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Amane Yuuto piscou confuso enquanto tentava entender o que acontecia ao seu redor. Para onde ele ia, os alunos ou seus colegas o elogiavam, e alguns até davam tapas, um pouco forte demais devido entusiasmo, em suas costas. Tudo por causa de um certo alguém, que mal apareceu na escola desde o começo do ano letivo, decidiu aparecer.

E aparentemente isso não era o suficiente. Akaishi-kun não só deixou claro que a única razão de sua volta era por que o professor tinha dito em pessoa, ele até agradeceu Yuuto na frente de todos. Apesar do agradecimento honesto, o professor viu o discreto sorriso nos lábios do estudante.

— Precisava dizer aquilo, Akaishi-kun? — Yuuto perguntou numa voz abafada quando encontrou o estudante sozinho na antiga sala do clube de artes depois das aulas.

— Por acaso eu menti? — Akaishi-kun jogou uma pergunta de volta com uma expressão intrigada. — Você me disse para aparecer na escola depois de nosso pequeno tempo juntos — ele disse com o sorriso malicioso de novo. — Então aqui estou.

— Você… Você… — O professor suspirou em completa derrota. Ele sentou num dos bancos e colocou as duas mãos no rosto.

Tecnicamente, o estudante estava certo. Naquele sábado, depois que Akaishi-kun acariciou… pintou o professor, Yuuto, talvez tentando manter algum respeito como educador, disse para ele retornar à escola segunda feira.

Apesar dos terceiranistas cujas notas eram boas o suficiente para graduar não precisavam atender a escola depois dos exames das universidades, Akaishi-kun estava numa posição um tanto quanto delicada. Por causa disso, o vice diretor pediu que conversassem com ele caso alguém avistasse o estudante. Mesmo não sendo o professor encarregado, Yuuto falou mais por desencargo de consciência, mas nunca esperava que Akaishi-kun apareceria de verdade.

E graças a aparição completamente inesperada dele, todas as memorias vergonhosas ficaram vivas na mente do Yuuto o dia inteiro. O professor corava toda vez que os olhos deles se encontravam, o que aconteceu muitas vezes devido o aparecimento repentino do Akaishi-kun durante os intervalos entre as aulas. O pior de tudo era que o estudante nem falava ou fazia qualquer coisa. Ele apenas observava Yuuto com uma expressão intrigada.

— Qual o problema? — Akaishi-kun se aproximou, tão perto que Yuuto precisa levantar a cabeça para ver o rosto do estudante. — Você parece cansado.

E quem você acha que é o culpado?  O professor esqueceu que estava sentado e deu um passo para trás. A única razão dele não estar no chão era porque Akaishi-kun o segurou e puxou para perto. As bochechas de Yuuto avermelharam mais uma vez. Ele se livrou dos braços do estudante, recuou e esfregou os olhos, tentando se livrar um pouco do cansaço, sem nenhum resultado.

Yuuto passou o resto do fim de semana em completa desordem. Sua mente esteva num tipo de transe, mas quando ele chegou em casa e trocou de roupa, ele percebeu a gravidade dos eventos. Não só alguém descobriu seu segredo, por causa de algum tipo de orgulho idiota, ele acabou deixando um homem, que além disso era seu estudante, tocar seu corpo. Yuuto ainda lembrava da sensação do dedo de Akaishi-kun nele, e o pior, algumas vezes ele ainda podia sentir o dedo, junto com uma sensação estranha percorrendo seu corpo de onde fora tocado.

No domingo, Yuuto tentou distrair sua mente, mas nem revisar o plano de aula para a semana, nem trabalhar no cosplay mais recente ajudou. Ele estava preocupado demais e sem nenhuma concentração. Tudo que sua mente queria fazer era repassar os acontecimentos e a conversa depois que o estudante terminou de pintá-lo de novo e de novo.

Pelo menos ele prometeu… Yuuto pensou quando simplesmente desistiu e foi tentar dormir sem sucesso.

Não só Akaishi-kun não parecia ser o tipo de pessoa que fofocaria, ele assegurou que não contaria a ninguém o segredo deles, como ele ficou chamando depois. Mas tinha algo no jeito que ele disse, algo por trás daquele sorriso que fez Yuuto temer o que poderia encontrar na segunda feira de manhã.

Não acho que ele falaria para alguém, mas Akaishi-kun parece tão inconsequente que pode acabar me expondo sem querer.

Com um dia inquieto e uma noite sem sono, Yuuto chegou na escola cheio de medo. Ele andou lentamente pelos corredores, parte dele esperando ver pessoas rindo dele, ou talvez os professores o evitando. Mas para sua surpresa, nada estava diferente; todos o tratavam como sempre. Os meninos o cumprimentavam, algumas meninas compartilharam os acontecimentos do final de semana—por alguma razão, meninas se sentiam confortável conversando com ele desde que era criança—e Sawa-chan e Dan-kun, seus colegas e amigos, conversaram com ele como sempre.

Tudo indicava que seria um dia normal, e o professor sentiu que assim seria. Com o humor crescendo, Yuuto entrou na sala sorrindo… até, um pouco depois que o sinal da primeira aula tocou, e o professor já tinha começado a aula, Akaishi-kun entrou pela porta dos fundos.

Olhos deles se encontraram por um segundo, todas as memorias saltando na cabeça do Yuuto pela primeira vez no dia, toda vergonha cruzando seu rosto. Os lábios de Akaishi-kun curvaram num sorriso, e o professor sentiu seu coração e humor despencando. O que ele quer? Por que ele veio? Ele vai quebrar a promessa? Com os olhos de todos da classe nele, o estudante apenas sentou em seu lugar, como se fizesse isso todos os dias.

A turma tinha menos alunos que o normal, mas isso não os impediu de causar uma grande confusão. Depois de um momento de surpresa, os alunos bombardearam Akaishi-kun com perguntas atrás de perguntas. Mas o que a maioria queria saber era o porquê ele ter voltado à escola.

Alguém me disse para vir.

Com tantos rosto encarando-o, ele disse apenas essas palavras. Mas não era o suficiente para os estudantes, porque ao invés de mudar o assunto, eles continuaram insistindo na identidade da pessoa misteriosa que conseguiu fazer o Akaishi-kun aparecer na escola depois de tanto tempo.

Com um sorriso malicioso que Yuuto conseguia ver, Akaishi-kun virou de vagar na direção dele e de novo, apenas por um segundo, seus olhos se encontraram. Todos viraram também e quando perceberam que o professor era a pessoa em questão, eles o inundaram com elogios. Quando a notícia se espalhou, os outros membros do corpo docente fizeram o mesmo.

No entanto, ao contrário dos elogios ao seu redor, Yuuto sentia sua barriga apertando. Porque ele veio? O que ele quer? Contra sua vontade, as mesmas perguntas continuaram preenchendo sua mente o dia todo. Com toda preocupação sobre sua cabeça, Yuuto mal conseguiu trabalhar. Tudo que ele queria era perguntar Akaishi-kun quais seus eram seus reais motivos. Mas, mesmo agora quando estavam sozinhos, era difícil falar qualquer coisa.

— Claro que estou cansado — Yuuto conseguiu responder a pergunta de Akaishi-kun com alguma dignidade. Mas ao olhar aqueles olhos despreocupados e o sorriso… — Eu não consegui dormir por sua culpa! — ele descontou a raiva. E lá se vai minha dignidade, ele pensou miserável um segundo depois. Não importa se é culpa dele, eu não posso fazer isso com um estudante…

Mas ao invés de se irritar, Akaishi-kun inclinou a cabeça com um sorriso intrigado nos lábios.

— Por acaso eu preenchi seus sonhos?

— Não! — Yuuto corou e evitou olhar naqueles olhos escuros e profundos. — Porque você diria isso?

— Por que você preencheu meus sonhos — o estudante respondeu sem um sorriso, seus olhos irradiando a intensidade que Yuuto viu naquela tarde.

O brilho deixou o professor sem reação. Ele demorou um tempo para se recuperar.

— O que…? — ele finalmente conseguiu falar alguma coisa. — Pare com essas brincadeiras. Se alguém escutar, vai causar uma confusão…

— Não estou brincando. — Akaishi-kun se aproximou e olhou nos olhos de Yuuto. Pela primeira vez, o professor não recuou; ele estava preso contra a parede. — Eu senti algo naquele dia. Você acordou algo dentro de mim que pensei ter perdido. Não trate como uma brincadeira.

Yuuto piscou muitas vezes e suas bochechas perderam as cores enquanto ele tentava entender o que Akaishi-kun dizia.

– É que… err… — Mesmo depois de um tempo, o professor de literatura não tinha encontrado palavras. Ele respirou fundo, organizando seus pensamentos. — Eu não tratarei como uma brincadeira. Estou cansando por que me preocupei com o que você poderia dizer. — Yuuto respondeu a pergunta inicial do aluno.

Akaishi-kun estreitou os olhos por um segundo e deu um passo para trás.

— Você duvidou de minha palavra? — ele perguntou numa voz baixa, o brilho em seus olhos desaparecendo tão rápido que Yuuto engoliu seco.

— Me desculpe — ele disse assim que percebeu seu desrespeito. — Não quis duvidar de sua promessa. É só que… ninguém numa posição como a sua descobriu meu segredo antes — o professor falou depois de um instante, olhando para o chão. — Estou cansado e nervoso, mas não quer dizer que devo duvidar de você sem nenhuma razão. Me desculpe — Yuuto fez uma reverencia.

O estudante encarou encarou e o professor curvava.

 — Se quiser pedir desculpas, venha para minha casa depois do jantar — Akaishi-kun disse de repente e virou para porta, mas então voltou. — Traga seu cosplay mais ousado. Aquele que até hoje você fica nervoso ao usar — ele sussurrou no ouvido de Yuuto.

— Espera… o que? — Yuuto disse um segundo depois que processou as palavras do estudante. — Porque eu faria isso?

— Você não quer se desculpar? — Sua voz sugeria que deveria ser obvio. — Isso é o melhor jeito para nós dois.

— Eu quero me desculpar, mas isso são duas coisas completamente diferentes! — a voz do professor era mais alta do que ele gostaria. — E como isso é melhor para mim?

— Também tem algo que eu quero mostrar para você — Akaishi-kun ignorou os protestos de do professor.

— E o que seria?

— Eu posso mostrar aqui — o sorriso malicioso estava de volta em seus lábios. — Mas tenho certeza que você prefere alguma privacidade. Se eu fizer isso aqui, corro o risco quebrar minha promessa, e acredite, eu prefiro manter nosso segredo um segredo. — ele virou para a porta.

— Pare de dizer isso… espere!

Mas Akaishi-kun já tinha ido, antes que Yuuto falasse mais alguma coisa. Mal entendendo o que acabou de acontecer, o professor simplesmente entrou em pânico na antiga sala do clube de artes.

Devo ir? Akaishi-kun não diria a ninguém… Pelo menos disso Yuuto tinha certeza, mas a conversa de agora pouco tinha acabado de confirmar; o estudante era imprudente demais. Eu tenho que ir… o professor percebeu com um suspiro e sentou no banco, afundando o rosto nas duas mãos e imaginando o que poderia acontecer. Talvez seu segredo ficasse a salvo, mas Akaishi-kun certamente continuaria insistindo em mostrar esse algo.

 Yuuto se conformou com seu destino. Algumas horas mais tarde, depois que o porteiro o deixou entrar, o professor estava apertando a campainha de Akaishi-kun com uma bolsa debaixo do braço. Ele olhou ao redor no corredor vazio, sua respiração curta e rápida. Até mesmo a pequena espera o deixava nervoso.

Quando Akaishi-kun abriu a porta e afastou para deixar o professor entrar, Yuuto rapidamente entrou, colocando os sapatos na entrada arrumados. Se eu tenho que fazer isso, vamos logo. Com isso em mente, ele virou para Akaishi-kun. Mas mesmo com sua determinação, não era fácil falar.

— Terceira porta a direita. — O estudante entendeu a pergunta não feita do professor e respondeu, fechando a porta.

Com o coração batendo tão alto que ele temia Akaishi-kun escutasse, Yuuto correu até o banheiro. O professor tirou o casaco, a camisa e as calças, e com dedos trêmulos, ele tirou a roupa de baixo. Mesmo sozinho, estar pelado dentro do apartamento de seu estudante era embaraçoso demais. Não tinha um jeito melhor para pedir desculpas?

Mas a essa altura não tinha volta, então Yuuto tirou a roupa azul de sua bolsa. Ele colocou a perna esquerda primeiro, e quando a direita estava dentro, o professor puxou o resto do cosplay para cima. Depois que os dois braços estavam no lugar certo, Yuuto vestiu a roupa branca de marinheiro. Quando estava pronto, ele colocou mão dentro do maiô escolar e pegou seu membro, ajeitando lá embaixo para não aparecer ou criar um volume visível.

Por que parece tão indecente agora? Sei que vesti só uma vez, mas nem naquela vez parecia assim, Yuuto pensou, observando seu reflexo no espelho. Como toque final, ele prendeu os cabelos e colocou peruca castanha curta em sua cabeça. Seu rosto inteiro corou, mesmo com o cosplay incompleto. Respirando fundo, ele saiu do banheiro com passos trêmulos.

Akaishi-kun observava a vista da janela quando Yuuto saiu. Quando ele escutou a porta fechando, o estudante virou e viu seu professor no cosplay mais ousado, como tinha pedido, e seus olhos brilharam.

— O cosplay está completo? — ele olhou Yuuto dos pés à cabeça e finalmente disse algo.

Yuuto engoliu seco. Ele conhece o personagem…

— Não — o professor admitiu. — Tem as partes da perna, mas quebrou e eu não concertei.

Akaishi-kun ficou encarando o professor e Yuuto desviou os olhos.

— O que mais está faltando? — ele perguntou numa voz baixa.

Yuuto engoliu seco de novo.

— Tem… isso… —

Ele pensou que pelo mesmo conseguiria evitar vestir o cosplay inteiro. O maiô escolar com a parte de cima do uniforme escolar de marinheiro era embaraçosa o suficiente. Se ele colocasse o resto… Mas de alguma forma Akaishi-kun viu através dele com apenas um olhar.

A mão do professor foi até a bolsa e puxou um par de orelhas de cachorros e uma cauda felpuda.

Depois que ajustou-as, ele evitou olhar seu aluno. Era vergonhoso demais usar esse cosplay fora de um evento ou concurso. Mas sem nem mesmo uma reação vinda de Akaishi-kun, até mesmo Yuuto levantou a cabeça quando o silêncio ficou estranho demais.

— Então esse é seu cosplay mais ousado, huh? — ele circulou o professor. — Do meu ponto de vista, parece apenas um monte de fetiches juntos. O maiô escolar, a parte de cima do uniforme escolar de marinheiro, as orelhas de animal e a cauda… mas eu consigo ver o… atrativo. — As mãos de Akaishi-kun deslizaram pelas costas de Yuuto e agarrou a cauda, tocando a bunda do professor por um instante.

É um cosplay genuíno! — Ele gritou e puxou a cauda para longe de Akaishi-kun. Para falar a verdade, Yuuto não conseguia negar a parte dos fetiches. Tanto que ele só teve coragem de usar uma vez. E agora ele percebia que Akaishi-kun era a primeira pessoa a vê-lo vestido nisso depois de tanto tempo, e suas bochechas coraram. — Pode rir, mas eu tenho orgulho desse cosplay! — Ele ficou na defensiva, mesmo que apesar de suas palavras, Akaishi-kun não tinha nenhum julgamento em seus olhos.

— Eu já disse. Não posso rir — ele falou com um sorriso. Não era o malicioso, nem mesmo presunçoso. Era um sorriso gentil que pegou Yuuto desprevenido.

— Me desculpe por levantar minha voz. — O professor curvou-se, se desculpando com seu aluno pela segunda vez naquele dia.

Akaishi-kun não parecia ouvir, e simplesmente se aproximou. Ele estava tão perto que Yuuto conseguia cheira-lo. Ele cheira bem, o pensamento apareceu em sua mente contra sua vontade.

— Q-qual o problema? — Yuuto perguntou, dando alguns passos para trás.

Akaishi-kun levantou as mãos tão rápido que Yuuto ficou sem reação. Ele passou o polegar ao redor da boca do professor lentamente, parando no lábio inferior.

— Você não está usando maquiagem hoje.

Não era uma pergunta. Antes que Yuuto falasse ou fizesse qualquer coisa, o aluno agachou, seu rosto perto demais do que estava entre as pernas do professor. Mesmo através do maiô, Yuuto conseguia sentir o ar quente saindo daquele nariz na área sensível, e isso mandava um tremor pela espinha.

— Você esconde o fato de ser homem muito bem. Mesmo dessa distância, é difícil dizer.

Demorou meio segundo para Yuuto entender o que ele quis dizer. Quando entendeu, o professor virou seu corpo pela metade, cobrindo a área em questão.

— Mas é claro! O que acha que aconteceria se alguém descobrisse que sou homem?

O estudante mais uma vez ignorou o professor. Ele levantou.

— E se você ficar animado demais? — ele perguntou num tom sério.

De novo demorou um momento para o professor perceber o significado por trás das palavras.

— Não me faça parecer um pervertido! Eu não fico animado desse jeito fazendo cosplay! Eu disse que é minha forma de arte!

Akaishi-kun ficou sem expressão por um segundo… então seus lábios curvaram-se num sorriso. Dessa vez Yuuto reconheceu na hora que era o malicioso.

— Então eu preciso confirmar uma coisa.

— O que?

Antes que Yuuto fizesse qualquer coisa, Akaishi-kun o segurou e o virou. Um instante depois, as mãos do estudante estavam acariciando o peito do professor, como naquela tarde, mas dessa vez era por debaixo das roupas. Demorou menos de um segundo para os dedos dele encontrarem os mamilos e esfregá-los.

Yuuto tentou tirar as mãos, mas o aluno era forte demais.

Akaishi-kun torceu e apertou os mamilos gentilmente… e então um pouco mais forte, até eles começarem a endurecer.

Ah não! Yuuto pensou em completo desespero um segundo depois. O pior de tudo era que, contra sua vontade, a parte de baixo do maiô escolar ficava mais e mais apertada.

Uma das mãos de Akaishi-kun deixou o peito e voou para a área privada do professor, acariciando gentilmente sobre o tecido.

— Pa…— Por favor… pare… ele tentou dizer, mas a mistura de prazer e um pouco de dor devido as roupas apertadas seguravam a voz dele na garganta.

— Eu pensei que você não ficava animado com sua arte.

Yuuto conseguia escutar Akaishi-kun sussurrando em seu ouvido, mas ao mesmo tempo, as palavras estavam longe demais para o professor entendê-las imediatamente.

— A culpa… é… sua… — O professor conseguiu responder entre arfadas, sua mente enevoando. Seu membro estava ficando maior com cada caricia mas na posição que ele colocava para escondê-lo, estava começando a doer muito.

Akaishi-kun deve ter notado, porque sua mão sumiu, apenas para voltar um segundo depois tocando o membro diretamente debaixo do maiô.

— Deve estar dolorido. Me deixe ajudar. — A dor cresceu por um momento quando Akaishi-kun agarrou e colocou o membro para cima.

— Por favor… par…! —

A mão fria contra seu membro pulsante era estranho… mas estava começando a ficar estranhamente… bom, Yuuto admitiu contra sua vontade. Com a outra mão de Akaishi-kun em seu mamilo, a mente do professor era uma névoa de prazer. O corpo inteiro de Yuuto estava quente e suado apesar do quarto gelado.

 Ainda tocando diretamente, com um aperto gentil de Akaishi-kun, a semente de Yuuto saiu um pouco, junto com outro gemido de prazer. O que…! Está…ah! Porquê… é… tão bom?

De repente a mão desapareceu. Acabou…? Yuuto pensou, seus ombros caindo, sua mente ainda enevoada. Mas então a mão voltou sobre a roupa.

Yuuto conseguia sentir seu membro endurecendo contra o tecido. Com a mão mexendo para cima e para baixo, a dor desapareceu, e logo se tornou apenas prazer.

— Eu paro se você me responder. Por acaso está ficando excitado porque alguém está o tocando? — ele disse, apertando o mamilo com mais força. — Ou é porque tem um homem lhe tocando? — ele acariciou lá embaixo mais rapidamente. — Ou é porque eu estou tocando?

Por…que… você…hng… quer… saber? Yuuto pensou. Nem… mesmo… eu… sei, ele admitiu para si. A mancha molhada na parte de baixo do maiô escolar estava ficando cada vez maior, e sua mente mais vazia com cada caricia.

 Uma antiga memória surgiu com as palavras do estudante. Uma vez sua irmã tinha feito algo parecido… Quando Yuuto decidiu ser um cosplayer, ela brincou com ele e deu um de seus sutiãs antigos. Depois de força-lo a usar, ela brincou com os peitos dele, dizendo que só aquilo já era o suficiente para fazê-lo parecer uma menina.

Mas nada como isso aconteceu naquela vez, então o professor descartou a primeira opção… e ele não queria pensar nas outras duas opções.

— Me diga — ele sussurrou, acariciando com mais velocidade e apertando com mais força.

O professor estava no limite. Sua semente estava prestes a sair, ele conseguia sentir. Yuuto estava prestes a sentir prazer por causa de outro homem.

— Eu…eu… não sei… — ele conseguiu dizer entre arquejos. Eu… não… consigo… mais… Ele estava prestes a ceder ao prazer…

Então as mãos sumiram.

Com as mãos desaparecendo tão repentinamente, Yuuto caiu no chão, exausto. Ele não tinha força em seu corpo.

— Por… que… você… — ele mal conseguia falar. Ele suava, seu rosto inteiro estava vermelho, ele tinha falta de ar e estava molhado lá em baixo. E o que era pior, por meio segundo, ele sentiu frustrado. Porque você parou? O pensamento cruzou sua cabeça.

Pouco a pouco o sangue voltada onde deveria estar, mas antes que Yuuto tivesse forças suficiente para ficar de pé, Akaishi-kun ofereceu a mão.

—Eu me empolguei um pouco — o estudante disse olhando nos olhos do professor.

O professor não aceitou a mão. Isso não foi ‘um pouco’! Yuuto desejava poder gritar isso, mas sua voz sairia estranha, ele tinha certeza.

— Eu peço desculpas — Akaishi-kun disse, abaixando a cabeça, ainda oferecendo a mão. — Por favor, me perdoe.

Ele… Akaishi-kun… Aquele Akaishi-kun… está abaixando a cabeça…? Ele está se desculpando de verdade? Com a mão tremendo, o professor aceitou a ajuda de seu estudante.

Quando Akaishi-kun sentiu a mão de Yuuto, ele levantou a cabeça, seu rosto iluminando com um sorriso. Antes que o professor reagisse, o estudante colocou um braço nas costas e o outro debaixo das pernas de Yuuto, levantando-0. Akaishi-kun colocou Yuuto no sofá gentilmente.

— Por favor aceite isso como desculpas. — Ele foi até um dos quartos e voltou com uma tela.

—Esse… sou…eu…? —Yuuto estava sem palavras de uma forma diferente. Quando Akaishi-kun virou a tela e revelou a imagem, o professor quase esqueceu o que tinha acabado de ocorrer.

 Era a pintura que Yuuto tinha pousado. Era tão bonita que era difícil de acreditar que era mesmo ele. O brilho da cidade no fundo parecia bolhas de luz que iluminavam as costas de Yuuto, o sutiã desabotoado, metade do rosto, as pernas e, apesar dele não se lembrar, o sorriso genuíno em seu lábios. Mesmo que o objeto era ele mesmo, o professor sentiu que a pintura era elegante e sensual.

— É… maravilhosa — o professor de literatura tinha esquecido palavras para descrever o que via.

— Capturei você e sua arte — Akaishi-kun disse com um sorriso verdadeiro. — Isso é sua beleza por completo.

Yuuto corou e desviou os olhos. Faz quanto tempo desde que alguém me elogiou sabendo minha verdadeira identidade? O professor não conseguia deixar de sorrir também. Eles ficaram desse jeito… até se lembrar do que aconteceu agora pouco.

 — Essas palavras não desfazem o que você acabou de fazer! — ele gritou. — Você me tocou daquela forma… Por que você fez aquilo? — O rosto de Yuuto queimou com imagem. E porque foi tão bom? Essa pergunta ele manteve para si.

— Eu sei. Mesmo assim eu peço que perdoe meu comportamento. — ele disse com uma reverencia. Yuuto sentiu que não havia outras coisas por trás de suas palavras. — Como eu disse, me empolguei um pouco.

— Aquilo não foi um pouco!

— Ainda assim, peço que me perdoe! — ele disse, abaixando a cabeça de novo. — Eu queria, não, eu precisava ver suas reações. Cada expressão sua fez minha mente explodir com ideias. Eu queria ver além daquilo e acabei me empolgado. Por isso, me desculpe.

Ele estava cansado e sua mente ainda estava enevoada. E o pedido era tão sincero que a raiva de Yuuto o deixou contra sua vontade. Pela segunda vez naquele dia, ele suspirou derrotado. Era difícil ir contra tanta paixão.

— Eu aceito suas desculpas. — O rosto de Akaishi-kun se iluminou com o sorriso de novo ao ouvir as palavras de seu professor. Yuuto pegou a tela e admirou.

Nunca pensei que eu poderia inspirar algo como isso, ele pensou. Sua arte era realizadora para ele, mas Yuuto sabia que alguns fãs usavam as fotos dele para se divertir. Saber que uma pintura tão incrível podia nascer por causa ele fez o professor sentir-se feliz pelos seus cosplays.

Espere um instante… enquanto admirava a tela, algo clicou na mente do professor.

— Akaishi-kun… por acaso… era isso que você queria me mostrar?

Agora era a vez do estudante corar, apesar de ser um leve tom de rosa.

— Sim… — ele disse desviando os olhos.

— Você realmente é um artista — Yuuto disse, rindo e admirando a pintura de novo.

 — Mas isso não é tudo.

Os olhos de Akaishi-kun arregalaram de repente. Ele chegou mais perto e pegou a mão de Yuuto com as suas. O professor tentou puxar por reflexo, mas o estudante não só era mais forte, ele também segurava a tela na outra mão, então Yuuto não podia fazer nada.

— Por favor se torne meu!

As palavras permaneceram no ar por um longo tempo, o silêncio esticando. Yuuto sentiu seu corpo inteiro queimar, e algum tipo de agitação entre suas pernas. Ele queria puxar a barra da camisa da roupa de marinheiro, mas com as duas mãos ocupadas, ele não podia fazer nada.

— O que…? — Ele finalmente disse algo para disfarçar o que acontecia na parte inferior de seu corpo.

— Por favor, se torne minha musa! — Ele disse de novo, o brilho intenso de volta em seus olhos.

— O que? — Yuuto perguntou de novo. Ele ainda corava, mas agora que descobriu o verdadeiro motivo por trás das palavras de Akaishi-kun, ele suspirou e abaixou os ombros. Espera… porque estou me sentindo desapontado?

— Por favor, se torne minha musa! – ele perguntou de novo, olhando nos olhos de Yuuto. Akaishi-kun estava tão perto que os narizes quase tocavam.

Por um segundo os olhos do professor caíram, encarando aqueles lábios… um novo tipo de agitação o atingiu entre as pernas. Quando Yuuto percebeu o que acontecia, ele olhou de volta nos olhos profundos de Akaishi-kun… Não ajudou.

— Sim… — a palavra saiu de sua boca antes que ele conseguisse impedi-la.

— Obrigado. — Akaishi-kun tocou os lábios na mão de Yuuto por um longo tempo. —Talvez com você eu possa encontrar o amor pelas cores e o pincel de novo. — de novo ele encarou nos olhos do professor, a luz brilhando como nunca.

O professor não conseguiu deixar de encarar aquele olhos de volta. Depois de segundos, ou talvez horas, ele percebeu algo por trás deles. Era algo quase invisível, mas definitivamente manchava a luz. Era algum tipo de angustia por trás da determinação, quase como se o impelisse.

Yuuto acordou do transe e finalmente quebrou o olhar. Apesar de uma pequena parte dele sentir o contrário, ele disse:

— Por favor, solte minha mão.

— O que minha musa deseja.

Akaishi-kun deu outro beijo na mão e só então largou-a. Ele levantou e andou até junto da estante, onde tinha uma outra tela o esperando.

Yuuto se concentrava no ponto úmido deixado pelos lábios de Akaishi-kun quando algo em sua cabeça clicou de novo.

— Espera… você me chamou também para pintar de novo?

— Claro — sua voz sugerindo que era obvio.

A sensação de calor remanescente em seu corpo foi embora, e tudo que Yuuto sentia era irritação.

— Por favor, lembre-se de nossas posições e não me engane de novo!

Akaishi-kun parecia intrigado por um momento.

— Você é minha musa. — ele disse e pegou um banco na cozinha, se preparando para pintar.

Yuuto rangeu os dentes.

— Eu sou seu professor! — ele disse. — Então por favor me chame de professor!

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