmente não vai usar?

Respirando fundo, Cris admitiu.

— Eu quero dar tudo de mim para ajudar ele a alcançar seu objetivo.

Mari ficou em silêncio por um tempo. Cris virou para o celular, esperando.

— Bem, se meu priminho finalmente encontrou alguém que quer ajudar, então eu vou te ajudar a ajudá-lo — disse ela com total auto importância. — Vem pra minha casa depois do café da manhã. Eu vou te dar um maiô. Mas, digo logo que, apesar de ser um maiô normal, ele é bem famoso com um certo público.

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Até quinta que vem

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